Substituição lexical: por que o aluno confunde retomada com assunto relacionado
Veja como diagnosticar se o aluno identifica quem ou o que uma expressão retoma no texto. Analiso padrões de erro, estratégias de ensino e oito questões com comentários para orientar sua intervenção.
Eu vejo esse erro quando o aluno lê um texto, encontra várias expressões sobre o mesmo assunto e escolhe a que parece mais importante, não a que retoma o termo pedido. Se o texto fala de uma biblioteca, de uma voluntária e de visitantes, por exemplo, ele pode marcar “a voluntária” ao procurar uma expressão que retome a biblioteca. A resposta não é aleatória: o estudante percebeu o tema geral, mas ainda não acompanhou as relações entre as palavras.
Também acontece de o aluno encontrar um pronome próximo e concluir que qualquer retomada é igual. Na correção, eu peço que mostre o caminho: “Que expressão apareceu antes? O que esta expressão nomeia? Se eu trocar uma pela outra, o texto continua fazendo sentido?”. Essa conversa revela mais do que dizer se a alternativa está certa. Nas oito questões reunidas aqui, a dificuldade recorrente é separar o referente de outras pessoas, ações, lugares e ideias relacionadas. Esse é o ponto de partida do diagnóstico: não basta reconhecer palavras do mesmo assunto; é preciso justificar a relação textual.
O que é substituição lexical e coesão textual, explicado para o professor?
Substituição lexical é o uso de outra palavra ou expressão para retomar um referente já apresentado no texto, sem repetir exatamente o mesmo termo. Em “a comunidade de pescadores” e, depois, “esses moradores”, a segunda expressão mantém a referência ao grupo; em “lixo” e “resíduos”, há uma retomada por outra escolha lexical. Esse mecanismo contribui para a coesão textual, isto é, para as ligações que ajudam o leitor a acompanhar ideias e referentes. Não confunda, porém, substituição lexical com qualquer palavra ligada ao tema: “hortas comunitárias” pode estar relacionada a terrenos, mas não é automaticamente uma retomada deles. O conteúdo aparece em Língua Portuguesa no 3º, 4º, 5º e 7º ano entre as fichas analisadas. As habilidades relacionadas incluem EF35LP06 e EF07LP12; consulte os descritores ao planejar a progressão adequada à sua turma.
Na prática, explico que o leitor precisa seguir uma espécie de trilha: localizar o termo de referência, encontrar a expressão candidata e testar se ela aponta para o mesmo elemento. Em “os alunos prepararam um bolo” e “aquela torta simples recebeu elogios”, o leitor precisa perceber que se trata do mesmo alimento no contexto. A substituição pode ser um sinônimo, uma expressão descritiva ou outra forma que preserve a referência; não é necessário que as palavras sejam intercambiáveis em qualquer situação, desde que funcionem naquele texto. Vale também distinguir substituição lexical de substituição pronominal, embora ambas possam participar da coesão referencial. Nas questões, a formulação varia: algumas pedem uma expressão lexical, outras usam “retoma” de modo amplo e uma pergunta cita substituição pronominal. Essa precisão na linguagem do enunciado ajuda a avaliar exatamente o que a criança compreendeu.
O que o aluno precisa saber antes de estudar substituição lexical?
Antes de cobrar a identificação de retomadas, verifico se a turma reconhece substantivos e referentes, acompanha quem ou o que está sendo mencionado e compreende o sentido das expressões no contexto. As fichas também apontam como pré-requisitos coesão lexical entre parágrafos, coesão e sentido textual, pronomes pessoais e demonstrativos, coerência textual, coesão referencial e identificação de referentes. Não é preciso transformar isso numa lista de definições para decorar: o essencial é que o estudante consiga apontar o elemento a que uma expressão se liga. Faço uma sondagem curta com duas ou três frases e pergunto “Quem é ‘ela’?” e “O que significa ‘esse procedimento’?”. Se a resposta depender de adivinhação, peço que sublinhe as pistas. Nas oito questões, a leitura é de nível médio e nenhuma exige cálculo; portanto, dificuldades podem estar ligadas à leitura e ao rastreamento dos referentes, não a operações matemáticas.
