ENEM - 2016 Soneto VII Onde estou? Este sítio desconheço: Quem fez tão diferente aquele prado? Tudo outra…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
ENEM - 2016 Soneto VII Onde estou? Este sítio desconheço: Quem fez tão diferente aquele prado? Tudo outra natureza tem tomado; E em contemplá-lo tímido esmoreço. Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço De estar a ela um dia reclinado: Ali em vale um monte está mudado: Quando pode dos anos o progresso! Árvores aqui vi tão florescentes Que faziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes. Eu me engano: a região esta não era; Mas que venho a estranhar, se estão presentes Meus males, com que tudo degenera. (COSTA, C.M. **Poemas**. Disponível em www.dominiopublico.gov.br. Acesso em 7 jul 2012) No soneto de Claudio Manuel da Costa, a cangústia provocada pela sensação de solidão.ontemplação da paisagem permite ao eu lírico uma reflexão em que transparece uma No soneto de Claudio Manuel da Costa, a cangústia provocada pela sensação de solidão.ontemplação da paisagem permite ao eu lírico uma reflexão em que transparece uma
- A) Angústia provocada pela sensação de solidão.
- B) Resignação diante das mudanças do meio ambiente.
- C) Dúvida existencial em face do espaço desconhecido.
- D) Intenção de recriar o passado por meio da paisagem.
- E) Empatia entre os sofrimentos do eu e a agonia da terra.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Antes de olhar as alternativas, leia o soneto. O eu lírico chega a um lugar que não reconhece ("Onde estou? Este sítio desconheço"), percebe que a paisagem mudou ("Tudo outra natureza tem tomado"), lembra de árvores floridas e de uma fonte que já existiram, e constata que o vale agora está transformado. Ao final, ele conclui que seus próprios males se espalham e fazem tudo degenerar ("com que tudo degenera"). Passo 2: O enunciado da questão está corrompido, com trechos repetidos e palavras coladas, mas o trecho que importa, sobre a reflexão que a contemplação da paisagem provoca, pode ser entendido pelo contexto do poema. Passo 3: A alternativa E é a correta. Há uma identificação entre o sofrimento do eu lírico e a degradação da natureza: a terra envelhece e decai na mesma medida em que os males do sujeito se espalham, o que caracteriza uma empatia entre a dor do eu e a agonia do ambiente. Passo 4: A alternativa A está errada porque a angústia existe no poema, mas a reflexão final vai além da solidão e liga o sofrimento pessoal à decadência do mundo. Passo 5: A alternativa B está errada porque o eu lírico não aceita as mudanças com resignação; ele se espanta, estranha e lamenta o que vê. Passo 6: A alternativa C está errada porque a dúvida sobre o lugar é resolvida no próprio poema ("Eu me engano: a região esta não era") e não leva a uma reflexão existencial sobre o espaço desconhecido. Passo 7: A alternativa D está errada porque a lembrança do passado aparece, mas o eu lírico não pretende recriá-lo; ele compara o passado ao presente para lamentar a decadência. Passo 8: Conclusão: o gabarito oficial E está correto.
💡 Dica: Analise a relação entre solidão e reflexão no soneto.
Alternativa por alternativa
O aluno percebe a angústia do eu lírico diante do lugar desconhecido e a toma como tema central, sem notar que a reflexão final liga o sofrimento pessoal à degradação da natureza.
O aluno entende que o eu lírico aceita as transformações da paisagem com conformação, quando o poema mostra espanto, estranhamento e lamento diante da decadência.
Por que engana: Confundir sentimentos expressos pelo eu lírico, interpretando resignação ou dúvida onde há angústia.
O aluno se prende à pergunta inicial "Onde estou?" e supõe que a dúvida sobre o espaço permanece até o fim, sem perceber que o eu lírico reconhece o engano e volta-se para os próprios males.
O aluno vê as lembranças de árvores e fonte e conclui que o eu lírico deseja recriar o passado, quando o foco do poema é lamentar a decadência do presente em comparação com o passado.
A empatia entre os sofrimentos do eu e a agonia da terra é a essência do poema, refletindo a conexão entre o eu lírico e a natureza.
Raio-X da questão
solidão e reflexão
avaliacao
interpretação de texto literário · análise de sentimentos no texto
Revisar a análise de sonetos e suas temáticas.
Confundir sentimentos expressos pelo eu lírico, interpretando resignação ou dúvida onde há angústia.
cidadania_etica
pensamento_critico
literario
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