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Substituição lexical por sinônimo: por que aluno escolhe palavras apenas relacionadas

Nas questões do acervo, um erro recorrente é confundir sinônimos com palavras que apenas aparecem ligadas ao mesmo assunto. Veja como diagnosticar essa dificuldade e ensinar a retomada lexical.

Substituição lexical por sinônimo: por que aluno escolhe palavras apenas relacionadas

Eu vejo esse erro quando peço que a turma encontre o que retoma uma palavra no texto. Um aluno aponta “muitos livros” como substituto de “biblioteca”: percebe que as expressões pertencem ao mesmo cenário, mas ainda não verifica se uma pode ocupar o lugar da outra sem mudar o referente. Outro escolhe “silenciosa”, porque descreve o mesmo espaço, embora seja uma característica, não um novo nome para ele. A resposta parece plausível à primeira vista, e é justamente por isso que vale observar o raciocínio, não apenas marcar certo ou errado.

Também já encontrei estudantes que identificam a retomada, mas chamam qualquer recurso de substituição lexical. Diante de “a atividade”, escolhem “ela” e não percebem que o pronome retoma o termo por outro mecanismo; diante de “chuva”, aceitam “o fenômeno”, que é mais geral, como se fosse sinônimo exato. Quando reconheço essas diferenças, consigo planejar uma intervenção mais precisa. Neste guia, reúno padrões das oito questões do acervo para ajudar você a diagnosticar o que a turma já sabe, o que confunde e qual próximo passo de ensino faz sentido.

O que é substituição lexical por sinônimo e como explico isso à turma?

Substituição lexical por sinônimo é a retomada de um referente já apresentado por outra palavra ou expressão de sentido semelhante, em vez de repetir exatamente o mesmo termo. Em “A biblioteca era silenciosa. O local tinha muitos livros”, “o local” retoma “a biblioteca”; em “moradores” e “habitantes”, duas palavras nomeiam o mesmo grupo. Essa troca contribui para a coesão referencial, mas não significa que qualquer palavra associada ao assunto sirva como sinônimo: “livros” se relaciona com biblioteca, porém não a substitui. Também é diferente da retomada pronominal, como “ela”, e da descrição por adjetivo, como “silenciosa”. O conceito aparece em Língua Portuguesa no 5º, 6º, 7º e 8º anos, em articulação com leitura, interpretação e produção de textos. No currículo, relaciona-se às habilidades EF35LP06, EF06LP12, EF07LP12 e EF08LP14.

Para explicar sem transformar a aula numa lista de definições, eu escrevo duas frases e pergunto: “Estamos falando da mesma coisa?” A resposta precisa considerar o contexto. “Projeto” e “ação” podem funcionar como substituições no texto sobre leitura itinerante, mas não são sinônimos em todas as situações possíveis. O teste prático é reler o trecho trocando uma expressão pela outra: se a referência se mantém e o sentido central não muda, há um indício de substituição lexical adequada. Ainda assim, o contexto decide. A expressão pode ser mais geral, mais específica ou apenas associada, e cada caso merece nome próprio. A turma aprende melhor quando compara exemplos próximos, em vez de decorar que sinônimo significa “palavra igual”.

O que o aluno precisa saber antes de estudar substituição lexical?

Antes de cobrar a identificação de um sinônimo que retoma um termo, verifico se o estudante consegue localizar de quem ou do que o trecho está falando. As fichas apontam como pré-requisitos a identificação de referentes, a referência textual, a noção de coesão e, em várias questões, o conhecimento de sinônimos e antônimos. Também aparecem interpretação de texto, vocabulário, classes gramaticais, pronomes e coesão sequencial. Isso não significa que cada aluno precise dominar todos esses tópicos no mesmo nível; significa que uma resposta errada pode nascer de uma dificuldade anterior. Para checar a base, peço que sublinhem o termo retomado e liguem a ele expressões posteriores, sem ainda exigir o nome do recurso. Depois, pergunto se cada expressão é um nome equivalente, um pronome, uma característica ou apenas uma informação relacionada.

Uma sondagem rápida pode usar um par de frases curto: “O casarão está desocupado. O antigo imóvel precisa de reformas.” Peço que a turma explique a ligação entre as expressões, sem alternativas. Em seguida, comparo com “O casarão está desocupado. Ele precisa de reformas” e com “O casarão antigo precisa de reformas”. Assim, observo se distinguem sinônimo, pronome e adjetivo. Nas fichas, o tempo indicado costuma ser de médio ou 2 a 3 minutos; há também uma questão com tempo classificado como curto. Esse tempo funciona como referência para a tarefa, não como motivo para apressar quem ainda está construindo a base. O foco diagnóstico é localizar a etapa em que o raciocínio se perde.

