Pronome relativo e antecedente: por que o aluno escolhe um termo próximo, mas errado
Quando o aluno identifica o “que”, mas aponta para o termo errado, o problema costuma ser mais do que gramática: é preciso ler a relação entre as orações. Veja como diagnosticar e ensinar esse conceito em Português e Inglês.
Já vi esse erro aparecer numa leitura que parecia simples: o aluno localiza o “que” e, sem voltar à oração, escolhe o substantivo mais chamativo do parágrafo. Numa questão sobre “a biblioteca móvel que circula pelo bairro”, alguns apontariam para “moradores” ou para atividades citadas depois, porque estão próximos do tema. O estudante reconhece a palavra, mas ainda não acompanha a ligação que ela estabelece. Quando peço que leia em voz alta, a relação fica mais evidente; quando há alternativas, a proximidade e a associação de ideias voltam a competir com a estrutura da frase.
Em inglês, noto uma dificuldade aparentada, mas não idêntica: há quem confunda quem realiza a ação, a quem ela se refere e de quem algo é. Em “the girl whose backpack is blue”, por exemplo, reconhecer “girl” não basta: é preciso perceber a posse indicada por “whose”. Eu não trato esses deslizes como falta de atenção por padrão. Eles são pistas sobre o que a turma já compreende e o que precisa ser ensinado explicitamente: localizar o antecedente, verificar a função do relativo e usar a estrutura da oração para confirmar a escolha.
O que é pronome relativo e antecedente, explicado para o professor?
Pronome relativo é a palavra que retoma um termo anterior e, ao mesmo tempo, conecta esse termo a uma oração que acrescenta informação. O termo retomado chama-se antecedente. Em “O aluno que estudou passou na prova”, “que” retoma “o aluno” e introduz a informação “estudou”. Em “a iniciativa, que atende crianças e adultos”, o antecedente é “a iniciativa”. A referência não deve ser escolhida apenas pelo assunto geral do texto: é preciso observar a construção sintática e o trecho específico indicado. Em inglês, também se estabelecem relações entre antecedente e oração, com formas como “who”, “which”, “that” e “whose”; esta última expressa posse. O conceito aparece no 6º, 7º, 8º e 9º anos, em Língua Portuguesa e Língua Inglesa, nas habilidades EF08LP15, EF09LP09, EF07LI19, EF06LI19 e EF09LI15.
Para o diagnóstico, eu separo duas perguntas que os alunos costumam misturar: “Qual é o pronome relativo?” e “Que termo ele retoma?”. Encontrar “que” não prova, por si só, que a relação foi compreendida. Também verifico se a turma reconhece que a mesma forma pode desempenhar funções diferentes: em “o livro que você me deu”, o relativo retoma “livro”; em “não sei por que ele saiu”, “por que” tem valor interrogativo, não relativo. Em inglês, saber traduzir a frase tampouco garante que o estudante escolha o relativo apropriado para pessoa, coisa ou posse.
Esse conteúdo não é somente uma lista de palavras para decorar. Ele ajuda o estudante a perceber como as partes de uma frase se conectam e como informações são acrescentadas sem repetir continuamente o mesmo nome. Em leitura, a identificação do antecedente contribui para acompanhar quem ou o que está sendo descrito. Em produção textual, favorece a construção de períodos mais articulados. Quando a resposta está errada, portanto, vale descobrir se faltou reconhecer a classe gramatical, interpretar a oração ou acompanhar a referência no texto.
O que o aluno precisa saber antes de estudar pronomes relativos?
Antes de cobrar a identificação do antecedente, eu verifico se a turma reconhece pronomes e classes gramaticais, distingue nomes de verbos e consegue localizar elementos básicos da oração. Nas fichas das questões, aparecem como pré-requisitos pronomes pessoais e possessivos, classes gramaticais, identificação de orações subordinadas, análise de frases, estrutura da oração e, em inglês, pronomes e estrutura de frases. Também há fichas que pressupõem familiaridade com pronomes relativos básicos. Isso sugere que não existe uma única escada rígida: parte dos alunos precisa retomar o conceito, enquanto outros já o conhecem e precisam aplicá-lo em frases ou textos. Para verificar a base, proponho frases curtas, peço que circulem os nomes e marquem sujeito e verbo, depois comparo o desempenho antes de acrescentar um trecho subordinado.
