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Atividades de Valores em sociedades em transformação para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Atividades de Filosofia para trabalhar valores em sociedades em transformação com a 3ª série do Ensino Médio. Inclui questões com alternativas e gabarito comentado sobre tecnologia, trabalho, privacidade, globalização e ética.

Atividades de Valores em sociedades em transformação para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Valores em sociedades em transformação são princípios e referências éticas que podem ser questionados ou revistos diante de mudanças sociais, culturais, econômicas e tecnológicas. Na 3ª série, em Filosofia, o tema permite analisar situações como trabalho por aplicativos, privacidade digital, inteligência artificial e globalização, relacionando escolhas individuais a direitos, desigualdades e responsabilidades coletivas.

Quando trabalho valores em sociedades em transformação com a 3ª série, procuro ligar conceitos filosóficos a situações que os estudantes reconhecem no debate público: plataformas digitais, relações de trabalho, circulação de informações e decisões políticas. A dificuldade não está apenas em definir ética ou privacidade; é preciso observar quem decide, quem se beneficia e quais grupos podem ser afetados por uma mudança. Por isso, gosto de partir de textos curtos e pedir que a turma identifique o conflito antes de escolher uma posição. Essa abordagem ajuda a diferenciar uma promessa de progresso de uma avaliação dos efeitos concretos. Também permite aproximar Filosofia de temas contemporâneos sem transformar a aula em uma lista de opiniões: as respostas precisam voltar às evidências do caso e aos conceitos estudados.

Reuni abaixo uma proposta de estudo e oito questões com gabarito comentado. Você pode usá-las como revisão, diagnóstico ou base para montar uma avaliação, ajustando a discussão ao percurso que sua turma já fez.

O que o aluno de 3ª série precisa saber sobre Valores em sociedades em transformação

Para analisar valores em sociedades em transformação, o estudante precisa compreender que mudanças tecnológicas, econômicas e culturais alteram relações sociais e podem colocar valores em tensão. Privacidade, igualdade, liberdade, segurança, diversidade cultural e responsabilidade não desaparecem quando surgem novas ferramentas; passam a exigir análise de situações concretas. É importante distinguir liberdade formal de liberdade efetiva: alguém pode ter autorização para escolher, mas enfrentar dependência econômica que limita suas opções. Também é necessário reconhecer que uma tecnologia pode oferecer benefícios e, ao mesmo tempo, produzir riscos, como coleta de dados sem consentimento ou erros que atingem grupos de forma desigual. Na globalização, o contato entre culturas pode ampliar o intercâmbio, sem eliminar assimetrias de poder ou garantir visibilidade equivalente. Em Filosofia, a tarefa é identificar os valores envolvidos, avaliar consequências e justificar uma posição com base no texto, evitando tanto a confiança automática no progresso quanto a rejeição absoluta de qualquer mudança.

O que ele precisa saber antes

As questões partem de alguns conhecimentos que vale retomar brevemente. O primeiro é a diferença entre trabalho assalariado, dependência econômica e autonomia: a escolha formal de horários não garante controle concreto das condições de trabalho. No estudo de Mascaro, essa distinção ajuda a examinar a exploração em relações capitalistas que podem se apresentar como flexíveis.

Também são úteis noções básicas de Teoria Crítica, consumo e impactos socioambientais, além dos conceitos de cultura, ética social e valores. Para discutir tecnologias digitais, a turma precisa compreender privacidade como controle sobre informações pessoais e reconhecer que coleta, armazenamento e compartilhamento de dados têm implicações sociais. Por fim, retome globalização e diversidade cultural: a circulação de produções e ideias pode aproximar grupos, mas ocorre em contextos com desigualdades de poder.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente nos itens sobre trabalho é tomar flexibilidade contratual como autonomia real. A pessoa pode escolher quando se conecta a um aplicativo, mas isso não responde, por si só, quem define metas, valores pagos e condições para obter renda. O distrator que afirma autonomia plena é atraente porque toma uma informação verdadeira do enunciado — a possibilidade de escolher horário — e a transforma numa conclusão ampla, sem considerar a dependência material.

