Para Aristóteles, a ação virtuosa não consiste em seguir uma regra de modo automático, mas em deliberar com…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Para Aristóteles, a ação virtuosa não consiste em seguir uma regra de modo automático, mas em deliberar com prudência sobre as circunstâncias e buscar o equilíbrio adequado. Esse equilíbrio considera outras virtudes, como a justiça, que exige respeitar regras comuns, e a coragem, que evita tanto a omissão covarde quanto a reação excessiva. Durante uma prova, a escola determina que qualquer estudante que perceba uma fraude deve avisar discretamente o professor, responsável por avaliar o caso. Um aluno observa, sem estar ameaçado ou pressionado, que seu colega consulta o celular escondido durante o exame. Com base no texto e na situação apresentada, qual ação melhor expressa a orientação ética de Aristóteles para esse caso?
- A) Acusar o colega em voz alta e exigir sua retirada imediata da sala.
- B) Tomar o celular do colega e decidir sozinho qual punição aplicar.
- C) Usar também o celular para evitar uma desvantagem diante do colega.
- D) Avisar discretamente o professor, relatando objetivamente o que foi observado.
- E) Ignorar a consulta e continuar a prova sem comunicar o ocorrido.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Resolvi a questão sem olhar o gabarito. O texto diz que, para Aristóteles, a ação virtuosa não é seguir regras automaticamente, mas deliberar com prudência sobre as circunstâncias e buscar o equilíbrio adequado, considerando virtudes como a justiça, que exige respeitar regras comuns, e a coragem, que evita tanto a omissão covarde quanto a reação excessiva. Passo 2: Analisei a situação. A escola determina que quem percebe fraude deve avisar discretamente o professor, que é quem avalia o caso. O aluno observou a fraude sem ameaça nem pressão, ou seja, age livremente e com conhecimento da regra. Passo 3: A alternativa D reúne prudência e justiça: comunica a fraude à autoridade competente, de forma discreta e proporcional, e relata apenas o que foi observado, sem julgar ou punir por conta própria. Isso respeita a regra comum da escola e evita tanto a omissão quanto o excesso. Passo 4: Por que as outras estão erradas. A é uma reação excessiva, pois acusa em voz alta e exige a retirada do colega, sem deixar a avaliação ao professor. B é uma usurpação de função, pois o aluno toma o celular e decide a punição sozinho. C abandona a justiça e a virtude, pois responde à fraude com outra fraude. E é a omissão covarde, pois ignora a consulta e se cala, contrariando a regra da escola. Passo 5: Conclusão: a alternativa D é a que melhor expressa a orientação ética aristotélica, pois combina deliberação prudente, respeito às regras comuns e o justo meio entre omissão e excesso. O gabarito D está correto.
💡 Dica: Considere os princípios éticos de Aristóteles sobre a virtude.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a coragem exige confrontar o colega de forma pública e firme, confundindo firmeza com exposição e ação imediata. Ele não percebe que a reação exagerada também desvia do equilíbrio que Aristóteles defende.
O aluno entende que, para agir eticamente, basta intervir diretamente e decidir a punição por conta própria. Ele ignora que o texto valoriza a prudência e que a escola atribui ao professor a avaliação do caso.
O aluno pensa que, para não sair em desvantagem, pode agir como o colega, usando a intuição de que 'todos fazem'. Ele não percebe que a justiça exige respeitar regras comuns, e não usar a mesma fraude.
Por que engana: O aluno pode confundir a orientação de Aristóteles e escolher a alternativa que sugere a denúncia imediata, sem considerar a importância do diálogo e da orientação.
A ação combina prudência, justiça e coragem: respeita a regra comum, comunica o fato à autoridade responsável e evita tanto a omissão quanto uma reação desproporcional. Como o enunciado informa que não há ameaça e que a escola orienta a comunicação discreta, essa é a resposta mais adequada às circunstâncias apresentadas.
O aluno acredita que não ter responsabilidade sobre a fraude de outra pessoa autoriza o silêncio. Ele não percebe que a omissão, nesse caso, é a falta de coragem e de justiça que o texto condena.
Raio-X da questão
ética aristotélica
diagnostico
ética aristotélica · valores morais
Revisar os conceitos de ética e virtude em Aristóteles.
O aluno pode confundir a orientação de Aristóteles e escolher a alternativa que sugere a denúncia imediata, sem considerar a importância do diálogo e da orientação.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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