Uma checagem breve pode começar por frases que não envolvem relativas. Peço que identifiquem “ela”, “aquele”, “dela” e “que” em exemplos diferentes, justificando o que cada forma faz. Se um aluno considera todo “que” um pronome relativo, há uma confusão de classe ou de função que precisa ser resolvida antes da interpretação de textos mais longos. Se entende que “dela” retoma “a casa”, mas não o classifica como relativo, já demonstra alguma capacidade de acompanhar referência, embora ainda precise separar coesão de categoria gramatical.
Depois, verifico a estrutura da oração. Em “O artista pintou o mural”, a turma consegue dizer quem pratica a ação, qual é o verbo e o que foi pintado? Em inglês, uma frase como “The book was interesting” pode revelar se o estudante reconhece sujeito e predicado sem depender da tradução palavra por palavra. Essas tarefas não são prova completa do pré-requisito, mas ajudam a localizar a barreira: desconhecimento de vocabulário, dificuldade de leitura ou análise gramatical ainda instável.
Eu também peço que os estudantes apontem o nome retomado em uma frase já resolvida, antes de oferecer alternativas. Essa etapa mostra se conseguem explicar a relação sem a pista visual da opção correta. As fichas indicam que as questões selecionadas não exigem cálculo. Assim, se a turma demora, investigo a leitura, a localização dos termos e a compreensão da oração, em vez de atribuir a dificuldade a uma habilidade matemática. Para uma aplicação organizada, posso montar uma sequência curta no gerador de provas do GeraProva e ajustar o nível de leitura ao objetivo da aula.
Quais são os erros mais comuns com pronome relativo e antecedente?
Nas oito questões, o padrão recorrente é procurar um termo plausível pelo tema ou pela proximidade, sem confirmar a relação gramatical: isso aparece com clareza nas questões sobre biblioteca, iniciativa, vigas e a frase inglesa do livro. Outro foco é confundir formas de aparência familiar: em português, “que” relativo com “por que” interrogativo; em inglês, “who”, “which”, “that” e “whose” com funções distintas. Não é correto transformar isso numa estatística de frequência geral da turma: são tendências que as fichas permitem observar neste conjunto, não uma amostra de todos os alunos. O distrator mais escolhido varia entre as questões — B, E, B, B, A, C, A e B —, por isso vale analisar cada resposta errada e seu contexto, sem tratar uma letra específica como indicador universal.
1. Escolher o termo mais próximo ou mais chamativo
Na questão da biblioteca móvel, “rodas de conversa” é um distrator plausível porque aparece no texto e pertence ao mesmo campo de sentido. Mas o “que” da pergunta retoma “biblioteca móvel”. Na questão das vigas, “a construção” é citada perto e se relaciona ao cais, mas o relativo em foco está em “as vigas originais, que resistiram ao tempo”. Se o aluno escolhe um elemento distante ou apenas tematicamente relacionado, o erro revela que ainda não está usando a oração como unidade de análise. Eu intervenho delimitando o trecho: sublinho o relativo, pergunto qual expressão pode ocupar seu lugar e leio novamente a oração completa.
2. Confundir antecedente com sujeito, verbo ou outra parte da frase
Em “The book that you gave me was interesting”, alguns estudantes podem escolher “you”, porque é o sujeito de “gave”. Entretanto, “that” retoma “the book”: é o livro que foi dado. O distrator “you” mostra que o aluno talvez esteja procurando quem pratica a ação, e não o termo retomado pelo relativo. Eu separo as duas perguntas no quadro: “Quem deu?” e “O que foi dado?”. Em seguida, peço que relacionem cada resposta ao trecho correspondente. A comparação torna visível que antecedente e sujeito podem ser elementos diferentes, sem exigir que a turma decore uma explicação longa antes de compreender a relação.
3. Tratar todo “que” como pronome relativo
A alternativa “Não sei por que ele saiu” pode atrair quem reconhece a forma “que”, mas ignora o papel de “por que” na pergunta indireta. O erro revela uma classificação baseada na aparência da palavra, não no que ela faz. Em “O aluno que estudou passou na prova”, por outro lado, “que” retoma “o aluno” e introduz a informação “estudou”. Para intervir, não peço apenas que memorizem a grafia. Comparo frases lado a lado e faço a turma identificar se há um termo anterior retomado pelo “que” e se ele introduz uma oração relacionada a esse termo.