Para verificar a base, proponho um parágrafo breve com referentes de tipos diferentes: uma pessoa, um lugar, uma ação e um objeto. Peço que a turma circule os substantivos, sublinhe os pronomes e trace setas entre cada retomada e seu referente. Em seguida, faço perguntas orais sem alternativas, para evitar que a escolha seja guiada por eliminação. Observe se o aluno distingue “a equipe”, agente de uma ação, de “os resíduos”, objeto recolhido; se identifica “esse período” como uma expressão temporal, não como o grupo de pessoas; e se explica por que determinada alternativa não serve. As fichas mencionam leitura de nível médio e tempo curto ou médio, então uma atividade de sondagem pode ser breve, mas precisa dar espaço à justificativa. Registre se o estudante identifica o referente, testa a equivalência contextual e distingue retomada de associação temática: são evidências diferentes.
Quais são os erros mais comuns em substituição lexical e por que acontecem?
O padrão mais consistente nas fichas é a confusão entre a expressão que retoma o referente e outros elementos do mesmo texto. Em várias questões, os distratores apontam para pessoas, ações, lugares, períodos ou objetivos que aparecem perto do termo-alvo. Isso indica que o aluno pode estar usando proximidade ou associação de assunto como critério, em vez de verificar a referência. Há também confusão entre substituição lexical e pronominal: um pronome pode retomar alguém, mas não responde necessariamente a uma pergunta que pede uma expressão lexical. As fichas apontam distratores diferentes conforme cada questão; por isso, não é seguro afirmar uma única letra como a mais escolhida no conjunto. Em uma ficha, a letra indicada como distrator mais provável coincide com a alternativa marcada como correta, o que exige conferência antes de usar esse dado para interpretar resultados. A intervenção deve partir do raciocínio observado, não de uma generalização estatística que os dados não sustentam.
1. Escolher a pessoa que age em vez do referente retomado
Em textos com personagens e ações, o aluno pode marcar “a equipe”, “a voluntária” ou “moradores” porque são expressões destacadas e relevantes. Mas relevância temática não equivale a retomada: é preciso conferir o que a expressão nomeia. A ficha da questão sobre o lixo descreve justamente a confusão entre a retomada de “lixo” e o sujeito da ação; nela, o distrator mais provável registrado é C, “o acúmulo de entulho”. Nas fichas sobre a biblioteca e a linha ferroviária, aparecem também alternativas ligadas às pessoas ou à iniciativa. Eu intervenho pedindo que o estudante complete: “A expressão ___ refere-se a ___”. Se a frase não puder ser preenchida com coerência, a alternativa provavelmente não é a retomada. Depois, peça que compare a função das expressões: quem age, onde ocorre e o que está sendo retomado.
2. Marcar uma palavra relacionada ao assunto, mas que não retoma o termo
Este erro aparece com clareza quando o aluno escolhe “hortas comunitárias” ou “segurança alimentar” para retomar “terrenos abandonados”. As expressões pertencem ao mesmo campo temático do texto, mas nomeiam coisas diferentes: uma se refere ao cultivo e a outra, a um objetivo. O mesmo princípio vale para confundir “recheio cremoso” com “bolo” ou “a iniciativa” com “linha ferroviária”. As fichas registram esse tipo de confusão entre termos relacionados e expressões que retomam o elemento principal. Para intervir, pergunto: “Se eu substituir o termo original por essa alternativa, estou falando da mesma coisa ou de algo associado a ela?”. Em seguida, solicito que o aluno explique a diferença entre identidade referencial e relação de assunto. Essa distinção evita que ele trate proximidade temática como sinônimo.
3. Confundir pronome e substituição lexical
As fichas incluem casos com pronomes pessoais e demonstrativos, mas isso não significa que toda pergunta peça o mesmo mecanismo. Na questão sobre as crianças, “eles” retoma “esses pequenos leitores”, enquanto o termo lexical procurado é “esses pequenos leitores”. Já outra questão pergunta expressamente pela retomada por substituição pronominal e apresenta “esses moradores” como resposta. O erro nasce quando o aluno procura apenas uma palavra parecida ou, no sentido contrário, considera que qualquer pronome responde a qualquer pergunta de retomada. Ensine a marcar no enunciado o que está sendo pedido: termo, expressão lexical, pronome ou mecanismo de coesão. Depois, compare duas versões do mesmo trecho e peça que identifique o que muda. A ficha da questão sobre as crianças aponta o distrator E, “Eles também desenvolvem o gosto”, e orienta a revisar pronomes e expressões substitutas.