Em questões sobre tecnologia, aparece outra simplificação: supor que uma ferramenta é neutra ou que sua promessa de eficiência resolve qualquer problema ético. Os textos sobre reconhecimento facial e dados escolares pedem que se considerem consentimento, privacidade, transparência e efeitos desiguais. Há também o risco de confundir contato cultural com igualdade: plataformas podem ampliar a circulação de músicas e, ainda assim, dar mais visibilidade a empresas e idiomas dominantes. Em todos esses casos, peço que a turma volte ao texto e separe o que ele afirma do que uma alternativa acrescenta ou exclui.

Como trabalhar em sala

  • Faça uma leitura em duas passagens: na primeira, os estudantes sublinham o problema descrito; na segunda, marcam os valores em jogo. Depois, podem comparar respostas em duplas, sempre apontando o trecho que sustenta a interpretação.
  • Monte um quadro de tensões: organize no quadro pares como segurança e privacidade, flexibilidade e autonomia, intercâmbio e desigualdade. Peça exemplos que apareçam nos textos das questões, evitando respostas genéricas.
  • Promova um debate com papéis definidos: para o caso do reconhecimento facial, grupos podem analisar a perspectiva de usuários do transporte, do poder público e de entidades que defendem direitos. O objetivo é compreender os argumentos e limites, não encenar uma disputa caricata.
  • Compare propostas de consumo: diante do descarte de celulares, avaliem ações individuais e medidas que também discutam publicidade, obsolescência e impactos ambientais. Assim, a análise não fica restrita à reciclagem como resposta única.
  • Feche com justificativa escrita: depois de resolver um item, cada estudante registra por que a alternativa correta se apoia no texto e por que um distrator parece plausível, mas não se sustenta. Essa etapa torna visível o raciocínio.

Questões prontas de Valores em sociedades em transformação para a 3ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As questões a seguir podem ser aplicadas individualmente ou em uma sequência de revisão. Mantive os enunciados e as alternativas e acrescentei comentários para apoiar a correção e a retomada dos conceitos.

1. Trabalho por aplicativo, liberdade formal e exploração

Em uma cidade brasileira, entregadores por aplicativo relatam que podem decidir o horário em que “se conectam” à plataforma, mas afirmam que, na prática, só conseguem renda suficiente quando aceitam longas jornadas, metas de entrega e oscilações no valor pago por corrida. Embora apareçam como “parceiros autônomos”, muitos dizem sentir que não controlam o próprio trabalho. Considerando a leitura de Alysson Mascaro sobre capitalismo, trabalho e liberdade formal, o que a situação descrita revela?

  • ❌ A) A situação indica que o entregador vive uma autonomia real, pois pode organizar seu horário sem interferência direta, o que confirma a liberdade efetiva no trabalho. A explicação confunde a possibilidade formal de escolher horários com o controle concreto das condições de trabalho.
  • ❌ B) A situação comprova que o mercado digital assegura igualdade entre plataforma e trabalhador, pois ambos negociam em condições equivalentes e livres. A relação descrita é assimétrica: a plataforma concentra poder e define condições que afetam o trabalhador.
  • ❌ C) A situação revela que a plataforma elimina a relação de exploração, já que o vínculo flexível substitui completamente as antigas formas de subordinação no trabalho. A flexibilidade não elimina necessariamente exploração; o enunciado apresenta dependência e pressão por jornadas longas.
  • ✅ D) A situação mostra que a autonomia prometida pela plataforma é apenas formal, porque a liberdade de escolha do trabalhador ocorre sob dependência material e exploração próprias das relações capitalistas. A alternativa distingue liberdade jurídica de liberdade concreta e corresponde aos elementos do caso.
  • ❌ E) A situação mostra que o problema principal está apenas na escolha individual do entregador, que aceita jornadas longas por vontade própria e não por imposições estruturais. Essa leitura reduz o problema a uma decisão pessoal e ignora as condições materiais descritas.

Gabarito comentado: D. Procure a diferença entre poder escolher e realmente controlar a própria condição de trabalho. A autonomia formal não basta para demonstrar liberdade efetiva quando há dependência econômica e exploração.