Quais são os erros mais comuns na substituição lexical e como intervir?

Nas oito questões, não há um erro único que explique todas as respostas incorretas. As fichas descrevem, repetidamente, a confusão entre sinonímia e relação temática: o aluno escolhe palavras que aparecem no mesmo contexto, mas que não mantêm o mesmo referente. Também se repetem a mistura entre substituição lexical e pronominal, a confusão com descrição e a escolha de uma expressão que amplia ou altera o sentido. Em quatro itens, o distrator mais provável é B; nos demais, as fichas indicam E, A, B e C, conforme a questão. Isso reforça que não devo tratar uma letra como diagnóstico universal. O padrão útil é observar a justificativa: o estudante verificou equivalência e retomada, ou apenas reconheceu uma associação de assunto? Cada resposta pede uma intervenção diferente.

1. Escolher uma palavra relacionada, mas não sinônima

Esse é um erro central nas fichas: confundir termos do mesmo campo de assunto com palavras que retomam o mesmo referente. “Muitos livros” e “biblioteca” combinam no texto, mas não designam a mesma coisa; “brotos” e “frutos jovens” pertencem ao universo da planta, mas não são sinônimos. Em cinco das oito questões, o distrator mais provável indicado é B, embora a razão varie: pode ser detalhe relacionado, papel diferente ou alternativa que parece próxima. Eu intervenho pedindo uma frase de teste: “A biblioteca tinha muitos livros” pode virar “Muitos livros tinha a biblioteca” com alguma mudança, mas “muitos livros” não pode substituir “biblioteca” como nome do lugar. Depois, os alunos classificam pares em “mesmo referente”, “parte ou característica” e “associação temática”.

2. Confundir sinônimo com pronome

Quando o aluno escolhe “ela” para substituir “a atividade” ou aponta “ele” como sinônimo de “o prédio”, ele percebe corretamente que há retomada, mas nomeia o mecanismo errado. A ficha da questão sobre atividade registra explicitamente essa confusão, assim como as questões sobre chuva e prédio. Minha intervenção não é dizer que a resposta está totalmente sem sentido: ela mostra que o estudante reconheceu a referência, mas precisa distinguir categorias. Faço uma tabela com duas colunas: “retoma por pronome” e “retoma por outra palavra ou expressão”. Em seguida, comparo “A chuva chegou. Ela molhou as folhas” com “A chuva chegou. A precipitação molhou as folhas”. Peço que o aluno explique o que mudou no tipo de expressão, não apenas que ambas apontam para a chuva.

3. Confundir substituição com descrição ou característica

Na questão da biblioteca, “silenciosa” é uma alternativa tentadora porque caracteriza o lugar. O erro revela que o estudante percebe uma relação de sentido, mas ainda não distingue nomeação de qualificação. Algo semelhante ocorre quando o aluno seleciona “fachadas de azulejos” ou “janelas artísticas” como se fossem substitutos: são elementos do casarão, não outros nomes para ele. Para intervir, peço que a turma identifique a classe e a função da expressão no trecho: ela nomeia o mesmo referente, apresenta uma parte, informa uma ação ou atribui uma característica? Não transformo a atividade em exercício de classificação gramatical isolado; uso a pergunta para sustentar a interpretação. Depois, retiro a palavra original e pergunto se a expressão candidata ainda permite saber de qual elemento estamos falando.

4. Aceitar um termo mais geral ou mudar o referente

“O fenômeno” pode se relacionar à chuva sem ser sinônimo específico dela; “a aula” não equivale a “a atividade” quando o texto fala de uma tarefa determinada. Esse erro aparece quando o aluno procura uma palavra que combine com o contexto, mas não testa se preserva o referente e o recorte de sentido. A ficha da questão sobre atividade alerta para a ampliação indevida, e a questão da chuva destaca “fenômeno” como distrator mais provável. Eu intervenho com uma régua de precisão: o termo candidato mantém a mesma coisa, nomeia uma categoria mais ampla ou designa outro elemento? Os estudantes podem reescrever o trecho com a alternativa e explicar o que ficou mais abrangente ou diferente. Assim, aprendem que proximidade de significado não basta para garantir sinonímia contextual.

