Ao fechar os olhos, sinto as cores dançarem no ar: Ecos suaves pendem no limbo da luz, Sombras de nuvens…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráfico-espacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Ao fechar os olhos, sinto as cores dançarem no ar: Ecos suaves pendem no limbo da luz, Sombras de nuvens flutuam sem peso, O vento murmura liras ao imaginário, E o silêncio embala cada verso preso. Na curva do sonho, as sílabas se estendem, Vogais em uníssono, brisas a ressoar, Palavras ganham asas no espaço etéreo, Levando o leitor a um mundo a pairar. Analise o texto-base e identifique qual recurso sonoro predomina nos versos e reforça a atmosfera onírica do poema.
- A) Recurso de anáfora em repetições iniciais
- B) Uso de assonância de vogais u e o
- C) Emprego de onomatopeia para evocar sons
- D) Presença de paronomásia em termos próximos
- E) Uso de aliteração de consoantes iniciais
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Ao ler o poema, percebe-se a repetição marcante das vogais u e o em posições tônicas e átonas, como em murmura, sombras, sonho, curva, uníssono, levando e mundo. Essa recorrência de vogais semelhantes ao longo dos versos caracteriza assonância.
- O efeito sonoro dessa assonância, com vogais graves e arredondadas, cria um ritmo lento e prolongado, que reforça a atmosfera onírica, suspensa e etérea do texto, como o próprio título sugere ao falar de cores que dançam e de sons que pairam.
- A alternativa A está errada, porque não há repetição de palavras ou expressões no início dos versos ou das estrofes que caracterize anáfora; cada estrofe começa de modo diferente.
- A alternativa C está errada, porque o poema evoca sons por meio de imagens e verbos, como murmura, mas não há palavras que imitem sons reais por onomatopeia.
- A alternativa D está errada, porque não se observam pares de palavras de sonoridade parecida e sentidos distintos construídos para causar efeito, que é o que define a paronomásia.
- A alternativa E está errada, porque até há algumas consoantes repetidas, como o s em sombras, sem e silêncio, mas essa recorrência não é constante nem predominante a ponto de ser o recurso central do poema.
- Conclusão: o recurso sonoro que predomina e reforça a atmosfera onírica é a assonância de vogais u e o, e por isso o gabarito B está correto.
💡 Dica: Identifique o recurso sonoro predominante que cria a atmosfera do poema.
Alternativa por alternativa
O aluno confunde qualquer repetição de palavras com anáfora, sem verificar se a repetição ocorre no início de versos ou estrofes.
O poema repete vogais u e o em "murmura", "nuvens", "uníssono", criando musicalidade onírica.
O aluno considera onomatopeia qualquer palavra que sugira som, como murmura, sem perceber que a onomatopeia precisa imitar um som real.
O aluno associa paronomásia a qualquer efeito de sonoridade ou rima entre palavras próximas, sem verificar a existência de palavras parecidas no som e diferentes no sentido.
O aluno percebe a repetição do s inicial em algumas palavras e supõe que ela é o recurso predominante, sem avaliar a frequência das vogais.
Por que engana: Confundir assonância com aliteração ou outras figuras sonoras semelhantes.
Raio-X da questão
recurso sonoro no poema
diagnostico
recursos poéticos básicos · figuras de linguagem
Estude os principais recursos sonoros poéticos como assonância, aliteração e onomatopeia.
Confundir assonância com aliteração ou outras figuras sonoras semelhantes.
pensamento_critico
literario
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