4. Confundir pessoas, coisas, posse e função em inglês
As questões de inglês exploram escolhas diferentes. “Who” se relaciona a pessoas como sujeito na frase do artista; “whose” indica posse nas frases sobre a mochila e as habilidades de futebol; “which” não substitui esses relativos nos exemplos apresentados. Em “whose backpack”, há uma relação de posse entre a menina e a mochila. Em “whose soccer skills”, as habilidades pertencem ao amigo. O distrator pode mostrar que o aluno tenta escolher por associação simples — por exemplo, “pessoa pede who” — sem observar que a frase exige indicar posse. Eu intervenho perguntando o que falta na oração: uma pessoa que realiza a ação, uma coisa ou uma relação de pertencimento?
5. Usar a lógica do texto no lugar da referência da oração
Na questão das vigas, “o lugar” e “o projeto” fazem sentido no contexto, mas não são o antecedente de “que” em “as vigas originais, que resistiram ao tempo”. Esse tipo de resposta revela que o estudante compreendeu parte da situação narrada, porém não distinguiu a inferência global da ligação local. Não trato a compreensão temática como algo ruim; mostro que ela precisa ser complementada. Peço que o aluno leia apenas a oração em foco, troque “que” por “as vigas originais” e veja se o resultado preserva o sentido. Depois, retomamos o parágrafo para conferir se a interpretação local se encaixa no texto.
Como ensinar pronome relativo e antecedente passo a passo?
Eu começo com uma frase familiar e duas ideias simples: “A biblioteca circula pelo bairro. A biblioteca recebe moradores.” Pergunto como evitar repetir “a biblioteca” e mostro “A biblioteca que circula pelo bairro recebe moradores”. A turma observa que o relativo retoma um nome e conecta uma informação. Só depois introduzo o vocabulário técnico “antecedente”. Essa sequência aproveita a dica recorrente das fichas: identificar o termo que o pronome substitui ou retoma. Em seguida, modelamos a leitura em voz alta, destacamos a oração e confirmamos a hipótese substituindo o relativo pelo antecedente. O objetivo inicial é tornar a relação visível; a nomenclatura e a classificação ficam mais estáveis quando o estudante consegue explicar o que está acontecendo na frase.
Na segunda etapa, comparo exemplos e não exemplos. “O aluno que estudou passou” traz um relativo que retoma “o aluno”; “aquele carro” contém um demonstrativo; “não sei por que saiu” é uma pergunta indireta; “gosto dela” não apresenta pronome relativo. Peço justificativas curtas, em vez de aceitar somente a identificação. A dica das fichas — localizar o termo retomado e verificar a função do relativo — vira um procedimento de resolução que a turma pode repetir: encontrar a forma em foco, delimitar a oração, buscar um antecedente possível e testar a substituição.
Na terceira etapa, passo de frases isoladas para textos breves. Uso uma questão como a da iniciativa comunitária e peço que o aluno identifique primeiro o “que” indicado, não todos os relativos da passagem. Em textos com mais de um antecedente possível, como o trecho sobre o cais, a turma precisa justificar por que “as vigas originais” funciona e por que “a construção” não funciona naquela oração. Isso desenvolve leitura atenta sem transformar a atividade em caça a palavras. A intervenção é gradual: começo com referência direta, sigo para opções concorrentes e termino com informação distribuída pelo parágrafo.
Em inglês, mantenho a mesma pergunta sobre o antecedente, mas acrescento a função específica da forma. A turma distingue “who” para pessoa como sujeito nos exemplos, “whose” para posse e “which” para coisas, sem fingir que uma tradução automática resolve todas as escolhas. Trabalho com pares como “the artist who painted” e “the girl whose backpack is blue”. A frase incompleta ajuda a observar se o aluno percebe o que vem depois do espaço: um verbo ligado à pessoa ou um nome possuído. No final, cada estudante explica uma escolha usando o antecedente e a função, e não apenas “porque soa melhor”.
Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento?
Eu escolho a questão de acordo com o que quero descobrir. Para abertura ou avaliação rápida, itens diretos, de leitura baixa e tempo curto podem verificar reconhecimento inicial; nas fichas, as questões de identificação em inglês e a escolha entre categorias têm esse perfil. Para diagnóstico mais fino e progressão, textos interpretativos com leitura média e resolução média permitem observar se o aluno distingue antecedente imediato, termo distante e associação temática. As fichas identificam essas questões como adequadas a prova, atividade, lição, diagnóstico, simulado e avaliação rápida em diferentes combinações; nenhuma exige cálculo. Como o poder de discriminação aparece como baixo em um item de reconhecimento e médio nos demais, eu não uso uma resposta isolada para rotular domínio: combino resultados, justificativas e uma tarefa de transferência para outro exemplo.