4. Fixar-se na expressão mais próxima sem conferir o referente
O aluno pode ligar uma expressão ao substantivo imediatamente anterior por hábito, mesmo quando o sentido não permite. Também pode tomar “esse período” como retomada de um grupo, embora a expressão indique tempo. A questão sobre a comunidade de pescadores é um exemplo: “esses moradores” retoma o grupo, enquanto “esse período” se refere ao intervalo de dois anos. O distrator mais provável registrado nessa ficha é A. Para intervir, peça que o estudante leia a frase anterior e a seguinte e teste a continuidade: “Quem demonstrou conhecimento do ecossistema?”. Incentive a voltar ao texto, em vez de responder só pela ordem das palavras. A ficha aponta pronomes pessoais e demonstrativos e coesão textual básica como pré-requisitos. Use a pergunta “que tipo de coisa essa expressão nomeia?” para separar pessoas, tempo, lugar e ação.
Como ensinar substituição lexical passo a passo?
Eu organizo o ensino em etapas curtas, saindo da identificação explícita para a leitura mais autônoma. Primeiro, escolho um texto breve e nomeio o referente: “Vamos acompanhar o que acontece com a biblioteca”. Depois, lemos novamente e marcamos as expressões que falam desse mesmo lugar. Em seguida, comparamos candidatas e justificamos por que algumas retomam o referente e outras apenas pertencem ao assunto. As dicas das fichas convergem em ações simples: localizar a expressão que retoma o sentido, observar qual expressão substitui o termo sem repetir as mesmas palavras e identificar o referente no texto. Faço modelagem em voz alta, resolvo um exemplo com a turma e só então proponho uma questão individual. Como os tempos indicados são curtos ou médios e a leitura é de nível médio, a sequência pode caber em uma aula sem apressar a justificativa. Retomo coesão referencial sempre que o aluno confunde referência, sinônimo e pronome.
Uma sequência realista pode ocupar uma aula ou ser distribuída em dois momentos. No primeiro, faço leitura compartilhada e penso em voz alta: localizo o termo-alvo, procuro outras expressões e testo cada uma. No segundo, entrego um parágrafo com marcações removidas e peço que os alunos justifiquem a escolha, não apenas assinalem a letra. Depois, proponho uma reescrita: substituir uma repetição por uma expressão que mantenha o referente. No fechamento, cada estudante explica um erro que cometeu e qual pista textual o ajudou a rever a resposta. Adapte o vocabulário e o tamanho do texto à série. Para turmas de 3º a 5º ano, comece com referentes concretos e trechos curtos; no 7º ano, explore relações entre parágrafos e alternativas mais próximas semanticamente. As fichas não indicam uma duração em minutos, apenas tempo curto ou médio, então não converto essas categorias em tempos exatos.
Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento?
Para diagnóstico, prefiro itens completos e interpretativos, seguidos de uma justificativa oral ou escrita. As oito fichas indicam questões adequadas para prova e atividade, e todas assinalam boa adequação para diagnóstico; algumas também servem para simulado ou avaliação rápida. A maioria tem papel de progressão, enquanto as questões 1, 2 e 7 aparecem como abertura. O poder de discriminação é classificado como médio em todas, assim como o nível de leitura; portanto, são úteis para observar diferenças de compreensão, mas não convém tratá-las como medidas isoladas de domínio. O tempo de resolução consta como curto ou médio, nunca em minutos. Escolha itens curtos para abrir uma prova e itens de progressão depois que a turma já leu um texto. Para lição de casa, confira a ficha: nem todas indicam essa finalidade. Nenhuma questão exige cálculo. Combine resultado, justificativa e observação de leitura para decidir se precisa retomar referentes, sinonímia ou pronomes.