2. Consumo de celulares e Teoria Crítica

Em uma escola pública de Manaus, a turma foi convidada a elaborar um projeto interdisciplinar de Filosofia e Biologia sobre o descarte acelerado de celulares. A proposta deve relacionar consumo, tecnologia e impactos socioambientais. Qual plano de ação traduz melhor uma leitura inspirada na Teoria Crítica para enfrentar esse problema contemporâneo?

  • ❌ A) Incentivar a troca anual de aparelhos por modelos mais eficientes, desde que a loja recolha o celular antigo para reciclagem. A reciclagem pode ser parte da resposta, mas incentivar a troca anual não questiona os fatores que aceleram o consumo.
  • ❌ B) Organizar uma mostra de novidades tecnológicas para estimular os estudantes a acompanhar a evolução do mercado digital. A proposta valoriza as novidades do mercado, sem examinar os impactos socioambientais do descarte.
  • ✅ C) Investigar como publicidade, obsolescência e status social influenciam o consumo, relacionando isso aos impactos ambientais e propondo reparo, reuso e uso consciente. A proposta articula fatores sociais e culturais do consumo com consequências ambientais e alternativas práticas.
  • ❌ D) Realizar apenas uma campanha de coleta de lixo eletrônico, sem discutir os fatores sociais que levam ao descarte rápido. A coleta trata do descarte, mas deixa de analisar as causas sociais e culturais do problema.
  • ❌ E) Defender que o próprio avanço tecnológico resolverá os impactos ambientais, pois o mercado tende naturalmente ao equilíbrio. Essa resposta confia no mercado como solução automática e não avalia criticamente os impactos apresentados.

Gabarito comentado: C. Uma leitura inspirada na Teoria Crítica investiga como publicidade, obsolescência e status influenciam o consumo, em vez de restringir a resposta a uma solução tecnológica ou à coleta de aparelhos.

3. Reconhecimento facial: segurança, privacidade e igualdade

Em uma cidade brasileira, a prefeitura passou a utilizar câmeras com reconhecimento facial em espaços públicos, alegando que a tecnologia ajudaria a localizar pessoas procuradas e a prevenir crimes. Entidades da sociedade civil, porém, questionaram a medida devido à coleta de dados pessoais sem consentimento amplo e à possibilidade de erros que atingem mais frequentemente pessoas negras. O debate levou o governo a discutir como empregar a tecnologia sem ampliar injustiças nem restringir direitos fundamentais. Com base no texto, qual impasse ético-político é produzido pela transformação tecnológica descrita?

  • ❌ A) Substituir políticas sociais por tecnologias de vigilância. O texto não afirma que políticas sociais serão substituídas; o conflito central envolve segurança, privacidade e igualdade.
  • ✅ B) Ampliar a segurança pública sem violar a privacidade e a igualdade. A situação exige conciliar um objetivo coletivo com direitos individuais e justiça social, considerando os riscos de erros discriminatórios.
  • ❌ C) Impedir toda coleta estatal de dados em espaços públicos. O texto apresenta um debate sobre condições e limites de uso, não uma defesa de proibição absoluta.
  • ❌ D) Priorizar a eficiência do sistema acima de seus efeitos sociais. A controvérsia questiona justamente os efeitos sociais e os riscos de uma adoção guiada apenas pela eficiência.
  • ❌ E) Escolher a segurança privada em lugar da segurança pública. Não há disputa entre instituições públicas e privadas; o caso trata do uso estatal da tecnologia e de seus efeitos.

Gabarito comentado: B. O impasse não se resume a escolher entre tecnologia e ausência de tecnologia: é preciso avaliar como buscar segurança sem comprometer privacidade e igualdade.

4. Avaliação ética do reconhecimento facial

Em uma cidade brasileira, o governo instalou câmeras com reconhecimento facial em estações de transporte público. Os rostos dos passageiros são registrados sem consentimento individual, e não há prazo definido para apagar os dados nem procedimento para contestar identificações. Uma auditoria independente constatou que o sistema produz mais identificações equivocadas entre jovens negros. Embora a administração alegue aumento da segurança, pesquisadores alertam para riscos à privacidade e à igualdade de tratamento. Com base no texto, avalie o impacto ético da tecnologia empregada nessa situação.