5. Confundir substituição com repetição ou omissão

Uma ficha descreve como erro a repetição do termo quando o comando pede evitar repetição; outra aponta a omissão como solução inadequada para uma tarefa de substituição. Nesses casos, o estudante pode ter percebido o problema de estilo, mas não selecionou o recurso solicitado. A intervenção começa pela leitura cuidadosa do verbo do comando: identificar, substituir, evitar repetição ou retomar. Depois, faço a turma comparar três versões: repetir “a atividade”, retomar por “essa tarefa” e apagar a expressão. Pergunto qual versão conserva a informação e cumpre a instrução. O objetivo é mostrar que coesão não é simplesmente retirar palavras repetidas: é organizar as referências para que o leitor acompanhe o texto sem perder o sentido.

Como ensinar substituição lexical por sinônimo passo a passo?

Eu começo por textos curtos e referentes concretos, porque as dicas das fichas convergem para localizar a palavra ou expressão que substitui outra, identificar sinônimos e verificar se o mesmo referente está em jogo. Primeiro, lemos e marcamos o termo inicial; depois, buscamos uma expressão posterior que fale da mesma entidade. Em seguida, testamos a equivalência no contexto e descartamos pronome, característica, parte, ação ou informação associada. Só então nomeamos o mecanismo como substituição lexical por sinônimo e relacionamos sua função à coesão. Essa sequência atende às questões mais diretas e prepara a turma para textos interpretativos, em que a resposta exige acompanhar várias retomadas. Eu modelo o raciocínio em voz alta, mas logo peço justificativas dos alunos, para que não dependam de reconhecer palavras isoladas.

Uma sequência realista pode ocupar mais de uma aula, de acordo com a base da turma. Na primeira etapa, comparo repetição, pronome e sinônimo em frases construídas coletivamente. Na segunda, lemos um pequeno texto e traçamos setas entre referentes e retomadas. Na terceira, cada dupla recebe pares de expressões e precisa defender se são sinônimas naquele contexto ou apenas relacionadas. Na quarta, analisamos alternativas incorretas e explicamos o que elas revelam. Por fim, os estudantes reescrevem um parágrafo para reduzir repetições sem alterar o referente. Uso situações variadas do acervo — biblioteca, chuva, casarão, leitura itinerante, moradores e horta comunitária — para que a turma perceba que o mecanismo vale em contextos diferentes, não só em uma lista de substantivos.

Ao corrigir, valorizo a justificativa tanto quanto a alternativa. Pergunto: “Qual é o termo retomado?”, “Que expressão ocupa esse lugar?” e “O que aconteceria com o sentido se trocássemos uma pela outra?”. Quando a resposta está errada, peço ao aluno que diga qual pista o levou até ela. Assim, consigo separar associação temática, dificuldade de vocabulário, confusão com pronome e leitura apressada. As dicas das fichas também podem virar lembretes de estratégia: procurar o termo equivalente, identificar palavras que nomeiam o mesmo referente e localizar a expressão que retoma a iniciativa. Evito apresentar essas dicas como fórmula automática; elas orientam a busca, mas é a leitura do trecho que confirma a resposta.

Como avaliar a substituição lexical e escolher questões para cada momento?

Para avaliar, escolho o formato conforme a pergunta pedagógica que quero responder. Uma tarefa aberta de ligar referentes ajuda no diagnóstico inicial; uma questão objetiva com alternativas próximas verifica se o aluno distingue sinônimo de pronome, descrição e associação temática; uma reescrita mostra se consegue aplicar o recurso ao produzir texto. As oito fichas indicam que todas as questões servem para prova, atividade, lição de casa e diagnóstico. Sete são apontadas como adequadas para avaliação rápida, enquanto a questão sobre moradores e habitantes não recebe essa indicação; cinco servem para simulado, e três não. Não uso esses rótulos como regra absoluta, mas como orientação de uso do acervo. Também considero que todas dispensam cálculo e têm nível de leitura médio ou intermediário, segundo os registros disponíveis.

O papel na prova aparece, em geral, como progressão, identificação ou questão de coesão textual; o poder de discriminação é alto nas questões 1 e 2 e médio nas demais. Isso torna os itens de alto poder úteis quando quero separar níveis de domínio, mas não substitui a análise da resposta. Uma questão objetiva não mostra sozinha se o aluno acertou por compreensão ou por eliminação. O tempo informado varia entre 2 a 3 minutos, médio e curto; como alguns registros estão abreviados ou sem unidade precisa, uso essa indicação como referência aproximada, não como medida rígida. Para atividade e lição, proponho que o estudante explique uma alternativa errada. Para prova ou simulado, combino leitura objetiva com uma justificativa breve, quando o espaço permitir.

