“Placa histórica divide opiniões em La Vale”, diz uma nota do jornal local. O texto comenta que, junto à La…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar as tensões e os significados dos discursos civilizatórios, avaliando seus impactos negativos para os povos indígenas originários e as populações negras nas Américas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
“Placa histórica divide opiniões em La Vale”, diz uma nota do jornal local. O texto comenta que, junto à La Vale Tollgate House (Maryland, EUA), há uma placa de metal que homenageia “pioneiros” e afirma que eles “abriram esta antiga trilha”, mais tarde conhecida como “Estrada Nacional”, tornando-a a “porta de entrada para o Oeste”. A própria placa informa que foi erguida em 1931 por uma associação patriótica ligada à memória da Revolução Americana. Moradores que defendem sua preservação dizem que ela valoriza o esforço de quem viajou para o interior do país. Outros pedem uma nova sinalização explicativa, argumentando que a mensagem passa a ideia de conquista pacífica e não menciona os conflitos e deslocamentos de povos indígenas associados à expansão territorial. Analise o texto-base e a placa apresentada na imagem e identifique a interpretação histórica que melhor avalia a narrativa construída por esse tipo de homenagem.
- A) Indica que o pedágio foi criado para impedir a imigração europeia rumo ao interior.
- B) Mostra que a expansão ocorreu sem conflitos, pois teria sido apenas um avanço por trilhas vazias.
- C) Exalta a marcha para o Oeste como feito heroico e apaga conflitos com povos indígenas.
- D) Denuncia a violência da expansão e reconhece explicitamente a perda de terras indígenas.
- E) Comprova que a Estrada Nacional foi construída e inaugurada somente no ano de 1931.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base com atenção. A placa chama os viajantes de “pioneiros”, diz que eles “abriram” uma antiga trilha e a apresenta como “porta de entrada para o Oeste”. Esse vocabulário constrói uma narrativa de heroísmo e descoberta. Passo 2: Observe quem ergueu a placa e quando: uma associação patriótica, em 1931, ligada à memória da Revolução Americana. Ou seja, a homenagem é uma construção de memória feita muito tempo depois dos fatos, com finalidade cívica. Passo 3: Note a crítica do segundo grupo de moradores. Eles apontam que a mensagem fala em conquista pacífica e não menciona os conflitos e os deslocamentos de povos indígenas. Essa omissão é o ponto central da questão. Passo 4: Reúna as ideias. A narrativa exalta a marcha para o Oeste como feito heroico (pioneiros, abertura de trilha, porta de entrada) e, ao não mencionar os indígenas, apaga os conflitos associados à expansão. Por isso a alternativa C é a interpretação que melhor avalia essa narrativa. Passo 5: Analise as alternativas erradas. A alternativa A é errada porque o texto não trata de pedágio como instrumento de controle da imigração europeia. A alternativa B é errada porque afirma uma expansão sem conflitos, justamente a ideia que a crítica contesta. A alternativa D é errada porque a placa não denuncia a violência; ao contrário, ela silencia sobre ela. A alternativa E é errada porque 1931 é a data de instalação da placa, não da construção ou inauguração da Estrada Nacional.
💡 Dica: Analise o texto e a placa para identificar a narrativa histórica implícita.
Alternativa por alternativa
O aluno associa a casa de pedágio a uma política de controle migratório e toma a data ou a função da construção como o tema central da placa.
O aluno aceita a ideia de que a terra estava vazia e que a ocupação foi pacífica, repetindo literalmente a mensagem da placa sem questioná-la.
Por que engana: O aluno pode interpretar a placa como uma narrativa neutra ou positiva sem reconhecer a omissão dos conflitos indígenas.
A placa celebra “pioneiros” e a “porta de entrada para o Oeste”, sem mencionar disputas e expulsões, construindo memória glorificadora (1931).
O aluno confunde a crítica dos moradores com a própria posição da placa, supondo que ela reconhece a violência, quando a crítica justamente aponta que a placa silencia sobre ela.
O aluno toma a data de 1931, que aparece na placa, como a data de construção da estrada, confundindo o ano de instalação da homenagem com o da obra.
Raio-X da questão
interpretação crítica de narrativa histórica
avaliacao
expansão territorial americana · conflitos com povos indígenas
estude conflitos e deslocamentos indígenas na expansão territorial americana
O aluno pode interpretar a placa como uma narrativa neutra ou positiva sem reconhecer a omissão dos conflitos indígenas.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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