Em uma missão espacial idealizada, uma nave se desloca em linha reta, com velocidade constante igual a 95% da…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Utilizar o conhecimento sobre as radiações e suas origens para avaliar as potencialidades e os riscos de sua aplicação em equipamentos de uso cotidiano, na saúde, no ambiente, na indústria, na agricultura e na geração de energia elétrica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma missão espacial idealizada, uma nave se desloca em linha reta, com velocidade constante igual a 95% da velocidade da luz, em relação à Terra. Para comparar o funcionamento dos relógios, o viajante desconsidera o atraso causado pelo tempo de propagação dos sinais luminosos e utiliza o referencial inercial da nave. Na situação analisada, o relógio da Terra está em movimento em relação à nave. Com base na situação descrita e na teoria da relatividade restrita, como o viajante deverá comparar o ritmo do relógio da Terra com o ritmo de um relógio que acompanha a nave?
- A) Fica completamente parado.
- B) Passa mais rápido.
- C) Passa mais devagar.
- D) Torna-se impossível comparar.
- E) Mantém o mesmo ritmo.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identificar o fenômeno. Nave e Terra estão em movimento relativo com velocidade de 95% da velocidade da luz, uma fração muito alta da velocidade c. Nessa situação, a relatividade restrita prevê a dilatação temporal: para um observador inercial, o relógio que está em movimento em relação a ele marca o tempo mais devagar.
- Aplicar ao referencial da nave. O enunciado pede que o viajante use o referencial inercial da nave, que está em repouso para ele. Logo, para ele, o relógio da Terra é o que se move, com velocidade de 0,95c. O fator de Lorentz é gama = 1 / raiz de (1 - 0,95^2), que vale aproximadamente 3,2. Assim, o intervalo de tempo medido no relógio da Terra é dilatado, e ele registra menos tempo do que o relógio da nave no mesmo trecho. Portanto, o relógio da Terra passa mais devagar.
- Conclusão. O viajante compara os relógios calculando o intervalo de tempo próprio e a dilatação, e verifica que o ritmo do relógio da Terra está mais lento. Essa comparação é simétrica no sentido de que cada observador veria o outro relógio mais lento, mas a pergunta foi feita do ponto de vista da nave.
- Por que as outras estão erradas. A) Ficar parado seria o caso só se a velocidade relativa fosse nula; a relatividade não faz relógios em movimento pararem. B) Passar mais rápido contradiz a dilatação temporal, que atrasa o relógio em movimento. D) A comparação é possível, pois o viajante pode aplicar a transformação de Lorentz. E) Mantém o mesmo ritmo seria verdade só para velocidades muito menores que c, na mecânica clássica.
- Observação. O enunciado desconsidera o atraso causado pela propagação da luz, de modo que a resposta depende apenas da dilatação temporal e não de efeitos de sinal, o que confirma a alternativa C como correta e coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Considere os efeitos da relatividade sobre a percepção do tempo.
Alternativa por alternativa
O aluno pensa que, por estar em movimento, o relógio da Terra deixa de marcar o tempo, como se parasse. Ele confunde movimento relativo com interrupção do funcionamento do relógio.
Por que engana: Confundir dilatacao do tempo com contracao do espaco, pensando que o tempo passa mais rapido para objetos em movimento rapido.
O aluno inverte o efeito da dilatação temporal, achando que o relógio em movimento acelera. Ele não lembra que, na relatividade, o tempo em um referencial em movimento transcorre mais lentamente.
Na relatividade restrita, um relógio em movimento em relação a um referencial é medido como funcionando mais lentamente nesse referencial. Como, no referencial da nave, a Terra e seu relógio se deslocam a 95% da velocidade da luz, o relógio terrestre apresenta dilatação do tempo e passa mais devagar que o relógio da nave. O enunciado elimina a ambiguidade do efeito visual ao informar que o atraso de propagação da luz foi desconsiderado.
O aluno acha que, como os referenciais são diferentes, não há como comparar as medidas de tempo. Ele não percebe que a transformação de Lorentz permite comparar exatamente os intervalos medidos em cada referencial.
O aluno aplica a intuição da mecânica clássica, em que o tempo é absoluto e igual para todos os observadores. Ele não considera que, a velocidades próximas de c, a relatividade restrita altera a medida do tempo.
Raio-X da questão
relatividade do tempo
avaliacao
relatividade especial basica · velocidade da luz constante
Revisar os conceitos de dilatação do tempo na relatividade.
Confundir dilatacao do tempo com contracao do espaco, pensando que o tempo passa mais rapido para objetos em movimento rapido.
ciencia_tecnologia
tomada_decisao
cientifico
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