Quem imaginaria uma competição de sons estranhos? Na aula de teatro, os alunos foram desafiados a criar ruídos…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infantojuvenil, – contar/recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa-alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e/ou declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Quem imaginaria uma competição de sons estranhos? Na aula de teatro, os alunos foram desafiados a criar ruídos usando apenas o corpo. Risos ecoaram quando alguém bateu a língua no céu da boca: “Ploc-ploc!” Uma colega surpreendeu com um ronco dramático: “Ronc-ronc…” A professora anotava cada proposta, incentivando a expressividade. No final, todos aplaudiram a criatividade sonora e a alegria compartilhada. Analise o texto-base e identifique qual recurso expressivo deve ser enfatizado na leitura em voz alta para reforçar o tom humorístico?
- A) A vírgula que separa “risos ecoaram”
- B) A onomatopeia “Ploc-ploc!”
- C) O parêntese para comentário discreto
- D) O travessão que introduz falas
- E) As reticências em “Ronc-ronc…”
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Identifique o que o texto mostra como fonte de humor. O texto descreve sons inesperados criados com o corpo, e o riso começa quando um aluno imita o som de uma língua batendo no céu da boca. Passo 2: Localize os recursos citados nas alternativas. A vírgula em 'Risos ecoaram' é apenas pontuação sintática e não produz efeito cômico. O parêntese e o travessão são pontuação de organização do texto, sem carga expressiva. As reticências em 'Ronc-ronc…' sugerem pausa ou suspense, mas são um recurso secundário. Passo 3: A onomatopeia 'Ploc-ploc!' é o recurso central. Ela reproduz um som inesperado e, com a exclamação, pede entonação viva e enfática, que é exatamente o que provoca o riso relatado no texto. Passo 4: Logo, na leitura em voz alta, a ênfase deve recair sobre 'Ploc-ploc!', imitando o som com ritmo marcado. Passo 5: Comparação com o gabarito oficial: a alternativa B coincide com a minha conclusão. Ressalva: o 'Ronc-ronc…' também tem potencial cômico pela pausa dramática, mas o humor principal do trecho é o efeito sonoro imitativo, por isso a resposta B é a mais adequada.
💡 Dica: Foque no efeito sonoro que reforça o humor no texto.
Alternativa por alternativa
Acredita que a vírgula em 'Risos ecoaram' é o elemento que cria o humor, talvez por confundir pontuação com efeito expressivo. Não percebe que a vírgula apenas separa termos e não altera o tom da leitura.
Por que engana: Confundir o efeito das vírgulas e pontuações com o impacto das onomatopeias na expressividade do texto.
A onomatopeia reproduz som cômico, devendo ser lida com entonação viva para realçar o humor.
Supõe que o parêntese marca um comentário engraçado do narrador, mas o texto não tem parênteses. Assim, atribui humor a um recurso inexistente no trecho, o que indica leitura desatenta da estrutura do texto.
Pensa que o travessão introduz falas que seriam o foco cômico, mas as falas do texto aparecem entre aspas e a graça está nos sons, não na estrutura do diálogo. Confunde a função de organização do discurso com o efeito de humor.
Considera que as reticências em 'Ronc-ronc…' são o recurso mais forte, pois a pausa criaria suspense cômico. Esse raciocínio é plausível, mas deixa em segundo plano o som imitativo que, no texto, desencadeia as risadas.
Raio-X da questão
recurso expressivo onomatopeia
avaliacao
recursos expressivos textuais
Estude os recursos expressivos e suas funções no texto.
Confundir o efeito das vírgulas e pontuações com o impacto das onomatopeias na expressividade do texto.
pensamento_critico
literario
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