Dados de 15 minutos de observação: Bebê A — 4 empurrões, 6 sorrisos; Bebê B — 3 choros, 2 tentativas de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Dados de 15 minutos de observação: Bebê A — 4 empurrões, 6 sorrisos; Bebê B — 3 choros, 2 tentativas de afastar o brinquedo. Analisando esses números, qual conclusão sobre como as ações de A afetam B é mais plausível?
- A) Os números mostram que B é quem provoca A, levando aos empurrões.
- B) Os sorrisos de A explicam os choros de B, indicando comunicação positiva.
- C) As ações não têm relação; coincidência entre empurrões e choro é provável.
- D) Os empurrões de A provavelmente contribuíram para os choros e tentativas de afastar do B.
- E) Apenas fatores ambientais externos explicam os comportamentos, não as ações entre bebês.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Leia os dados com atenção. O Bebê A deu 4 empurrões e sorriu 6 vezes. O Bebê B chorou 3 vezes e tentou afastar o brinquedo 2 vezes. A pergunta pede a conclusão mais plausível sobre como as ações de A afetam B, não uma prova de causa certa.
- Observe que os eventos de B aparecem na mesma janela de 15 minutos em que A empurrou. Os empurrões são ações físicas diretas sobre o contexto de B, enquanto os sorrisos de A não aparecem associados a nenhuma reação específica de B nos dados.
- Conclua que os empurrões de A são a explicação mais razoável para os choros e as tentativas de afastar o brinquedo de B. A alternativa D afirma isso com o termo provavelmente, o que é adequado a uma observação curta, sem comprovar causalidade. Concordo com o gabarito oficial.
- Por que as outras estão erradas. A inverte a direção da ação, supondo que B provoca A, mas os dados descrevem ações de A sobre B. B afirma que os sorrisos causam os choros, o que contraria a lógica, pois sorrisos não explicam choros de B. C descarta qualquer relação sem base, quando a repetição dos eventos no mesmo intervalo torna a associação plausível. E nega qualquer influência entre os bebês sem nenhum dado que sustente essa exclusão.
- Limite da análise. Uma observação de 15 minutos com dois bebês não permite afirmar causa e efeito com certeza, e não sabemos o contexto dos eventos. Por isso a conclusão correta é a mais provável, não a única possível.
💡 Dica: Analise como as ações de A podem influenciar o comportamento de B.
Alternativa por alternativa
O aluno inverte a direção da ação, supondo que B provoca os empurrões de A. Ele não percebe que os dados registram as ações de A sobre B.
O aluno toma os sorrisos de A como causa dos choros de B, associando uma expressão positiva a um efeito negativo. Ele também não observa que o choro é uma reação de B, sem relação com o sorriso.
Por que engana: O aluno pode confundir a relação de causa e efeito, acreditando que os choros de B são independentes das ações de A.
O aluno acredita que qualquer coincidência entre eventos é acaso, sem avaliar a repetição dos padrões no mesmo intervalo. Essa intuição do senso comum desconsidera que a pergunta pede a conclusão mais plausível.
Relaciona diretamente o comportamento perturbador de A com as reações defensivas de B.
O aluno conclui que fatores externos explicam tudo e exclui qualquer influência entre os bebês. Essa generalização não tem apoio nos dados, que mostram ações diretas de A ligadas às reações de B.
Raio-X da questão
interações sociais entre bebês
diagnostico
interações sociais entre bebês · comunicação não verbal
Revisar como as ações de um bebê podem impactar o outro em interações sociais.
O aluno pode confundir a relação de causa e efeito, acreditando que os choros de B são independentes das ações de A.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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