Em um trabalho de campo, uma turma visita a Casa do Bispo, no bairro do Rio Comprido, no Rio de Janeiro. O…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em um trabalho de campo, uma turma visita a Casa do Bispo, no bairro do Rio Comprido, no Rio de Janeiro. O professor pede que observem, na imagem, elementos do casarão do século XVIII — como a volumetria, as aberturas regulares e os arcos na fachada — e leiam a placa informativa do local, que registra o tombamento federal em 15 de julho de 1938. Na discussão, alguns estudantes defendem que a preservação “atrapalha” reformas para novos usos; outros lembram que decisões de proteção surgem em momentos históricos específicos, ligados a projetos de Estado e à definição do que deve ser reconhecido como “patrimônio brasileiro”. A turma, então, relaciona a data do tombamento com o contexto político e cultural do período, buscando entender por que edifícios coloniais passaram a ser protegidos por órgãos federais. Analise o texto-base e a imagem da Casa do Bispo, considerando o tombamento em 1938, e identifique o sentido histórico dessa política de preservação no Brasil daquele período.
- A) Associar o tombamento à rejeição do passado colonial, buscando apagar marcas arquitetônicas da sociedade escravista.
- B) Associar o tombamento à iniciativa municipal voltada apenas ao aumento do turismo, sem vínculo com projetos políticos.
- C) Associar o tombamento à política de saúde urbana que exigia demolir casarões antigos para combater doenças.
- D) Associar o tombamento à punição de antigos proprietários coloniais, convertendo o imóvel em reparação histórica obrigatória.
- E) Associar o tombamento à centralização estatal que definiu símbolos nacionais e protegeu a arquitetura colonial como patrimônio.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Identifique o ponto central da questão. O enunciado pede o sentido histórico da política de preservação no Brasil em 1938, ano do tombamento federal da Casa do Bispo. A data é o elemento-chave para relacionar o imóvel ao contexto político do período.
- Relacione o tombamento ao contexto do Estado Novo (1937-1945), sob o governo de Getúlio Vargas. Nesse período, o Estado centralizava decisões e buscava construir uma identidade nacional unificada. Em 1937 foi criado o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), órgão federal responsável por identificar e proteger bens considerados representativos da nação.
- Entenda por que a arquitetura colonial foi escolhida. Casarões dos séculos XVIII e XIX, com volumetria, aberturas regulares e arcos, foram vistos como expressão das origens da formação brasileira. Proteger esses bens significava definir o que devia ser reconhecido como patrimônio nacional, por iniciativa do Estado central.
- Assim, a alternativa correta é a E, pois associa o tombamento à centralização estatal que definiu símbolos nacionais e protegeu a arquitetura colonial como patrimônio.
- Por que as outras estão erradas. A) Está errada porque o tombamento buscava preservar, e não apagar, as marcas do passado colonial. B) Está errada porque a proteção era federal e ligada a projetos políticos, não apenas municipal e turística. C) Está errada porque a política de preservação visava conservar casarões antigos, e não demoli-los por razões sanitárias. D) Está errada porque o tombamento não funcionava como punição a antigos proprietários, mas como reconhecimento de valor histórico.
💡 Dica: Relacione o tombamento com o contexto político e cultural do Brasil em 1938.
Alternativa por alternativa
O aluno entende que proteger um bem colonial seria uma forma de rejeitar ou apagar o passado escravista, confundindo preservação com negação histórica.
Por que engana: Confundir o tombamento com ações de rejeição ou punição ao passado colonial, ou com políticas municipais isoladas.
O aluno acredita que o tombamento foi apenas uma iniciativa municipal de incentivo ao turismo, desconsiderando o caráter federal e político da medida.
O aluno associa a preservação a políticas sanitárias de demolição de casarões antigos, confundindo a proteção patrimonial com a reforma urbana higienista.
O aluno interpreta o tombamento como uma punição a antigos proprietários coloniais, quando na verdade ele reconhece valor histórico ao bem.
Correta: em 1938, no Estado Novo, a ação federal (IPHAN) consolidou a proteção do legado colonial como referência de identidade nacional.
Raio-X da questão
tombamento patrimônio histórico Brasil
diagnostico
história do Brasil colonial · políticas públicas de preservação
Estude o contexto político-cultural do Brasil na década de 1930 e políticas de preservação do patrimônio.
Confundir o tombamento com ações de rejeição ou punição ao passado colonial, ou com políticas municipais isoladas.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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