Uma questão de abertura pode mostrar rapidamente se a turma acompanha o referente em um texto cotidiano, como nas questões sobre lixo, linha ferroviária e biblioteca. Para atividade, use a correção coletiva: peça que os alunos defendam uma alternativa e expliquem por que os distratores não funcionam. Em diagnóstico, inclua uma questão que peça expressão lexical e outra que envolva pronome, para verificar se a dificuldade está na referência ou na distinção entre mecanismos. Em simulado, selecione os itens que as fichas marcam como adequados para essa finalidade; não presuma que todos sirvam, pois as questões 3, 4 e 8 não estão assinaladas como boas para simulado. Para avaliação rápida, também há diferenças: a questão 6 não está indicada para esse uso. As classificações de poder de discriminação são médias, então analise padrões de erro e não apenas a nota. O gerador de provas do GeraProva pode ajudar a montar instrumentos variados; revise sempre a adequação à sua turma.
O que ensinar antes de substituição lexical?
Quando o diagnóstico mostra dificuldade, ensino primeiro o que sustenta a retomada, sem transformar a revisão numa lista desconectada. Começo por coesão textual e identificação de referentes; depois trabalho sinônimos em contexto e comparo retomadas lexicais com pronomes. A progressão acompanha os pré-requisitos registrados nas fichas: substantivos e referentes, coesão entre parágrafos, pronomes pessoais e demonstrativos, coerência e coesão referencial. Para planejar essa revisão, consulte também os materiais de substituição lexical por sinônimo, sinônimos e antônimos, Coesão referencial por pronome e conectivos e coesao textual. A ideia não é exigir domínio simultâneo de todos os tópicos, mas identificar qual lacuna está atrapalhando a leitura e voltar a ela com exemplos contextualizados.
Uma forma prática de priorizar é observar o tipo de resposta. Se o aluno não sabe a que substantivo uma expressão se liga, retome identificação de referentes. Se sabe apontar o referente, mas aceita palavras apenas relacionadas ao assunto, trabalhe substituição lexical por sinônimo e sinônimos e antônimos, sempre em frases completas. Se acompanha o sentido, mas confunde “eles” com uma expressão nominal, revise coesão referencial por pronome. Se compreende as retomadas locais, mas perde a sequência de ideias entre períodos, retome coesão textual e conectivos. As fichas mencionam esses conteúdos como pré-requisitos, mas não fornecem uma ordem obrigatória nem uma duração para cada revisão. Cabe ao professor ajustar a sequência ao diagnóstico da turma. Reavalie com um texto novo: repetir o mesmo exemplo pode medir memória da resposta, não transferência do conceito.
Como relacionar substituição lexical a outros temas e contextos?
Os textos das questões permitem conversar sobre temas próximos da experiência dos estudantes sem perder o foco linguístico. Há educação ambiental na questão sobre resíduos e coleta seletiva, além de um contexto cotidiano; há leitura e acesso à cultura na biblioteca comunitária; aparecem aprendizagem ativa, ciência e participação escolar; e também cultivo coletivo, segurança alimentar e laços entre vizinhos. A ficha da questão 1 explicita educação ambiental e tomada de decisão; as questões 3, 4, 5, 6 e 8 registram pensamento crítico; as questões 2 e 7 indicam tomada de decisão. Esses campos podem orientar uma conversa ou uma proposta de leitura, mas não autorizam afirmar que uma questão, por si só, desenvolve uma habilidade socioemocional. Use o tema para dar propósito ao texto e, depois, volte à pergunta linguística: qual expressão retoma qual referente e que pista do contexto sustenta essa leitura?
Também é possível variar a aplicação sem alterar o objetivo. Na leitura compartilhada, peça que a turma localize as retomadas; em uma atividade em dupla, cada estudante pode defender uma alternativa; numa produção escrita, convide a revisar repetições e manter claros os referentes. As fichas indicam contexto cotidiano na maioria dos itens e contexto literário na questão da biblioteca, todos com enunciado completo. Algumas questões servem para lição de casa e outras não; algumas são adequadas a simulado e outras não, portanto confira a indicação antes de selecionar. Para promover reflexão, pergunte se a substituição deixa claro quem ou o que está em foco, sem sugerir que toda repetição deva ser eliminada. Coesão não é trocar palavras mecanicamente: é construir continuidade compreensível. Essa distinção ajuda os alunos a escrever melhor e torna a leitura dos textos alheios mais atenta.
