Num breve quadrinho, um médico examina um paciente em uma clínica. No primeiro quadro, o médico diz: “Você…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Inferir e justificar, em textos multissemióticos – tirinhas, charges, memes, gifs etc. –, o efeito de humor, ironia e/ou crítica pelo uso ambíguo de palavras, expressões ou imagens ambíguas, de clichês, de recursos iconográficos, de pontuação etc.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Num breve quadrinho, um médico examina um paciente em uma clínica. No primeiro quadro, o médico diz: “Você pegou um vírus no computador.” No segundo quadro, o paciente espirra e o médico conclui: “Então não era nada de grave, é só um resfriado mesmo.” Analise o efeito de humor produzido no texto-base. Qual elemento gera o humor na charge?
- A) Humor pela personificação do computador como se fosse paciente humano
- B) Humor pelo contraste entre o ambiente clínico e o universo tecnológico
- C) Humor pela mudança repentina de linguagem formal para coloquial no diálogo
- D) Humor pela hipérbole na reação exagerada do paciente ao espirrar
- E) Humor pelo uso de ambiguidade do termo “vírus”, confundindo doença e programa malicioso
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Leia o quadrinho com atenção. No primeiro quadro, o médico diz que o paciente pegou um vírus no computador, usando a palavra vírus no sentido de programa malicioso, que prejudica sistemas de informática. No segundo quadro, ao espirrar, o paciente remete ao sentido biológico da palavra, ligado às doenças como o resfriado.
- O humor surge da ambiguidade do termo vírus, que tem dois significados. O médico conclui que a situação não é grave porque o paciente apenas espirrou, ou seja, passa de um sentido (informática) para o outro (doença) sem avisar o leitor. Esse deslocamento de sentido quebra a expectativa e produz o efeito cômico.
- Por que as outras alternativas estão erradas:
- A) O computador não é personificado; o personagem que é examinado é um paciente humano, e a piada não atribui características humanas a máquinas.
- B) Há contraste entre clínica e tecnologia, mas ele apenas cria o cenário; o efeito cômico depende do duplo sentido da palavra, e não do contraste em si.
- C) O médico usa linguagem simples, como em 'é só um resfriado mesmo', mas essa mudança de registro não é o que gera a graça da charge.
- D) Não há hipérbole: o espirro é uma reação normal e não é exagerada nem apresentada de forma extrema.
- Conclusão: o elemento humorístico é a ambiguidade do termo vírus, que faz a conclusão do médico, baseada no sentido biológico, contrastar com a informação inicial, que se refere ao sentido informático. Portanto, a alternativa E está correta e coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Identifique o duplo sentido da palavra 'vírus' na charge.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter achado que o computador é tratado como um paciente, tomando a fala do médico como uma personificação da máquina. Na verdade, o paciente é uma pessoa e não há personificação de objetos.
O aluno percebe o contraste entre a clínica e o computador, mas o toma como causa do humor. O cenário apenas contextualiza a piada, que depende do duplo sentido da palavra.
Por que engana: Confundir o humor com outros recursos como hipérbole ou personificação, não identificando a ambiguidade do termo 'vírus'.
O aluno pode ter se prendido ao uso de expressões informais, como 'é só um resfriado mesmo', e supor que a mudança de registro é o recurso cômico. Esse detalhe não é o mecanismo central da charge.
O aluno pode ter visto no espirro uma reação exagerada e tomado isso como hipérbole. O espirro é uma reação comum e não há exagero na representação do paciente.
O humor surge do duplo sentido de “vírus”, aplicado tanto a computador quanto a doença humana.
Raio-X da questão
humor por ambiguidade linguística
diagnostico
figuras de linguagem básicas · ambiguidade lexical
Estude figuras de linguagem e ambiguidade lexical.
Confundir o humor com outros recursos como hipérbole ou personificação, não identificando a ambiguidade do termo 'vírus'.
pensamento_critico
cotidiano
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