Uma questão direta de escolha entre pronomes relativos pode funcionar como abertura de prova ou revisão breve: pede pouco texto e ajuda a verificar se categorias como relativo, demonstrativo e interrogativo estão diferenciadas. O poder de discriminação baixo registrado para esse item recomenda cautela: acertar pode indicar reconhecimento inicial, mas não necessariamente compreensão profunda da referência em texto. Eu uso esse resultado para decidir se vale retomar os exemplos, não para concluir que toda a turma domina o conteúdo.
Para diagnosticar a relação com o antecedente, prefiro itens interpretativos com um trecho curto e o pronome destacado. As questões sobre a iniciativa e as vigas pedem que o aluno considere alternativas que aparecem no contexto; as fichas registram leitura e tempo médios, papel de progressão e poder de discriminação médio. São úteis em prova ou atividade, e também aparecem como adequadas a lição, diagnóstico, simulado e avaliação rápida. Eu recolho a justificativa junto da alternativa: ela mostra se o aluno localizou a oração ou se acertou por tentativa.
Ao montar uma sequência, distribuo os papéis: começo com uma questão de abertura, avanço para uma interpretativa e fecho com uma situação de consolidação ou transferência. Como os tempos registrados são “curto” e “médio”, planejo a aplicação considerando a leitura necessária, não apenas o número de alternativas. Os itens listados não exigem cálculo; o desafio é linguístico. Posso usar uma questão como atividade coletiva, outra como lição de casa ou avaliação individual, respeitando as indicações específicas de cada ficha. Para um simulado, verifico quais itens estão marcados como adequados a esse formato e evito transformar toda a avaliação em exercícios idênticos.
Se quero entender o raciocínio, posso pedir que o estudante risque o antecedente, circule o relativo e escreva uma frase de confirmação, como “as vigas originais resistiram ao tempo”. Isso não altera o item validado: é uma etapa de análise posterior. Também comparo questões de Português e Inglês sem presumir que um acerto numa língua garante domínio na outra. O princípio da referência pode ser transferido, mas o vocabulário e as escolhas gramaticais têm exigências próprias.
O que ensinar antes de pronome relativo e antecedente?
O acervo aponta cinco conhecimentos que ajudam a preparar o ensino: uso de pronomes relativos, estrutura da frase, pronomes em inglês, coesão textual e análise crítica de texto. Em vez de apresentar essa lista como uma sequência única obrigatória, eu a uso para diagnosticar o ponto de partida. Se a turma não identifica nomes e verbos, retomo a estrutura da frase. Se conhece a oração, mas não acompanha o referente entre períodos, trabalho coesão. Se o obstáculo está em inglês, verifico pronomes e estruturas da língua antes de cobrar a escolha de “who” ou “whose”. A análise de informação e de relações no texto pode ser retomada com o material de análise crítica de texto, conectando leitura cuidadosa e evidência gramatical.
O “uso de pronomes relativos” pode funcionar como revisão quando o aluno já reconhece a forma, mas não explica a referência. Começo por “que”, “quem” e outros exemplos previstos no nível da turma, sempre perguntando qual termo anterior está sendo retomado. Em estrutura da frase, identifico sujeito, verbo e complementos em períodos curtos. Essa etapa ajuda a separar o antecedente de outros elementos com função diferente, como o sujeito de uma oração inserida.
Para a Língua Inglesa, verifico se os estudantes reconhecem pronomes e conseguem interpretar estruturas básicas sem depender exclusivamente de traduzir cada palavra isoladamente. A atividade “The book that you gave me was interesting” exige localizar o livro apesar de “you” estar próximo do relativo e ter função de sujeito em outra parte da frase. Já “whose backpack” exige perceber a posse. Se o estudante não domina esses componentes, uma resposta incorreta pode refletir vocabulário ou estrutura, não somente desconhecimento do antecedente.
Coesão textual e análise crítica entram quando a turma já precisa justificar referências num contexto maior. Peço que compare uma leitura local — qual expressão o relativo retoma naquela oração — com a interpretação geral do parágrafo. Essa distinção ajuda a aproveitar o sentido global sem deixar que ele substitua a análise gramatical. Em todas as etapas, as respostas abertas e as explicações das alternativas erradas são tão úteis quanto o acerto para decidir o que ensinar antes de avançar.
Para onde o conceito de pronome relativo e antecedente leva?