Quais questões comentadas ajudam a diagnosticar substituição lexical e coesão textual?
As oito questões abaixo oferecem situações variadas para observar como o aluno rastreia referentes: objetos, grupos de pessoas, lugares, alimentos e termos associados a projetos. Ao comentar cada alternativa, eu não me limito ao gabarito. Explico o que ela nomeia e o que uma escolha equivocada pode revelar: atenção à pessoa que age, associação temática, confusão entre tempo e grupo ou dificuldade de separar pronome e expressão lexical. Use as questões como instrumentos de conversa e diagnóstico, não como uma lista de respostas para decorar. Uma resposta correta sem justificativa pode ter vindo de tentativa; um erro acompanhado de raciocínio claro pode indicar exatamente o ponto a ensinar. Os comentários respeitam as alternativas e explicações fornecidas nas fichas. Cada item termina com o marcador técnico correspondente, que será substituído pelo sistema pela ficha completa. Ao aplicar, considere série, finalidade e indicações de uso registradas para cada questão.
Questão 1 — Qual expressão retoma “lixo” no segundo parágrafo?
Mais de três toneladas de lixo se amontoaram às margens do rio Verde ao longo de seis meses. Moradores locais, cansados da ameaça ao ambiente, organizaram um mutirão de limpeza. Eles reuniram diversos tipos de materiais descartados irregularmente, como plásticos, vidros e papéis. Na ação seguinte, a equipe recolheu os resíduos e os depositou em pontos de coleta seletiva. Esse procedimento não apenas evitou o acúmulo de entulho no leito do rio, mas também garantiu a reciclagem de materiais que, de outro modo, poderiam causar poluição.
Identifique no segundo parágrafo a expressão que substitui lexicalmente o substantivo “lixo” do primeiro parágrafo.
- ❌ A) a equipe — Nomeia quem recolheu os resíduos, não o lixo. Escolhê-la pode indicar que o aluno se orientou pelo sujeito da ação.
- ❌ B) Esse procedimento — Retoma a ação de recolher e depositar os resíduos. A escolha revela confusão entre a ação e o material.
- ❌ C) o acúmulo de entulho — Nomeia o acúmulo no leito do rio, não retoma lexicalmente “lixo”. A ficha registra esta como distrator mais provável; pode sinalizar atenção a palavras semanticamente próximas sem verificar o referente.
- ❌ D) Eles — Retoma os moradores locais por meio de pronome, não substitui lexicalmente “lixo”. O erro pode mostrar confusão entre referentes pessoais e objetos.
- ✅ E) os resíduos — Retoma os materiais descartados mencionados como lixo, usando outra expressão para se referir a eles.
Gabarito: E. Peça ao aluno que explique por que “resíduos” aponta para os materiais descartados, enquanto as outras opções designam pessoas, procedimento ou acúmulo.
Questão 2 — Qual expressão retoma “linha ferroviária”?
“Transformamos a velha linha ferroviária em um corredor verde”, disse a gestora do projeto. Ela detalhou que o trajeto agora oferece ciclovia, áreas de lazer e espécies nativas. O percurso cruza cinco bairros e atrai, em média, 200 visitantes por dia. Moradores elogiam a iniciativa, pois valorizou uma área antes esquecida.
Analise o texto e identifique a expressão que retoma “linha ferroviária” por meio de substituição lexical.
- ❌ A) Ela — Refere-se à gestora do projeto. A escolha sugere confusão entre referentes próximos ou entre pessoa e lugar.
- ❌ B) a iniciativa — Refere-se ao projeto, não à linha ferroviária. O aluno pode ter associado a expressão ao tema geral da transformação, sem verificar o que ela nomeia. A ficha registra B como distrator mais provável.
- ✅ C) o trajeto — Retoma a linha ferroviária como caminho transformado em corredor verde.
- ❌ D) Moradores — Nomeia as pessoas que elogiam a iniciativa, não o caminho. A escolha pode revelar atenção ao sujeito de outra oração.
- ❌ E) 200 visitantes por dia — Informa a quantidade de pessoas que visita o local; não retoma a linha. O erro indica dificuldade em distinguir dado numérico de referente espacial.