O nível de leitura médio aparece em todas as fichas, e os enunciados variam entre diretos, objetivos e interpretativos. Isso permite organizar uma progressão: começo por exemplos de enunciado mais direto e texto curto; avanço para trechos em que o aluno precisa acompanhar vários referentes; depois proponho reescrita. Para uma avaliação rápida, uma questão curta pode verificar se a turma distingue sinônimo de pronome. Para diagnóstico mais completo, seleciono itens com diferentes armadilhas e registro o tipo de erro, não apenas a pontuação. Para atividade ou lição, o aluno pode sublinhar o referente, circular a retomada e justificar a equivalência. Em prova, distribuo itens ao longo da avaliação para observar se a habilidade se mantém em contextos cotidianos e literários, sem transformar todo o instrumento em uma bateria de sinônimos.

O que ensinar antes da substituição lexical por sinônimo?

As fichas indicam como base a identificação de referentes, a noção de coesão textual, sinônimos e antônimos, vocabulário, interpretação e pronomes. Para organizar esse percurso, eu retomaria primeiro sinônimos e antônimos, com atenção à diferença entre semelhança de sentido e oposição. Em seguida, trabalharia interpretação de texto literário, porque contexto e escolha de palavras afetam a leitura. Também incluo compreensão de texto em inglês, conjunções em inglês e vocabulário em inglês quando o planejamento da turma exigir articulação entre componentes. Esses conteúdos aparecem como conceitos indicados para revisão ou percurso no acervo, mas não os apresento como pré-requisitos universais de Língua Portuguesa.

Também ensino coesão textual de forma explícita: como o leitor acompanha pessoas, objetos, lugares e ideias ao longo de um texto. Antes de cobrar o rótulo “substituição lexical”, posso pedir que a turma marque todas as expressões que se referem à mesma coisa e explique a ligação. Se a dificuldade estiver nos sinônimos, reviso equivalência contextual; se estiver na identificação de referentes, volto à leitura das frases; se o aluno reconhecer a retomada, mas confundir o mecanismo, comparo nomes, pronomes e omissões. A ordem não precisa ser idêntica em todas as turmas. O que importa é que o ensino anterior responda à dificuldade observada, em vez de repetir uma aula inteira quando só uma etapa do raciocínio está frágil.

Para onde a substituição lexical leva o aluno?

Depois que o estudante aprende a reconhecer uma expressão que retoma outra sem repetir o mesmo nome, posso avançar para a coesão textual em sentido mais amplo. O conceito ajuda a observar como um texto mantém seus referentes, varia a nomeação e conduz o leitor de uma frase à seguinte. O acervo aponta coesão textual como conceito relacionado e também como destino de aprendizagem; não preciso, portanto, tratar a substituição como conteúdo isolado. Na leitura, a turma acompanha quem ou o que está sendo retomado. Na escrita, experimenta alternativas para evitar repetições sem criar ambiguidades. Esse avanço exige atenção ao contexto: variar palavras pode melhorar a fluidez, mas uma troca imprecisa pode modificar o sentido ou deixar o referente pouco claro. A meta é escolher conscientemente, não substituir toda repetição a qualquer custo.

Um próximo passo é pedir que os alunos revisem um parágrafo próprio ou um texto coletivo. Primeiro, marcam repetições; depois, decidem quais devem permanecer e quais podem ser substituídas por sinônimos contextuais, pronomes ou outros recursos de coesão. Em seguida, leem a versão revisada para verificar se o referente continua claro. Assim, a turma percebe que substituição lexical é uma possibilidade dentro da coesão, não uma regra mecânica de trocar palavras repetidas. O acervo também associa o tema à expressão “substituição lexical, coesão textual”: vale avançar nessa relação com exemplos em que diferentes recursos convivem no mesmo texto. A avaliação pode então observar não só se o estudante reconhece um sinônimo, mas se consegue escolher uma retomada adequada para um leitor real.

Como relacionar esse conteúdo a temas transversais e habilidades socioemocionais?

