Em uma missão espacial, um relógio instalado em um satélite se desloca com velocidade constante de 3,0 × 10^4…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar a evolução estelar associando-a aos modelos de origem e distribuição dos elementos químicos no Universo, compreendendo suas relações com as condições necessárias ao surgimento de sistemas solares e planetários, suas estruturas e composições e as possibilidades de existência de vida, utilizando representações e simulações, com ou sem o uso de dispositivos e aplicativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma missão espacial, um relógio instalado em um satélite se desloca com velocidade constante de 3,0 × 10^4 m/s em relação à Terra. Para analisar o funcionamento do relógio, uma equipe considera a relatividade restrita e adota a velocidade da luz no vácuo como c = 3,0 × 10^8 m/s. Nessa teoria, um relógio em movimento em relação a um observador pode apresentar uma taxa de passagem do tempo diferente da medida por esse observador. Com base no texto e na relatividade restrita, como o observador na Terra medirá a passagem do tempo no relógio do satélite em comparação com um relógio em repouso na Terra?
- A) Dependente da direção, porque o efeito temporal ocorre apenas no sentido do movimento.
- B) Igual, porque a velocidade do satélite não interfere na passagem do tempo medida na Terra.
- C) Mais rápido, porque o movimento do satélite acelera a passagem do tempo para o observador terrestre.
- D) Mais devagar, devido ao efeito de dilatação do tempo para corpos em movimento.
- E) Indeterminado, porque a teoria não permite comparar relógios em referenciais diferentes.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A questão trata de relatividade restrita. Nessa teoria, um relógio em movimento em relação a um observador tem sua taxa de passagem do tempo alterada para esse observador, fenômeno chamado dilatação do tempo. O intervalo de tempo medido no referencial do observador é Δt = gama x Δt0, em que Δt0 é o intervalo medido pelo próprio relógio em movimento e gama = 1 / raiz de (1 - (v/c)^2), sempre maior ou igual a 1.
- Calcula-se a razão entre as velocidades: v/c = (3,0 x 10^4) / (3,0 x 10^8) = 1,0 x 10^-4. Logo, (v/c)^2 = 1,0 x 10^-8.
- Como gama ≈ 1 + (1/2)(v/c)^2 = 1 + 0,5 x 10^-8, o fator é maior que 1, embora muito pequeno. Assim, para o observador na Terra, o intervalo no relógio do satélite é maior que no relógio terrestre, ou seja, o relógio do satélite marca o tempo mais devagar. O efeito é minúsculo na prática, mas não nulo, e é a resposta teórica correta.
- Por que as demais estão erradas: A) o efeito não depende da direção do movimento, é o mesmo em qualquer sentido, depende apenas do módulo da velocidade relativa; B) a velocidade interfere sim na passagem do tempo, já que o fator gama depende de v; C) o movimento desacelera, e não acelera, a passagem do tempo para o observador terrestre; E) a relatividade restrita permite comparar relógios em referenciais diferentes, desde que se considere a transformação correta entre eles.
- Conclusão: o observador na Terra verá o relógio do satélite passando mais devagar, o que corresponde à alternativa D, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Considere os efeitos da relatividade no tempo.
Alternativa por alternativa
Acredita que a dilatação do tempo ocorre só em uma direção específica, como se fosse um efeito de sentido do movimento. Na verdade, o fator depende apenas do módulo da velocidade relativa.
Assume a ideia de tempo absoluto da mecânica newtoniana, em que todos os relógios marcam o mesmo tempo independentemente de seus movimentos. A relatividade restrita mostra que a velocidade relativa altera a taxa de passagem do tempo.
Por que engana: Confundir a ideia de que o tempo é absoluto e não varia com a velocidade do objeto em movimento.
Inverte o sentido do efeito, supondo que o movimento faz o relógio adiantar em relação ao observador. Como o fator gama é maior que 1, o intervalo medido pela Terra aumenta, então o relógio atrasa.
Na relatividade restrita, um relógio que se movimenta em relação a um observador tem seu intervalo de tempo dilatado. Assim, para o observador terrestre, o relógio do satélite marca o tempo mais lentamente que um relógio em repouso na Terra. Como a velocidade do satélite é muito menor que a velocidade da luz, o efeito é pequeno, mas permanece previsto pela teoria.
Entende que a relatividade impede qualquer comparação entre relógios em referenciais diferentes. A teoria justamente fornece a relação quantitativa entre os intervalos medidos em cada referencial.
Raio-X da questão
relatividade restrita
avaliacao
dilatação do tempo · velocidade da luz
Revisar os conceitos de dilatação do tempo na relatividade restrita.
Confundir a ideia de que o tempo é absoluto e não varia com a velocidade do objeto em movimento.
ciencia_tecnologia
pensamento_critico
cientifico
Questões parecidas com resolução
- Em uma missão espacial idealizada, uma nave se desloca em linha reta, com velocidade constante igual a 95% da velocidade…
- Você já notou que os relógios a bordo dos satélites GPS marcam o tempo de forma ligeiramente diferente dos relógios no…
- Em uma missão de monitoramento climático, um satélite se desloca em movimento retilíneo uniforme, com velocidade…
- Em um experimento de comunicação, um satélite em órbita baixa transmite micro-impulsos periódicos. O intervalo entre…
- Durante um experimento de Física realizado em uma nave espacial, um relógio mede um intervalo próprio de 1,00 h, isto é…
- Em uma missão brasileira de monitoramento ambiental, um satélite em órbita baixa transmite dados para uma estação…
Todas as questões de Relatividade Restrita (Dilatação do Tempo)
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