Gabarito: C. A pista está na continuidade: é o trajeto que oferece ciclovia e cruza bairros.
Questão 3 — Qual expressão substitui “bolo”?
Na cozinha da escola, os alunos prepararam um bolo para a festa. A receita caseira tinha recheio cremoso, e os alunos animados levaram o bolo até a cozinha escolar. Aquela torta simples recebeu muitos elogios dos professores.
Qual expressão substitui a palavra “bolo” no texto?
- ✅ A) aquela torta simples — Refere-se ao mesmo alimento preparado pelos alunos. A resposta correta é A, conforme a explicação da questão.
- ❌ B) a receita caseira — Nomeia o modo de preparar o alimento, não o alimento. A escolha revela confusão entre instrução e produto.
- ❌ C) os alunos animados — Nomeia as pessoas que prepararam o bolo. O erro indica perda de foco do referente.
- ❌ D) a cozinha escolar — Indica o lugar, não o alimento. Pode revelar confusão entre cenário e objeto.
- ❌ E) o recheio cremoso — Nomeia uma parte do bolo, não o alimento inteiro. A escolha pode mostrar atenção a uma característica, sem verificar a equivalência.
Gabarito: A. Há uma inconsistência na ficha: ela registra A como distrator mais provável, embora A seja a resposta correta. Não use essa indicação como dado de erro sem conferência.
Questão 4 — Qual termo retoma “as crianças”?
— Você já percebeu como a leitura transformou nossa comunidade? — comentou Clara ao observar a roda de leitura. Um grupo de voluntários se reúne todos os sábados na antiga praça para compartilhar histórias com as crianças do bairro. As sessões envolvem contação de fábulas, dramatizações e jogos de palavras. Conforme esses pequenos leitores se encantam com as narrativas, eles também desenvolvem o gosto pela escrita e pela conversação em grupo. Muitas famílias passaram a frequentar a banca de revistas local em busca de novos títulos para levar para casa.
Analise o texto e identifique o termo que retoma “as crianças” por meio de substituição lexical.
- ❌ A) Um grupo de voluntários — Refere-se a quem organiza as sessões, não às crianças. O erro pode indicar confusão entre os grupos mencionados.
- ❌ B) Essas sessões de leitura — Aponta para as atividades realizadas. Escolhê-la pode revelar associação ao tema leitura sem rastrear o referente pessoal.
- ✅ C) Esses pequenos leitores — Retoma “as crianças” por uma expressão lexical que caracteriza o mesmo grupo.
- ❌ D) A banca de revistas local — Nomeia um lugar frequentado pelas famílias, não as crianças. A escolha sugere confusão entre espaço e pessoas.
- ❌ E) Eles também desenvolvem o gosto — “Eles” retoma “pequenos leitores” por pronome; não é a expressão lexical solicitada. O distrator pode revelar dificuldade em diferenciar mecanismos de retomada.
Gabarito: C. Observe se o aluno distingue a expressão nominal “esses pequenos leitores” do pronome “eles”.
Questão 5 — Qual alternativa apresenta substituição lexical?
Por que a aprendizagem ativa mobiliza tantos estudantes? Em um projeto piloto numa escola da periferia, os professores elaboraram oficinas de ciências que misturam teoria e prática. Os docentes convidaram os alunos a experimentar reações químicas simples com materiais recicláveis. Essa iniciativa promove o interesse dos participantes e estimula a curiosidade científica. Durante as atividades, os educadores observaram melhora no desempenho acadêmico e no engajamento da garotada. A proposta mostrou-se eficiente para quem busca novas estratégias de ensino.
Analise o texto e identifique a alternativa que apresenta um caso de substituição lexical, garantindo coesão referencial.
- ❌ A) A substituição de alunos por curiosidade — “Curiosidade” não é sinônimo de “alunos”; são referentes de naturezas diferentes. O erro pode indicar pouca atenção à relação de sentido.
- ❌ B) A substituição de engajamento por participação — O texto não apresenta “participação” como termo que retoma “engajamento”. A ficha indica B como distrator mais provável; a escolha pode revelar aceitação de uma relação plausível, mas não presente no texto.