Os textos das questões oferecem contextos que ajudam a discutir cidadania, leitura, patrimônio, ambiente e vida comunitária sem desviar do objetivo linguístico. Há uma horta comunitária, moradores que se organizam, uma iniciativa de leitura itinerante e um casarão histórico. A ficha da horta registra o tema transversal cidadania e ética; as demais contextualizações incluem cotidiano, leitura e interpretação e texto literário. Posso usar esses assuntos para conversar sobre participação coletiva ou preservação, mas a avaliação de substituição lexical deve continuar focada na retomada e na equivalência. Se eu perguntar sobre o tema social, estou avaliando outra coisa. Separar objetivos evita que uma resposta correta sobre cidadania esconda uma dificuldade de coesão, ou que uma dificuldade lexical seja confundida com falta de conhecimento sobre o contexto apresentado.

As fichas associam algumas questões a pensamento crítico, atenção aos detalhes e tomada de decisão. Essas habilidades aparecem quando o aluno compara opções, verifica se duas expressões apontam para o mesmo referente e decide se a troca preserva o sentido. Posso tornar esse processo visível pedindo que expliquem por que descartaram um distrator, especialmente o mais escolhido em cada ficha. Isso não significa atribuir uma habilidade socioemocional a toda resposta individual, mas criar uma situação de leitura cuidadosa e justificativa. Em dupla, os estudantes podem defender interpretações diferentes e voltar ao texto para conferir. O contexto de aplicação indicado inclui leitura e interpretação, reescrita e análise, além de situações cotidianas e literárias. Essas possibilidades permitem variar os textos sem perder o foco: compreender como as palavras se conectam e como essa conexão orienta o leitor.

Como são as oito questões comentadas sobre substituição lexical por sinônimo?

As oito questões a seguir percorrem situações e níveis de análise diferentes: identificar uma retomada, escolher uma substituição adequada, localizar sinônimo em texto literário, comparar pares de expressões e acompanhar referentes em contextos cotidianos. Em todas, a resposta correta depende de mais do que encontrar palavras parecidas: é preciso verificar se a expressão retoma o mesmo elemento e se o contexto autoriza a troca. Nas alternativas erradas, explico o raciocínio que pode estar por trás da escolha, para que você use o item como instrumento diagnóstico. A letra do distrator mais provável registrada na ficha não significa que todos os alunos que a marcarem tenham a mesma dificuldade; a justificativa oral ou escrita ajuda a confirmar a hipótese. Os marcadores ao fim de cada questão permitem ao sistema apresentar a ficha técnica correspondente, sem duplicá-la aqui.

Questão 1 — Qual expressão retoma “biblioteca” por substituição lexical?

No relato da viagem escolar, o professor escreveu: “A biblioteca era silenciosa. O local tinha muitos livros e mesas organizadas.” Qual expressão retoma “biblioteca” por substituição lexical?

  • ❌ A) “Mesas organizadas”. Erro: amplia a descrição do espaço, mas não substitui “biblioteca”. Revela confusão entre informação sobre o referente e retomada do próprio referente.
  • ❌ B) “Muitos livros”. É um detalhe do ambiente, não outro nome para biblioteca. A escolha revela associação temática sem teste de equivalência.
  • ❌ C) “A biblioteca” retoma “o local”. Inverte a direção da referência: no trecho, “o local” retoma “a biblioteca”. O erro pode indicar dificuldade em acompanhar a ordem das expressões.
  • ✅ D) “O local”. Retoma “biblioteca” por substituição lexical e mantém a referência ao mesmo espaço.
  • ❌ E) “Silenciosa”. Qualifica a biblioteca, mas não a nomeia novamente. A escolha revela confusão entre adjetivação e retomada lexical.

Gabarito: D. Peça ao aluno que diferencie a expressão que nomeia novamente o lugar das palavras que apenas descrevem ou detalham esse lugar.

Questão 2 — Como evitar a repetição de “a atividade” por substituição lexical?

No relato de aula, lê-se: “O professor explicou a atividade. A atividade seria feita em dupla. A atividade valia nota.” Qual recurso de substituição lexical é mais adequado para evitar a repetição de “a atividade”?

  • ❌ A) Trocar por “a aula”. A expressão amplia o sentido e pode designar todo o encontro, não a tarefa específica. Revela dificuldade de preservar o referente.
  • ❌ B) Trocar por “ela”. O pronome retoma o referente, mas não é uma expressão lexical equivalente como solicita o enunciado. Revela que o aluno reconhece a coesão, mas mistura mecanismos.
  • ❌ C) Repetir “a atividade”. Não evita a repetição. Pode revelar que o aluno não acompanhou o comando ou não identificou o problema apontado.
  • ❌ D) Omitir a expressão e confiar no contexto. Isso é supressão, não substituição lexical. Revela que percebe a repetição, mas escolhe outro recurso.
  • ✅ E) Trocar por “essa tarefa”. A expressão é equivalente no contexto e mantém o mesmo referente sem repetir o termo.

