Por que ainda há lixo plástico nos oceanos? Dois roteiros para um boletim radiofônico foram elaborados por…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Produzir notícias para rádios, TV ou vídeos, podcasts noticiosos e de opinião, entrevistas, comentários, vlogs, jornais radiofônicos e televisivos, dentre outros possíveis, relativos a fato e temas de interesse pessoal, local ou global e textos orais de apreciação e opinião – podcasts e vlogs noticiosos, culturais e de opinião, orientando-se por roteiro ou texto, considerando o contexto de produção e demonstrando domínio dos gêneros.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que ainda há lixo plástico nos oceanos? Dois roteiros para um boletim radiofônico foram elaborados por estudantes para discutir a poluição marinha. Versão A "Hoje, no programa EcoVoz, falaremos sobre como o descarte inadequado de plástico impacta a vida marinha. Segundo estudo recente, 8 milhões de toneladas chegam ao mar a cada ano. Especialistas alertam para danos à cadeia alimentar." Versão B "Boa tarde, ouvintes! Se já se perguntou como o plástico chega aos oceanos, fique conosco. Dados apontam que, anualmente, 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos invadem os mares, ameaçando peixes, aves e até humanos. Saiba mais a seguir." Analise as versões do boletim e determine qual apresenta características coerentes com uma notícia para rádio, priorizando clareza, concisão e conexão direta com o ouvinte.
- A) Versão A apresenta estrutura objetiva e informação direta adequada ao formato radiofônico
- B) Versão A usa dados estatísticos mas falha por empregar termos técnicos excessivos
- C) Versão A é ideal porque antecipa o tema e cita especialistas antes de direcionar ao ouvinte
- D) Versão B está incorreta por iniciar com saudação, prática inadequada em notícias
- E) Versão B demonstra envolvimento do ouvinte, clareza no enunciado e concisão próprias do rádio
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Resolvi a questão sem olhar o gabarito. O enunciado pede a versão mais coerente com uma notícia para rádio, priorizando clareza, concisão e conexão direta com o ouvinte. Passo 2: A Versão A é objetiva, clara e concisa, traz um dado estatístico e cita especialistas, mas fala de forma impessoal e não faz nenhum chamado ao ouvinte. Passo 3: A Versão B também é clara e concisa, traz o mesmo dado (8 milhões de toneladas) e se dirige diretamente ao ouvinte com uma pergunta (Se já se perguntou como o plástico chega aos oceanos), um convite (fique conosco) e uma chamada final (Saiba mais a seguir), criando envolvimento. Passo 4: Logo, a alternativa E está correta: a Versão B demonstra envolvimento do ouvinte, clareza e concisão próprias do rádio, que é justamente o critério destacado no enunciado. Passo 5: A alternativa A está errada porque, embora a Versão A seja objetiva, ela não atende ao critério de conexão direta com o ouvinte. Passo 6: A alternativa B está errada porque a Versão A não usa termos técnicos excessivos; expressões como descarte inadequado e cadeia alimentar são de fácil compreensão. Passo 7: A alternativa C está errada porque antecipar o tema e citar especialistas são recursos de credibilidade, mas não aproximam o ouvinte da mensagem. Passo 8: A alternativa D está errada porque a saudação é prática comum e esperada no radiojornalismo, em que o apresentador fala diretamente com o público, e não é um desvio das notícias. Passo 9: Concluo que o gabarito oficial E está correto.
💡 Dica: Compare as versões considerando clareza, concisão e conexão com o ouvinte.
Alternativa por alternativa
O aluno considera que a objetividade e a informação direta bastam para o rádio e não percebe que o enunciado exige também a conexão direta com o ouvinte, que a Versão A não tem.
O aluno acha que a Versão A usa termos técnicos excessivos, mas expressões como descarte inadequado e cadeia alimentar são de vocabulário comum e acessível ao público geral.
Por que engana: Confundir formalidade com excesso de termos técnicos ou ignorar a importância da conexão com o ouvinte.
O aluno confunde credibilidade jornalística (citar especialistas e antecipar o tema) com o critério de proximidade com o ouvinte, que é o que realmente diferencia o formato radiofônico.
O aluno transfere para o rádio a regra das notícias escritas, em que não há saudação, e ignora que no rádio o apresentador conversa com o público, o que torna a saudação natural.
Versão B usa saudação, apelo ao ouvinte e apresenta dados de forma direta e concisa, característica do boletim radiofônico.
Raio-X da questão
clareza e concisão em texto radiofônico
avaliacao
interpretação de texto · análise crítica textual
estilos e características de textos para rádio
Confundir formalidade com excesso de termos técnicos ou ignorar a importância da conexão com o ouvinte.
pensamento_critico
cotidiano
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