ENEM - 2013 A escravidão não há de ser suprimida no Brasil por uma guerra servil, muito menos por insurreições…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
ENEM - 2013 A escravidão não há de ser suprimida no Brasil por uma guerra servil, muito menos por insurreições ou atentados locais. Não deve sê-lo, tampouco, por uma guerra civil, como o foi nos Estados Unidos. Ela poderia desaparecer, talvez, depois de uma revolução, como aconteceu na França, sendo essa revolução obra exclusiva da população livre. É no Parlamento e não em fazendas ou quilombos do interior, nem nas ruas e praças das cidades, que se há de ganhar, ou perder, a causa da liberdade. NABUCO, J. O abolicionismo (1883). Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Publifolha, 2000 (adaptado). No texto, Joaquim Nabuco defende um projeto político sobre como deveria ocorrer o fim da escravidão no Brasil, no qual No texto, Joaquim Nabuco defende um projeto político sobre como deveria ocorrer o fim da escravidão no Brasil, no qual
- A) Copiava o modelo haitiano de emancipação negra.
- B) Incentivava a conquista de alforrias por meio de ações judiciais..
- C) Optava pela via legalista de libertação.
- D) Priorizava a negociação em torno das indenizações aos senhores.
- E) Antecipava a libertação paternalista dos cativos.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto diz que a escravidão não deve acabar por guerra servil, insurreições, atentados locais nem guerra civil. Essas são as vias que Nabuco rejeita. Passo 2: Ele afirma que a causa da liberdade se ganha ou se perde no Parlamento, e não em fazendas, quilombos ou ruas. Isso indica um projeto político baseado na via institucional e legal. Passo 3: Portanto, a alternativa correta, que trata da via legalista de libertação, é a C, que coincide com o gabarito oficial. Passo 4: A alternativa A está errada porque o modelo haitiano envolve uma revolução armada de emancipação, que o autor descarta. Passo 5: A alternativa B está errada porque o texto não fala em ações judiciais; a via que Nabuco defende é a parlamentar. Passo 6: A alternativa D está errada porque o texto não menciona indenizações aos senhores, um tema que não aparece no fragmento. Passo 7: A alternativa E está errada porque o texto não trata de libertação paternalista nem de antecipação da libertação dos cativos; o autor defende uma mudança política conduzida pela população livre no Parlamento.
💡 Dica: Analise o texto para compreender a visão do autor sobre a abolição da escravidão.
Alternativa por alternativa
O aluno associou a menção à revolução ao modelo haitiano de emancipação, ignorando que o texto cita a França e rejeita explicitamente insurreições e revoltas.
O aluno confundiu a via legalista com a via judicial, pensando que a libertação por ações na Justiça era o projeto defendido, em vez da atuação no Parlamento.
Por que engana: Confundir a abordagem legalista com a necessidade de insurreições ou revoltas para a abolição da escravidão.
A opção correta, pois Nabuco defendia a abolição através de um processo legal no Parlamento, sem violência.
O aluno trouxe para a resposta um dado de conhecimento externo sobre indenizações aos senhores, que não aparece no texto, e tomou essa característica como a central do projeto descrito.
O aluno leu a palavra libertação e atribuiu ao autor uma libertação antecipada e paternalista, quando o texto defende uma mudança política conduzida pela via parlamentar.
Raio-X da questão
abolição da escravidão, revoluções históricas
avaliacao
revoluções históricas · processo de abolição da escravidão
Estude os processos históricos de abolição da escravidão e revoluções sociais.
Confundir a abordagem legalista com a necessidade de insurreições ou revoltas para a abolição da escravidão.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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