Gabarito: E. Vale pedir que a turma compare “essa tarefa” e “ela”, explicando como ambas retomam, mas por recursos diferentes.

Questão 3 — Qual expressão substitui “chuva” por sinônimo?

Leia o texto: “Por que a chuva de ontem trouxe tanto brilho ao pomar? O fenômeno molhou as folhas e acariciou os frutos jovens. Essa precipitação permitiu o crescimento dos brotos e renovou a paisagem. Ela também limpou o pó acumulado sobre as pétalas e deixou gotas vivas sobre o solo. Depois de horas de sol, o solo finalmente se aqueceu, revelando o verde intenso. A natureza, satisfeita, pareceu despertar para um novo dia.” Em que expressão ocorre substituição lexical de “chuva” por sinônimo?

  • ✅ A) “Essa precipitação”. “Precipitação” funciona como sinônimo de “chuva” no trecho. A resposta reconhece a retomada lexical contextual.
  • ❌ B) “Os brotos”. Não são sinônimos de “frutos jovens”; são elementos diferentes da planta. A escolha revela associação temática sem equivalência.
  • ❌ C) “Ela”. É um pronome anafórico que retoma “chuva”, mas não uma substituição lexical por sinônimo. Revela confusão entre pronome e nome.
  • ❌ D) “As pétalas”. Pétalas e folhas são partes distintas, não sinônimos. A escolha pode indicar leitura por proximidade no cenário natural.
  • ❌ E) “O fenômeno”. É um termo mais genérico, não um sinônimo específico de “chuva”. A ficha registra essa alternativa como distrator provável; a escolha revela dificuldade de distinguir categoria ampla de equivalência lexical.

Gabarito: A. A questão permite comparar uma retomada lexical, uma pronominal e um termo geral dentro do mesmo texto.

Questão 4 — Que par exemplifica substituição lexical de substantivo por sinônimo?

Leia o texto sobre o casarão desocupado: “Por que o velho casarão ao lado da praça está desocupado? Vizinhos comentam que o antigo imóvel, construído no século XIX, precisa de reformas urgentes. O prédio possui fachadas de azulejos originais e janelas artísticas, mas encontra-se em ruínas. Ele já foi residência de famílias tradicionais e agora aguarda restauração. Muitos acreditam que a recuperação do edifício histórico pode valorizar o entorno e revigorar o comércio local.” Qual par exemplifica substituição lexical de substantivo por sinônimo?

  • ❌ A) “Fachadas de azulejos originais” / “janelas artísticas”. São elementos diferentes da construção, não sinônimos. A escolha revela confusão entre partes do mesmo lugar e nomes do lugar.
  • ❌ B) “Edifício histórico” / “entorno”. O entorno é a área ao redor, não o edifício. A ficha indica B como distrator provável; a resposta sugere dificuldade de acompanhar os referentes.
  • ❌ C) “O prédio” / “ele”. “Ele” é pronome que retoma “o prédio”, não sinônimo lexical. Revela mistura entre retomada pronominal e lexical.
  • ✅ D) “Velho casarão” / “antigo imóvel”. As expressões compartilham o referente e apresentam nomes de sentido semelhante no contexto.
  • ❌ E) “Famílias tradicionais” / “comércio local”. Referem-se a elementos diferentes, sem sinonímia. A escolha pode apontar leitura superficial do tema geral.

Gabarito: D. Peça que os alunos mostrem no texto em que ordem aparecem as duas expressões e expliquem o que permite reconhecer o mesmo referente.

Questão 5 — Em qual alternativa há substituição lexical no texto sobre leitura itinerante?

Leia: “— Você já ouviu falar da iniciativa de leitura itinerante? — perguntou a organizadora à bibliotecária. O projeto circulou por três bairros, levando livros a escolas e praças. Essa ação estimulou a participação de diversas turmas. A proposta também incluiu oficinas de contação de histórias com autores locais. Os relatos dos professores destacaram como essa ação renovou o interesse pela leitura. Ao final, a iniciativa atingiu mais de 500 estudantes. O projeto foi elogiado pela comunidade.” Em qual alternativa há substituição lexical de um substantivo por sinônimo?