- ❌ C) A substituição de ciências por reações — “Reações” não retoma “ciências” como sinônimo no trecho. O aluno pode estar confundindo assunto e exemplo.
- ❌ D) A substituição de escolas por instituições — A troca não ocorre no texto e “instituições” não retoma diretamente “escolas” nesse contexto. A escolha pode indicar resposta baseada em conhecimento externo, não em evidência textual.
- ✅ E) A substituição de professores por docentes — “Docentes” retoma “professores” por sinonímia, mantendo a referência e contribuindo para a coesão.
Gabarito: E. Peça que o aluno localize as duas expressões no texto e confirme que apontam para o mesmo grupo.
Questão 6 — O que retoma “a comunidade de pescadores”?
Biólogos acompanham há dois anos os hábitos de uma comunidade de pescadores instalados nas margens do rio Negro. Durante esse período, os pesquisadores coletaram informações sobre técnicas de captura, os pratos preparados com peixes nativos e as festividades comemoradas após as pescarias. Esses moradores demonstraram profundo conhecimento do ecossistema e compartilharam relatos sobre as mudanças observadas nas cheias sazonais. A equipe registrou ainda variações nos padrões de reprodução dos peixes, associadas ao aumento da temperatura da água.
Analise o texto e identifique o elemento que retoma “a comunidade de pescadores” por meio de substituição pronominal.
- ❌ A) esse período — Retoma o intervalo de dois anos, não o grupo. A ficha registra A como distrator mais provável; a escolha pode indicar confusão entre tempo e pessoas.
- ✅ B) esses moradores — Retoma a comunidade de pescadores, identificando o grupo como moradores da região.
- ❌ C) a equipe — Designa o grupo de biólogos. O erro pode revelar confusão entre os dois grupos de pessoas do texto.
- ❌ D) os pesquisadores — Refere-se aos biólogos, não aos pescadores. A escolha pode indicar dificuldade em acompanhar quem realiza cada ação.
- ❌ E) as festividades — Nomeia eventos comemorativos, não a comunidade. O aluno pode ter selecionado uma expressão próxima no trecho sem conferir o referente.
Gabarito: B. Note que a pergunta chama de pronominal uma expressão demonstrativa mais substantivo; use o item também para conversar sobre a formulação do enunciado.
Questão 7 — Qual expressão substitui “a pequena biblioteca comunitária”?
Folhas de papel amontoam-se sobre a mesa da pequena biblioteca comunitária. A voluntária Ana seleciona romances e doa exemplares a cada semana. Ela acredita que o entusiasmo dos leitores se amplia com a variedade. Nesse ambiente, os visitantes percorrem as estantes em busca de histórias envolventes. A bibliotecária orienta quem pede orientação e indica títulos interessantes. O local tem se tornado um ponto de encontro para crianças e jovens que renovam a paixão pela leitura. Em outra iniciativa, a responsável substituiu as etiquetas impressas por adesivos coloridos para facilitar a identificação dos gêneros literários. Esses recursos promovem maior autonomia ao público.
Analise o texto e identifique qual expressão substitui lexicalmente “a pequena biblioteca comunitária”.
- ✅ A) Nesse ambiente — Retoma a biblioteca como o lugar em que os visitantes percorrem as estantes.
- ❌ B) Esses recursos — Retoma os adesivos coloridos, não a biblioteca. A escolha pode mostrar que o aluno acompanha o trecho final sem voltar ao referente pedido.
- ❌ C) A bibliotecária — Nomeia uma pessoa que orienta os visitantes, não o lugar. O erro revela confusão entre agente e espaço.
- ❌ D) A voluntária — Refere-se a Ana, que seleciona e doa livros. A ficha aponta D como distrator mais provável; a escolha pode indicar atração por personagem central.
- ❌ E) Ela — Retoma Ana, não a biblioteca, e é um pronome. A escolha também pode apontar dificuldade em separar referentes pessoais e espaciais.
Gabarito: A. A expressão “nesse ambiente” retoma o espaço apresentado no início.
Questão 8 — Qual expressão retoma “terrenos abandonados”?