Dominar a relação entre relativo e antecedente prepara o estudante para compreender e produzir estruturas mais articuladas. No percurso indicado pelo acervo, “uso de pronomes relativos” reaparece como conceito de revisão e aprofundamento, e “Antecedente do pronome relativo” aparece como conceito que se conecta diretamente ao tema. Em sala, isso significa sair da identificação de uma palavra em uma frase curta e avançar para a interpretação de referências em períodos e textos. O aluno passa a justificar como uma oração caracteriza um nome, acompanha quem ou o que está em foco e escolhe formas adequadas ao sentido. Em inglês, pode contrastar referência a pessoas, coisas e posse nos exemplos estudados. Essa aprendizagem também favorece leitura e escrita mais coesas, sem prometer que um único conteúdo resolva todas as dificuldades de compreensão textual.
O passo seguinte não é necessariamente aumentar a quantidade de regras. Posso manter a mesma estrutura e variar a distância entre antecedente e relativo, a presença de outros nomes concorrentes e o gênero textual. O estudante começa com “o aluno que estudou”, passa a identificar relações em parágrafos e, depois, explica como a oração acrescenta informação. Assim, a revisão do uso de pronomes relativos se apoia na compreensão da referência, em vez de ser apenas repetição de nomenclatura.
O estudo do antecedente também oferece uma ponte para produção textual. Depois de analisar exemplos, peço que os alunos combinem duas frases sem perder clareza e que expliquem qual nome foi retomado. Em inglês, podem completar ou construir frases simples com as formas trabalhadas, observando a relação de posse ou de pessoa. A tarefa precisa respeitar o nível da turma: a meta é tornar explícita a ligação, não introduzir simultaneamente estruturas que ainda não foram ensinadas.
Quando o estudante acerta a alternativa, mas não consegue explicar por que ela funciona, eu marco esse resultado como um ponto a acompanhar. Quando erra e identifica corretamente a oração depois de uma intervenção, já temos evidência para planejar revisão específica. Esse acompanhamento permite usar o conteúdo como base de novas leituras e produções, com critérios observáveis: localizar o relativo, apontar o antecedente, confirmar a relação e justificar a função da forma no contexto.
Que ligações há com outros temas e habilidades?
As questões situam o conceito em contextos cotidianos e abstratos. Há uma biblioteca móvel, iniciativas comunitárias, um cais restaurado e frases sobre livros, artistas, mochilas e habilidades esportivas. Esses contextos permitem trabalhar cidadania e memória coletiva sem perder o foco linguístico: a tarefa continua sendo identificar referência e função. As fichas registram cidadania e ética como tema transversal em algumas questões de inglês, e apontam tomada de decisão ou pensamento crítico como habilidades socioemocionais. Não significa que todo item avalie essas competências de forma independente. Significa que posso aproveitar a leitura para pedir uma escolha justificada, comparar interpretações e conversar sobre os temas apresentados, mantendo separado o objetivo gramatical do debate contextual.
Na questão da biblioteca, a turma encontra acesso à cultura e convivência entre moradores; no texto do cais, aparecem memória do lugar, relatos de famílias e colaboração local. Posso propor uma conversa sobre o conteúdo, mas avalio separadamente a identificação do antecedente. Assim, um aluno pode ter uma opinião pertinente sobre a importância de espaços comunitários e ainda precisar de apoio na análise da oração. Fazer essa distinção protege tanto a aprendizagem de Língua Portuguesa quanto a qualidade da avaliação.
As habilidades socioemocionais descritas nas fichas — tomada de decisão e pensamento crítico — aparecem no modo como o estudante seleciona e justifica uma alternativa. Em vez de apresentar uma letra como palpite, ele reúne pistas: o trecho indicado, o termo anterior e a função da oração. Em trabalho colaborativo, posso pedir que duplas defendam respostas diferentes com evidências do enunciado e depois revisem a hipótese. O foco é argumentar com base na frase, não premiar quem fala mais depressa.
Também há uma ponte entre Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Em ambas, os alunos podem procurar o termo retomado; porém, as formas e restrições não são intercambiáveis. Comparar “que” e “that” pode ajudar a notar a função de ligação, enquanto “whose” pede atenção à posse. Ao fazer essa comparação, evito sugerir correspondência automática entre palavras. Contexto, estrutura e função precisam orientar a análise em cada língua.
8 questões comentadas sobre pronome relativo e antecedente
Para usar as questões como instrumento pedagógico, peço que a turma leia o enunciado inteiro antes de olhar as alternativas e que justifique a escolha. A resposta correta mostra o alvo conceitual; as erradas ajudam a localizar uma hipótese do aluno — proximidade, associação temática, confusão de classe ou falta de atenção à posse. Nas explicações abaixo, explicito o que cada alternativa revela para orientar a intervenção. As questões aparecem em anos e disciplinas diferentes, então o nível de leitura e o conhecimento de inglês precisam ser considerados. As fichas completas ficam associadas aos marcadores para consulta pedagógica, sem duplicar aqui seus dados técnicos.