  • ✅ A) “Projeto” por “ação”. No contexto, “essa ação” retoma o projeto, mantendo o referente com outra palavra.
  • ❌ B) “Iniciativa” por “leitura”. Os termos não são sinônimos: um nomeia a iniciativa e o outro o tema ou conteúdo. A ficha aponta B como distrator provável; a escolha revela associação temática.
  • ❌ C) “Bibliotecária” por “organizadora”. São papéis distintos no trecho, não sinônimos. Revela que o aluno aproxima pessoas sem verificar se são a mesma função ou referente.
  • ❌ D) “Proposta” por “oficinas”. A proposta inclui oficinas, mas não é equivalente a elas. Revela confusão entre conjunto e parte.
  • ❌ E) “Ação” por “comunidades”. São conceitos diferentes. A escolha pode indicar que o aluno considera apenas a proximidade no texto.

Gabarito: A. A justificativa deve mencionar tanto a semelhança de sentido quanto a manutenção do referente no texto.

Questão 6 — Que substituição retoma o mesmo grupo de pessoas?

Leia o texto sobre o jardim comunitário: “Por que tantas áreas urbanas ficam abandonadas e degradadas? Um grupo de moradores decidiu transformar uma praça ociosa em um jardim comunitário. Os moradores se reuniam aos fins de semana para limpar o local e plantar mudas. O coletivo mobilizou voluntários, arrecadou fundos e instalou bancos e fontes. Em seguida, os habitantes incluíram placas informativas sobre espécies nativas. Eles também promoveram oficinas de compostagem para envolver vizinhos.” Qual substituição lexical estabelece sinonímia entre termos referentes ao mesmo grupo de pessoas?

  • ✅ A) “Moradores” por “habitantes”. Os dois termos retomam o mesmo grupo de pessoas por sinonímia.
  • ❌ B) “O coletivo” por “voluntários”. Não são sinônimos: coletivo nomeia o grupo; voluntários, pessoas que participam. A ficha indica B como distrator provável, revelando confusão entre termos relacionados e equivalentes.
  • ❌ C) “O local” por “a praça”. É uma retomada referencial, mas não o exemplo de sinonímia solicitado. A escolha pode revelar que o aluno reconhece o lugar, mas não testa a relação lexical.
  • ❌ D) “Eles” por “os habitantes”. “Eles” é pronome anafórico. Revela dificuldade em distinguir retomada pronominal de lexical.
  • ❌ E) “O coletivo” por “os moradores”. O trecho relaciona os termos ao contexto, mas a ficha não os classifica como sinonímia lexical; trata-se de referência anafórica. A escolha revela confusão entre referência e sinônimo.

Gabarito: A. Explore o motivo de “habitantes” nomear o mesmo grupo, enquanto “voluntários” destaca uma condição ou participação.

Questão 7 — Qual exemplo de substituição lexical aparece no relato do passeio?

Leia: “— Você preparou o lanche para o passeio de domingo? — perguntou João ao se arrumar para a viagem ao sítio dos avós. — Sim, respondi. Levei pão, queijo e frutas, mas chamei tudo de petisco para parecer mais divertido. Ele concordou: ‘Ótima ideia! Assim evitamos repetir a mesma palavra.’ No carro, conversamos sobre a plantação de morangos que veremos e planejamos tirar várias fotos. Quando chegamos, organizei os petiscos sobre a mesa e senti o aroma fresco do mato ao redor.” Qual alternativa traz um exemplo de substituição lexical?

  • ❌ A) “Carro” por “veículo”. Essa substituição não ocorre no texto. A ficha indica A como distrator provável; a escolha revela que o aluno pode responder com uma possibilidade externa, sem localizar o exemplo efetivamente usado.
  • ✅ B) “Lanche” por “petisco”. “Petisco” retoma o lanche e evita repetição, mantendo a referência no contexto.
  • ❌ C) “Mato” por “aroma”. “Aroma” nomeia uma característica sensorial, não é sinônimo de mato. Revela confusão entre referente e atributo.
  • ❌ D) “Fotos” por “elas”. O pronome não aparece como retomada de “fotos” no trecho. A escolha revela que o aluno pode estar respondendo sobre um mecanismo possível, e não sobre o texto.
  • ❌ E) “Avós” por “eles”. Não há essa retomada pronominal no texto. Revela dificuldade de localizar as expressões antes de classificá-las.

Gabarito: B. O comentário do próprio texto sobre evitar repetição ajuda a localizar a intenção, mas ainda é necessário confirmar a equivalência contextual.

