— Professora, por que o ano 2024 vem depois de 2023, mas antes de Cristo há um ano 100? perguntou Sofia. A…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar diferentes formas de compreensão da noção de tempo e de periodização dos processos históricos (continuidades e rupturas).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Professora, por que o ano 2024 vem depois de 2023, mas antes de Cristo há um ano 100? perguntou Sofia. A professora explicou que o calendário gregoriano conta os anos de 1 em 1 a partir do nascimento de Jesus, numerando em ordem crescente (1, 2, 3...) e, antes desse marco, adota a contagem regressiva (100 a.C., 99 a.C., 98 a.C. etc.). Esse sistema, que substituiu o calendário juliano, promoveu ajustes para alinhar o ano civil ao ano solar. A divisão entre "antes de Cristo" e "depois de Cristo" estabelece diferentes periodizações históricas, marcando rupturas e orientando a organização de eventos no tempo. Analise o texto-base e identifique a característica que ilustra ruptura na periodização histórica adotada pelo calendário gregoriano.
- A) A adoção do sistema de 7 dias por semana sem relação temporal
- B) O uso de contagem regressiva antes do marco e crescente depois
- C) A manutenção do calendário juliano sem alterações
- D) A padronização da duração de 12 meses iguais
- E) A introdução do ano zero como ponto de transição
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base com atenção. Ele diz que o calendário gregoriano conta os anos de forma crescente (1, 2, 3...) depois do nascimento de Jesus e de forma regressiva (100 a.C., 99 a.C., 98 a.C.) antes desse marco. Essa mudança de sentido da contagem é o que cria a ruptura na periodização. Passo 2: A pergunta pede a característica que ilustra essa ruptura. A alternativa B descreve exatamente essa inversão: contagem regressiva antes do marco e crescente depois. Passo 3: A alternativa A está errada, pois a semana de 7 dias não tem relação com a divisão histórica entre antes e depois de Cristo. Passo 4: A alternativa C está errada, pois o texto afirma que o gregoriano substituiu o juliano, ou seja, não houve manutenção. Passo 5: A alternativa D está errada, pois a duração dos meses não marca rupturas históricas e os meses não têm duração igual. Passo 6: A alternativa E está errada, pois o texto não menciona ano zero e, no sistema usado, o ano 1 a.C. é seguido diretamente pelo ano 1 d.C. Passo 7: Conclusão: o gabarito oficial B está correto, porque a inversão da contagem em torno do nascimento de Jesus ilustra a ruptura na periodização.
💡 Dica: Observe a diferença na contagem dos anos antes e depois do marco histórico.
Alternativa por alternativa
O aluno confunde o ciclo semanal, que é uma convenção de organização do tempo, com a periodização histórica que separa antes e depois de Cristo.
O sistema muda de contagem decrescente para crescente no ponto central, indicando ruptura na periodização histórica.
O aluno não percebe que o texto diz que o gregoriano substituiu o juliano, e acredita que a permanência do calendário antigo indicaria ruptura.
O aluno supõe que meses de duração padronizada seriam um marco histórico, sem perceber que a ruptura do texto está na forma de contar os anos.
O aluno imagina que deveria existir um ano zero separando antes e depois de Cristo, por intuição, mas no calendário gregoriano não existe ano zero: 1 a.C. é seguido por 1 d.C.
Por que engana: Confundir a contagem crescente e regressiva dos anos ou acreditar que existe ano zero no calendário gregoriano.
Raio-X da questão
periodização histórica calendário gregoriano
avaliacao
noção de tempo histórico · calendário juliano
Estude a contagem dos anos antes e depois de Cristo no calendário gregoriano.
Confundir a contagem crescente e regressiva dos anos ou acreditar que existe ano zero no calendário gregoriano.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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