Questão 1 — Qual é o antecedente de “que” em “a biblioteca móvel que circula pelo bairro”?
Enunciado: “Por que tantos moradores valorizam a biblioteca móvel que circula pelo bairro?” Analise o texto e identifique o antecedente do pronome relativo “que”.
- ✅ A) A expressão “biblioteca móvel”. “Que” retoma esse grupo nominal: é a biblioteca móvel que circula pelo bairro. A resposta revela que o aluno delimitou a oração e verificou a referência.
- ❌ B) “Rodas de conversa”. Aparece no texto, mas não é o termo retomado na pergunta. Escolhê-la sugere associação com uma informação próxima ou relevante, sem checar a oração em foco.
- ❌ C) “Oficinas de leitura”. É mencionada depois e não corresponde ao antecedente do “que” da pergunta. A escolha pode revelar que o aluno percorreu o parágrafo sem respeitar a posição e a estrutura do trecho indicado.
- ❌ D) “Moradores”. Eles valorizam a biblioteca, mas não são o antecedente do relativo nessa construção. O erro sugere confusão entre quem realiza a ação e o nome descrito pela oração relativa.
- ❌ E) O verbo “valorizar”. Um verbo não é o antecedente nominal pretendido nesta frase. A escolha revela que o aluno ainda precisa distinguir verbos e expressões nominais.
Gabarito comentado: A. Para confirmar, substitua “que” por “a biblioteca móvel”: “a biblioteca móvel circula pelo bairro”.
Questão 2 — Qual alternativa apresenta um pronome relativo?
Enunciado: “Qual das alternativas abaixo apresenta um exemplo de pronome relativo?”
- ❌ A) “Ele viu aquele carro na rua.” “Aquele” é demonstrativo; aponta para um carro, mas não retoma antecedente e introduz uma oração relativa. O erro sugere classificação pela presença de um pronome, sem distinguir sua função.
- ✅ B) “O aluno que estudou passou na prova.” “Que” retoma “o aluno” e liga essa expressão à informação “estudou”. A resposta mostra reconhecimento da retomada e da conexão entre orações.
- ❌ C) “A casa é antiga, mas gosto muito dela.” “Dela” retoma “a casa”, porém não funciona como pronome relativo nesse período. A escolha revela que o aluno pode confundir toda retomada textual com pronome relativo.
- ❌ D) “Ela comprou um livro interessante.” “Ela” é pronome pessoal e não retoma um antecedente nessa frase. A escolha sugere que a classificação ainda se apoia só na categoria ampla de pronome.
- ❌ E) “Não sei por que ele saiu.” “Por que” introduz uma pergunta indireta e não é o relativo do exemplo. A escolha revela confusão entre grafia semelhante e função gramatical.
Gabarito comentado: B. O teste é perguntar que termo anterior “que” retoma: “o aluno”.
Questão 3 — A que se refere “that” em “The book that you gave me was interesting”?
Enunciado: Leia a frase: “The book that you gave me was interesting.” O pronome “that” refere-se a:
- ✅ A) “the book”. “That” retoma o livro, que foi dado e era interessante. A resposta indica que o aluno localizou o referente, não apenas o sujeito de “gave”.
- ❌ B) “you”. “You” é quem deu o livro, não aquilo a que “that” se refere. O erro revela que o estudante pode confundir agente da ação com antecedente.
- ❌ C) “interesting”. Essa palavra descreve o livro, mas não é o referente do relativo. A escolha sugere dificuldade em distinguir uma característica do nome retomado.
- ❌ D) “me”. “Me” indica a pessoa que recebeu o livro; não é o antecedente de “that”. O erro aponta para leitura palavra por palavra sem reconstruir a relação entre as orações.
- ❌ E) “was”. “Was” é verbo, não o referente do pronome relativo. A escolha revela necessidade de revisar a distinção entre nome e verbo na frase.
Gabarito comentado: A. Em português, a relação pode ser conferida como “o livro que você me deu”; “that” retoma “the book”.
Questão 4 — Qual palavra completa “This is the girl ____ backpack is blue”?
Enunciado: Escolha a palavra correta para completar a frase: “This is the girl ____ backpack is blue.”