Questão 8 — Qual trecho retoma “o projeto de cultivo de hortaliças” por sinônimo?

Leia o texto: “Ação em curso: uma horta comunitária produz verduras e legumes em terreno ocioso de um bairro periférico, envolvendo voluntários e famílias locais. O projeto de cultivo de hortaliças começou há seis meses com apoio de uma escola municipal, que cedeu ferramentas e sementes. Desde então, os voluntários organizam mutirões semanais para preparar a terra, semear e irrigar. No relatório divulgado pelo grupo, destaca-se que essa iniciativa beneficia cerca de 50 famílias em vulnerabilidade social e promove a participação de jovens aprendizes.” Qual trecho contém a substituição lexical de “o projeto de cultivo de hortaliças” por sinônimo?

  • ❌ A) “Os voluntários organizam mutirões semanais”. Informa ações relacionadas, mas não substitui o projeto por outro nome. Revela associação entre atividade e iniciativa.
  • ❌ B) “Ampliar a renda familiar por meio da comercialização dos excedentes”. Apresenta um objetivo, não uma retomada lexical. A escolha revela confusão entre consequência ou finalidade e referente.
  • ❌ C) “Promove a participação de jovens aprendizes”. Indica uma ação ou resultado da iniciativa, sem nomeá-la novamente. A ficha registra C como distrator provável; a escolha revela que o aluno pode tomar uma consequência como sinônimo.
  • ❌ D) “No relatório divulgado pelo grupo”. Introduz o documento, não retoma o projeto. Revela dificuldade de identificar a expressão que ocupa a posição de referente.
  • ✅ E) “Essa iniciativa beneficia cerca de 50 famílias em vulnerabilidade social”. “Essa iniciativa” retoma lexicalmente o projeto de cultivo de hortaliças.

Gabarito: E. Peça que a turma separe a expressão que nomeia novamente o projeto das informações sobre o que ele faz ou produz.

Quais dúvidas os professores costumam ter sobre substituição lexical?

As dúvidas mais comuns envolvem a fronteira entre sinônimo, pronome e palavra associada ao mesmo tema. Para responder com segurança, volto sempre a duas perguntas: a expressão candidata nomeia o mesmo referente? E essa troca preserva o sentido naquele contexto? Se a resposta for não, provavelmente estamos diante de outro mecanismo ou de uma informação relacionada. Também é comum perguntar quando cobrar a nomenclatura. Eu prefiro começar pelo reconhecimento funcional e introduzir o termo técnico depois que os alunos já conseguem explicar a relação. A seguir, respondo a questões práticas de planejamento, correção e avaliação, usando os padrões das fichas sem transformar uma dificuldade frequente em regra para todos os estudantes.

Sinônimo precisa ter exatamente o mesmo significado?

Não necessariamente em todos os contextos da língua. Para a questão, o importante é que as expressões tenham sentido suficientemente próximo naquele trecho e retomem o mesmo referente. A equivalência contextual importa mais do que uma definição de dicionário isolada.

“Ele” ou “ela” podem ser substituição lexical?

Não. São pronomes que podem retomar um referente, mas não são sinônimos lexicais. Essa distinção aparece nas questões sobre atividade, chuva e prédio. Vale explicar que ambos contribuem para a coesão, embora sejam mecanismos diferentes.

Como diferencio uma palavra relacionada de um sinônimo?

Verifico se a expressão candidata pode nomear o mesmo elemento sem mudar o referente. “Livros” se relaciona com “biblioteca”, mas não é outro nome para a biblioteca. Reescrever o trecho ajuda a tornar a diferença visível.

Devo corrigir uma resposta errada antes de pedir justificativa?

Se o objetivo é diagnóstico, peço primeiro que o aluno explique a escolha. A justificativa revela se ele confundiu sinonímia, pronome, descrição ou associação temática. Depois, corrijo e proponho uma comparação que ataque especificamente a dificuldade observada.

Como usar essas questões sem transformar a aula em treino de gabarito?

Peço que os alunos identifiquem referente, retomada e mecanismo, além de explicar por que os distratores não servem. Também proponho reescrita de frases e produção de exemplos próprios. Assim, a questão serve para ensinar o raciocínio, não apenas memorizar a letra correta.

Quando posso considerar que a turma aprendeu?

Quando os estudantes reconhecem o referente, distinguem sinônimo de pronome e de informação relacionada, justificam a equivalência no contexto e conseguem usar a substituição em uma reescrita sem criar ambiguidade. Uma única resposta certa não basta para confirmar domínio.

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