Por que terrenos abandonados em centros urbanos voltam a ter vida? Em várias áreas periféricas, antigos lotes de terra sem uso vêm sendo incorporados a projetos de cultivo coletivo. Neles, voluntários organizam hortas comunitárias que produzem verduras e plantas medicinais. Essas iniciativas visam recuperar áreas degradadas, promover segurança alimentar e reforçar laços entre vizinhos.
Analise o texto-base e identifique a expressão que retoma “terrenos abandonados” por meio de substituição lexical.
- ❌ A) Voluntários — Designa as pessoas envolvidas, não os terrenos. O erro pode indicar que o aluno se orientou por quem participa da ação.
- ❌ B) Laços entre vizinhos — Refere-se ao fortalecimento social, não aos terrenos. A escolha revela confusão entre objetivo e referente.
- ❌ C) Hortas comunitárias — Nomeia o cultivo organizado nos lotes, não retoma os terrenos abandonados. A ficha indica C como distrator mais provável; pode sinalizar confusão entre espaço de origem e uso que ele recebe.
- ❌ D) Segurança alimentar — Aponta para um objetivo das hortas. O erro pode revelar dificuldade em distinguir consequência e elemento retomado.
- ✅ E) Áreas degradadas — Retoma “terrenos abandonados” por uma expressão equivalente no contexto.
Gabarito: E. Converse sobre como o texto apresenta o mesmo referente sob uma descrição diferente.
Perguntas frequentes sobre substituição lexical e coesão textual
As perguntas de professores costumam partir de situações bem concretas: como saber se a turma entendeu, se pronome e substituição lexical são a mesma coisa, quando cobrar esse conteúdo e como agir diante de respostas aparentemente corretas. As respostas abaixo retomam o que as fichas permitem afirmar: as questões são interpretativas, têm nível de leitura médio, não exigem cálculo e indicam poder de discriminação médio. Também diferencio informação disponível de dado que não foi fornecido. Por exemplo, as fichas classificam o tempo como curto ou médio, mas não informam minutos; portanto, não é adequado atribuir uma duração exata. Use as respostas como referência para planejar intervenções e adapte exemplos, textos e vocabulário à etapa escolar. O objetivo é identificar o mecanismo de leitura que falta, não cobrar uma nomenclatura isolada sem evidência de compreensão.
Substituição lexical e substituição pronominal são a mesma coisa?
Não exatamente. Ambas podem contribuir para a coesão referencial, mas a substituição lexical emprega outra palavra ou expressão nominal, como “docentes” para retomar “professores”. A pronominal usa pronome, como “eles”, para retomar um referente. Leia com atenção o que o enunciado solicita.
Como descubro se o aluno errou por falta de vocabulário ou por não acompanhar o referente?
Peça que ele explique a escolha e aponte no texto o elemento retomado. Se não conhece uma palavra, pode haver uma lacuna vocabular; se conhece as expressões, mas liga a alternativa a outra pessoa, ação ou lugar, o problema está no rastreamento da referência. A justificativa ajuda a distinguir as duas situações.
Posso usar essas questões em uma avaliação rápida?
Algumas fichas assinalam essa finalidade, mas não todas: a questão 6, por exemplo, não está indicada como boa para avaliação rápida. Confira a ficha de cada item e considere que o tempo aparece apenas como curto ou médio, sem duração exata em minutos.
O que faço quando o aluno acerta, mas não consegue justificar?
Trate o acerto como evidência inicial, não como confirmação de domínio. Peça que complete “esta expressão retoma ___ porque ___” e que descarte uma alternativa próxima. Uma resposta justificada mostra se ele acompanhou o referente ou chegou à opção por tentativa.
Em quais séries devo trabalhar esse conteúdo?
As questões fornecidas aparecem no 3º, 4º, 5º e 7º ano, em Língua Portuguesa, ligadas às habilidades EF35LP06 e EF07LP12. Ajuste complexidade, extensão do texto e apoio à leitura conforme a turma; as fichas não determinam uma sequência única entre as séries.
Como escolho o que revisar depois do diagnóstico?
Use o tipo de erro: confusão entre pessoa e objeto pede retomada de referentes; associação temática pede comparação de sinônimos em contexto; confusão entre pronome e expressão nominal pede revisão de coesão referencial por pronome. Reavalie com um texto diferente para verificar transferência.
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