- ❌ A) “that”. Pode retomar pessoa em determinadas estruturas, mas não expressa posse antes de “backpack” no exemplo. A escolha revela que o aluno identificou a pessoa, mas não o tipo de relação necessário.
- ❌ B) “when”. Indica tempo, mas a frase fala da mochila pertencente à menina. O erro sugere escolha por reconhecimento de um relativo sem análise do sentido.
- ❌ C) “who”. Retoma uma pessoa, mas não indica que a mochila pertence a ela. A escolha mostra uma regra parcial — pessoa pede “who” — aplicada sem olhar o nome que vem depois.
- ❌ D) “which”. Não é a forma que expressa a posse da mochila pela menina nesse exemplo. A resposta pode indicar que o aluno ainda confunde pessoa, coisa e posse.
- ✅ E) “whose”. Marca posse: a mochila é da menina. A resposta demonstra que o estudante observou a relação entre “girl” e “backpack”.
Gabarito comentado: E. A pista decisiva é a estrutura “____ backpack”: a frase precisa indicar de quem é a mochila.
Questão 5 — Qual é o antecedente de “que” em “A iniciativa, que atende crianças e adultos”?
Enunciado: No texto sobre a transformação de um espaço comunitário, identifique o antecedente do pronome relativo “que” no trecho indicado.
- ❌ A) “A transformação”. Esse nome se relaciona a outro “que”, em trecho posterior, não ao relativo da frase indicada. Escolhê-lo revela que o aluno não isolou o “que” pedido.
- ❌ B) “A evolução do espaço”. É uma informação do texto, mas não o antecedente de “que” em “A iniciativa, que atende...”. O erro sugere escolha pelo tema geral ou por uma expressão próxima no parágrafo.
- ✅ C) “A iniciativa”. É o termo que o relativo retoma: a iniciativa atende crianças e adultos. A resposta demonstra atenção à oração indicada e à referência direta.
- ❌ D) “O espaço antes abandonado”. O local é assunto do texto, mas não é descrito pelo “que” daquele trecho. A escolha pode mostrar confusão entre contexto e relação sintática.
- ❌ E) “O grupo de jovens responsáveis pela ação”. O grupo promove atividades, mas o relativo especificado retoma “a iniciativa”. O erro revela que o aluno associa quem realiza a ação ao antecedente sem testar a frase.
Gabarito comentado: C. A leitura “a iniciativa atende crianças e adultos” confirma a referência.
Questão 6 — Qual pronome completa “The artist, ___ painted the mural, is from Brazil”?
Enunciado: “The artist, ___ painted the mural, is from Brazil.” Which pronoun fits best?
- ❌ A) “whose”. Indica posse, mas o espaço pede o sujeito que pintou o mural. A escolha revela confusão entre referência a pessoa e relação de posse.
- ❌ B) “which”. Não é a forma apropriada para retomar o artista, uma pessoa, nesse exemplo. O erro sugere que o estudante não está distinguindo pessoas e coisas.
- ❌ C) “that”. A resposta validada para a frase é “who”, forma preferida para pessoa nessa construção entre vírgulas. Escolher “that” pode revelar que o aluno conhece uma forma possível em outros contextos, mas não observou a estrutura deste exemplo.
- ✅ D) “who”. Retoma “the artist”, pessoa que pintou o mural. A resposta identifica tanto o antecedente quanto a função de sujeito na oração.
- ❌ E) “whom”. É usado para pessoa como objeto, enquanto a oração precisa do sujeito de “painted”. A escolha revela que o aluno notou a referência a uma pessoa, mas ainda não distinguiu sua função.
Gabarito comentado: D. “The artist” é quem realiza a ação “painted”; o relativo adequado no enunciado é “who”.
Questão 7 — Qual relativo completa “Maria has a friend ___ soccer skills are amazing”?
Enunciado: Choose the correct relative pronoun to complete the sentence.
- ✅ A) “whose”. A frase indica que as habilidades de futebol pertencem ao amigo de Maria. A resposta mostra percepção da relação de posse.
- ❌ B) “who”. Pode retomar uma pessoa como sujeito, mas não expressa posse antes de “soccer skills”. A escolha revela generalização de que “pessoa” sempre pede “who”.
- ❌ C) “whom”. É usado para pessoa como objeto, mas não marca a posse exigida. O erro sugere atenção ao referente humano sem análise da estrutura que vem depois.
- ❌ D) “where”. Indica lugar, enquanto “friend” é pessoa e a frase exige uma relação de posse. A escolha revela que o aluno ainda precisa conferir o significado das formas.
