ENEM - 2018 **“Acuenda o Pajubá”: conheça o “dialeto secreto”** **utilizado por gays e travestis** _Com origem…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
ENEM - 2018 **“Acuenda o Pajubá”: conheça o “dialeto secreto”** **utilizado por gays e travestis** _Com origem no iorubá, linguagem foi adotada por_ _travestis e ganhou a comunidade_ “Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!” Entendeu as palavras dessa frase? Se sim, é porque você manja alguma coisa de pajubá, o “dialeto secreto” dos gays e travestis. Adepto do uso das expressões, mesmo nos ambientes mais formais, um advogado afirma: “É claro que eu não vou falar durante uma audiência ou numa reunião, mas na firma, com meus colegas de trabalho, eu falo de ‘acué’ o tempo inteiro”, brinca. “A gente tem que ter cuidado de falar outras palavras porque hoje o pessoal já entende, né? Tá na internet, tem até dicionário…”, comenta. O dicionário a que ele se refere é o _Aurélia_, a dicionária da Ungua afíada, lançado no ano de 2006 e escrito pelo jornalista Angelo Vip e por Fred Libi. Na obra, há mais de 1 300 verbetes revelando o significado das palavras do pajubá. Não se sabe ao certo quando essa linguagem surgiu, mas sabe-se que há claramente uma relação entre o pajubá e a cultura africana, numa costura iniciada ainda na época do Brasil colonial. Disponível em: www.midiamax.com.br. Acesso em: 4 abr. 2017 (adaptado) Da perspectiva do usuário, o pajubá ganha status de dialeto, caracterizando-se como elemento de patrimônio linguístico, especialmente por Da perspectiva do usuário, o pajubá ganha status de dialeto, caracterizando-se como elemento de patrimônio linguístico, especialmente por
- A) Ter mais de mil palavras conhecidas.
- B) Ter palavras diferentes de uma linguagem secreta.
- C) Ser consolidado por objetos formais de registro.
- D) Ser utilizado por advogados em situações formais.
- E) Ser comum em conversas no ambiente de trabalho.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- A pergunta pede o aspecto que, do ponto de vista de quem usa o pajubá, faz dele um dialeto com status de patrimônio linguístico. Passo 2: O texto mostra que a linguagem já foi registrada em obra formal, o dicionário Aurélia, lançado em 2006 com mais de 1 300 verbetes. Passo 3: Esse registro em dicionário é o que consolida o pajubá como sistema reconhecido, com significados fixados e acessíveis a qualquer pessoa, o que lhe dá status de dialeto e de patrimônio linguístico. Passo 4: A alternativa A está errada porque o número de palavras conhecidas por alguém não define o status de dialeto. Passo 5: A alternativa B está errada porque ter palavras diferentes é apenas uma característica da linguagem secreta e não explica o reconhecimento como patrimônio. Passo 6: A alternativa D está errada porque o uso por advogados não é o fator que consolida a linguagem como patrimônio linguístico. Passo 7: A alternativa E está errada porque conversar no trabalho é um uso cotidiano que não caracteriza, por si só, um patrimônio linguístico. Passo 8: Concluo que a alternativa correta é a C, em concordância com o gabarito oficial.
💡 Dica: Leia o texto atentamente para compreender o contexto e o significado do pajubá.
Alternativa por alternativa
Acredita que um dialeto é reconhecido pela quantidade de palavras que as pessoas dominam, como se o volume de vocabulário bastasse para caracterizar o patrimônio linguístico.
Confunde o caráter de linguagem secreta, que é uma característica do pajubá, com o fator que o torna patrimônio, pois o texto trata de sua difusão pública e não do sigilo.
A existência de objetos formais de registro, como o dicionário, legitima o pajubá como patrimônio linguístico.
Associa o status de dialeto ao uso por uma categoria profissional específica, ignorando que o texto cita o advogado como exemplo de uso informal e não como fundamento do patrimônio.
Pensa que o uso cotidiano e frequente, como em conversas no trabalho, já confere status de patrimônio linguístico, sem considerar o registro formal da linguagem.
Por que engana: O aluno pode confundir a utilização do pajubá em contextos informais com sua aceitação em ambientes formais, levando a escolha de alternativas que não refletem a realidade.
Raio-X da questão
variedade linguística, pajubá, cultura afro-brasileira
diagnostico
variedade linguística · cultura afro-brasileira
Estude sobre variedades linguísticas e a influência da cultura africana na língua portuguesa.
O aluno pode confundir a utilização do pajubá em contextos informais com sua aceitação em ambientes formais, levando a escolha de alternativas que não refletem a realidade.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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