Na planície próxima ao rio Tana, líderes de aldeias esculpiam em tábuas e gravam relatos das ações que…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e contextualizar o protagonismo das populações locais na resistência ao imperialismo na África e Ásia.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na planície próxima ao rio Tana, líderes de aldeias esculpiam em tábuas e gravam relatos das ações que preservaram sua autonomia diante da ocupação britânica em princípios do século XX. Segundo depoimentos, as comunidades locais impediram o avanço da ferrovia colonial cortando trilhos durante as noites de lua nova. Relatos orais ressaltam que, antes de qualquer negociação, os moradores organizaram vigília para comunicar sigilosamente as ordens de bloqueio. Ainda que alguns delegados tenham enviado petições exigindo autonomia administrativa, a estratégia mais eficaz foi interromper as comunicações e o transporte imperial para pressionar as autoridades britânicas a recuar. Analise o texto-base e identifique a ação que exemplifica o protagonismo das populações locais na resistência ao imperialismo.
- A) Aderir ao cultivo de culturas destinadas à exportação colonial
- B) Sabotar linhas telegráficas instaladas pela administração colonial
- C) Migrar em massa para centros urbanos controlados pelos colonizadores
- D) Apresentar petições ao governo colonial exigindo direitos administrativos
- E) Fundar novos postos de educação conforme modelo europeu
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Identifique o foco do texto. Ele descreve ações concretas de resistência: cortar trilhos da ferrovia colonial à noite, organizar vigílias para comunicar ordens de bloqueio e interromper comunicações e transporte imperiais. O protagonismo está na ação direta contra a infraestrutura do colonizador.
- Compare com as alternativas. A ação que mais se aproxima dessa descrição é a sabotagem de infraestrutura de controle colonial. A alternativa B fala em sabotar linhas telegráficas, e o texto menciona a ferrovia e as comunicações de forma geral, sem citar telégrafo. Mesmo assim, a lógica da sabotagem de linhas e redes da administração colonial corresponde ao que o texto relata.
- Analise o caso das petições. O texto diz que alguns delegados enviaram petições, mas que a estratégia mais eficaz foi interromper comunicações e transporte. Isso indica que a petição, embora existente, não é o foco do protagonismo destacado no texto.
- Verifique as demais alternativas. A alternativa A é uma adesão à economia colonial, o oposto da resistência. A alternativa C é a migração para centros controlados pelos colonizadores, que não resiste à ocupação. A alternativa E é a adoção do modelo educacional europeu, que não aparece no texto como forma de resistência.
- Conclusão. A alternativa B é a correta e coincide com o gabarito oficial. A dúvida restante é apenas a menção a telégrafo, que não aparece no texto, mas a ideia central de sabotagem da infraestrutura colonial está presente e é a melhor resposta disponível.
💡 Dica: Identifique no texto a ação que demonstra resistência ativa das populações locais.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter associado protagonismo local apenas à participação na economia, supondo que cultivar para exportação preserva autonomia ou gera poder de negociação. Não percebe que isso integra a população à lógica colonial.
O texto menciona corte de trilhos e interrupção de comunicações, ação direta de resistência local ao imperialismo.
O aluno pode ter imaginado que sair das áreas rurais para as cidades seria uma forma de fugir do controle colonial e preservar a autonomia. Não reconhece que os centros urbanos eram controlados pelos colonizadores, o que contraria o texto.
O aluno pode ter se concentrado na palavra petições e tomado a via institucional como a principal forma de resistência. O texto diz explicitamente que as petições não foram a estratégia mais eficaz.
Por que engana: Confundir ações passivas ou colaborativas com ações de resistência ativa contra o imperialismo.
O aluno pode ter confundido a difusão de escolas no modelo europeu com resistência cultural, supondo que criar instituições semelhantes às metrópoles seria uma forma de autonomia. O texto não trata de educação como forma de resistência.
Raio-X da questão
resistência imperialismo colonial
diagnostico
imperialismo e colonialismo · formas de resistência social
estude formas de resistência colonial e imperialismo
Confundir ações passivas ou colaborativas com ações de resistência ativa contra o imperialismo.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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