ENEM - 2018 O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
ENEM - 2018 O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa. Passou um homem e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada. Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa. Era uma enseada. Acho que o nome empobreceu a imagem. BARROS, M. **O** **livro das ignorãças**. Rio de Janeiro: Best Seller, 2008. O sujeito poético questiona o uso do vocábulo “enseada” porque a O sujeito poético questiona o uso do vocábulo “enseada” porque a
- A) Terminologia mencionada é incorreta.
- B) Nomeação minimiza a percepção subjetiva.
- C) Palavra é aplicada a outro espaço geográfico.
- D) Designação atribuída ao termo é desconhecida.
- E) Definição modifica o significado do termo no dicionário.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O texto é um poema de Manoel de Barros em que o sujeito poético descreve a curva de um rio atrás de sua casa como 'um vidro mole' e, depois, como 'uma cobra de vidro'. Passo 2: Um homem chama essa curva de 'enseada', e o sujeito poético reage dizendo que 'Não era mais a imagem de uma cobra de vidro' e que 'Era uma enseada'. Passo 3: A frase central é 'Acho que o nome empobreceu a imagem'. Para o sujeito, a imagem sensorial e pessoal que ele havia construído é substituída por um termo técnico e genérico, que reduz a riqueza da experiência. Passo 4: Portanto, o questionamento se dirige ao fato de a nomeação diminuir a percepção subjetiva, o que corresponde à alternativa B. Passo 5: A alternativa A está errada porque o poema não discute se o termo é tecnicamente incorreto; o sujeito admite que a palavra descreve a forma do rio, mas considera que ela empobrece a imagem. Passo 6: A alternativa C está errada porque o texto não trata de outro lugar geográfico onde a palavra seria usada. Passo 7: A alternativa D está errada porque o sujeito não afirma desconhecer a palavra; ele a ouve de um homem e reflete sobre seu efeito. Passo 8: A alternativa E está errada porque o poema não menciona dicionário nem mudança de definição; a crítica é sobre o efeito poético do nome.
💡 Dica: Analise o contexto do vocábulo no poema.
Alternativa por alternativa
Interpreta que o sujeito poético questiona a correção técnica do termo, como se ele dissesse que enseada é uma palavra usada de forma errada.
O sujeito poético acredita que o nome 'enseada' empobrece a imagem original, minimizando a percepção subjetiva do rio.
Entende que enseada seria um termo de outro espaço geográfico, e não da forma do rio em frente à casa, o que desloca o foco do poema da sensação para a geografia.
Supõe que o sujeito poético não conhece a palavra enseada, quando na verdade ele a registra como nome dado por outra pessoa e reflete sobre o efeito dela.
Acredita que o poema trata de consulta ao dicionário e de mudança de sentido verbete, sem perceber que a crítica é sobre o efeito poético e perceptivo da nomeação.
Raio-X da questão
sujeito poético
avaliacao
interpretacao de texto poetico · analise de linguagem figurada
Revisar o uso de vocabulário em poesias.
Confundir o sentido literal e figurado do termo 'enseada', levando a interpretações geograficamente incorretas.
pensamento_critico
literario
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