- ❌ E) “which”. Não expressa posse e não retoma “friend” com a função necessária nesse exemplo. A resposta sugere confusão entre relativo para coisa e relativo possessivo.
Gabarito comentado: A. A pista é “soccer skills”: a frase diz de quem são essas habilidades.
Questão 8 — A que se refere “que” em “as vigas originais, que resistiram ao tempo”?
Enunciado: No texto sobre o antigo cais, identifique a expressão retomada pelo pronome relativo indicado.
- ❌ A) “O lugar”. O texto associa o lugar à memória, mas essa inferência global não identifica o antecedente da oração. O erro revela que o sentido geral está substituindo a análise local.
- ❌ B) “A construção”. É mencionada antes e se refere ao cais, mas não é o termo retomado por “que” na oração destacada. A escolha revela preferência por um antecedente mais distante.
- ❌ C) “O projeto”. As vigas foram mantidas no projeto, mas o pronome não retoma essa expressão. A resposta sugere associação lógica com o tema, sem conferir a construção.
- ❌ D) “O antigo cais de madeira”. É o espaço restaurado e assunto do texto, porém o “que” aparece ligado a “as vigas originais”. O erro revela proximidade temática sem análise do antecedente imediato.
- ✅ E) “As vigas originais”. São elas que resistiram ao tempo. A resposta mostra que o aluno usou a oração e confirmou a referência pelo sentido e pela estrutura.
Gabarito comentado: E. Releia o trecho como “as vigas originais resistiram ao tempo”; a substituição confirma a relação.
Perguntas frequentes sobre pronome relativo e antecedente
Na hora de planejar uma aula ou interpretar uma resposta, algumas dúvidas aparecem com frequência: o que diferencia relativo de outros usos de “que”, como testar o antecedente e se o mesmo tipo de questão serve para Português e Inglês. Respondo abaixo de forma prática, pensando em decisões de ensino e avaliação. A regra geral é olhar para a frase concreta antes de aplicar um rótulo: localizar a forma em foco, observar a oração que ela introduz e verificar que termo anterior pode ser retomado. Para inglês, acrescento a função da forma escolhida, porque “who” e “whose”, por exemplo, não resolvem a mesma necessidade. Nenhuma resposta isolada substitui a análise do percurso do aluno.
Como explico antecedente para uma turma que ainda não conhece o termo?
Apresento primeiro a relação com palavras simples: é o termo que o pronome retoma. Em “O aluno que estudou passou”, mostro que “que” se refere a “o aluno”. Só depois introduzo a palavra técnica “antecedente”. Peço aos alunos que substituam o relativo pelo nome e verifiquem se a oração mantém o sentido.
Todo “que” é pronome relativo?
Não. Em “O aluno que estudou passou”, “que” retoma “o aluno” e introduz uma informação sobre ele. Em “Não sei por que ele saiu”, “por que” tem valor interrogativo. A classe e a função devem ser identificadas pela construção, não apenas pela aparência da palavra.
Como distinguir antecedente de sujeito?
O antecedente é o termo retomado pelo pronome relativo; o sujeito é uma função sintática na oração. Eles podem coincidir, mas não necessariamente. Em “The book that you gave me”, “you” é sujeito de “gave”, enquanto “that” retoma “the book”. Recomendo perguntar separadamente quem pratica a ação e o que está sendo retomado.
Em inglês, quando trabalho “who” e “whose”?
Uso “who” nos exemplos em que uma pessoa realiza a ação, como “the artist who painted the mural”. Trabalho “whose” quando a frase expressa posse, como “the girl whose backpack is blue”. Peço que os alunos observem o elemento seguinte ao espaço e expliquem a relação, em vez de escolher apenas pela palavra que designa pessoa.
Uma questão de múltipla escolha basta para diagnosticar a turma?
Não. Ela oferece uma pista útil, mas uma escolha correta pode resultar de reconhecimento ou acaso. Combino itens diretos e interpretativos com justificativas, e observo se o estudante consegue localizar o antecedente em outro exemplo. A comparação entre acerto, explicação e transferência ajuda a identificar se a dificuldade está na gramática, na leitura ou na estrutura da frase.
Como adapto a avaliação para alunos com diferentes níveis de leitura?
Começo com frases completas e curtas quando quero verificar a relação básica. Depois avanço para textos breves com mais de um nome possível, explicando o trecho em foco. Como as fichas registram níveis baixo e médio de leitura e tempos curtos ou médios, escolho itens compatíveis com o objetivo e não confundo rapidez de leitura com domínio do conceito.
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