  • ❌ A) Amplia a segurança pública e, por isso, elimina qualquer problema ético no procedimento. A justificativa de segurança não apaga os problemas concretos de consentimento, privacidade e erros desiguais.
  • ❌ B) Trata todos igualmente, pois aplica o mesmo procedimento técnico a todos os passageiros. Aplicar o mesmo procedimento não garante resultados iguais; a auditoria registra maior número de erros entre jovens negros.
  • ❌ C) Impede qualquer avaliação ética, porque seus efeitos dependem apenas do uso feito pelos governantes. Já há elementos avaliáveis no caso, como vigilância sem consentimento, falta de transparência e desigualdade nos resultados.
  • ❌ D) Torna desnecessário o consentimento, porque decisões automatizadas são neutras e impessoais. A automatização não garante neutralidade, e o texto descreve erros que atingem grupos de forma desigual.
  • ✅ E) Amplia riscos à privacidade e à igualdade, exigindo consentimento, transparência e responsabilização pública. A alternativa considera a coleta de dados, a ausência de contestação e o impacto desigual do sistema.

Gabarito comentado: E. A promessa de segurança precisa ser avaliada junto dos direitos afetados. Consentimento, transparência, controle e responsabilização pública são pontos centrais neste caso.

5. Revolução digital e novos desafios éticos

Em uma escola pública brasileira, a adoção de plataformas digitais alterou a forma de estudar, comunicar-se e participar de debates. Estudantes passaram a lidar com coleta de dados pessoais, circulação instantânea de informações e uso de inteligência artificial para produzir textos e imagens. Com isso, antigas questões éticas ganharam novas formas: tornou-se necessário discutir consentimento, privacidade, responsabilidade pela divulgação de conteúdos e critérios para distinguir informação confiável de desinformação. O caso é diferente de mudanças históricas como a industrialização moderna, a globalização econômica e a queda do Muro de Berlim, bem como de acontecimentos recentes, como a pandemia de COVID-19, embora todos possam ter consequências sociais. Com base no texto, qual mudança cultural explica mais diretamente os novos desafios éticos relacionados à privacidade, à circulação de informações e ao uso de inteligência artificial?

  • ❌ A) Globalização econômica. Ela pode influenciar a circulação de informações, mas não explica diretamente o uso de plataformas digitais, dados e algoritmos descrito no texto.
  • ❌ B) Industrialização moderna. A industrialização alterou o trabalho e a produção, mas não é a transformação diretamente associada aos dilemas digitais apresentados.
  • ✅ C) Revolução digital. Ela transformou a comunicação, a produção de conteúdos e o uso de dados, ampliando questões de consentimento, privacidade e desinformação.
  • ❌ D) Pandemia de COVID-19. A pandemia acelerou práticas digitais, mas o texto aponta para uma transformação tecnológica mais ampla, não para o acontecimento sanitário em si.
  • ❌ E) Queda do Muro de Berlim. Foi um acontecimento político de grande impacto, mas não corresponde à mudança tecnológica que explica os desafios descritos.

Gabarito comentado: C. A resposta depende de identificar a transformação diretamente ligada a plataformas, dados e inteligência artificial, sem confundir o processo amplo com acontecimentos históricos que também tiveram consequências sociais.

6. Dados pessoais e privacidade

Uma escola passou a utilizar uma plataforma digital para registrar o desempenho dos estudantes. O sistema também coleta dados sobre localização, hábitos de navegação e interações dos usuários. Embora essas informações possam auxiliar a gestão escolar, a divulgação desses dados a empresas parceiras ocorreu sem informar claramente os estudantes nem solicitar sua autorização. Com base no texto, identifique o valor ético diretamente afetado pela coleta e pelo compartilhamento não autorizado de informações pessoais nas relações sociais mediadas por tecnologias.

  • ❌ A) A pontualidade. O texto não trata de horários ou cumprimento de prazos.
  • ❌ B) A generosidade. Compartilhar dados sem autorização não é uma ação altruísta ou uma doação voluntária.
  • ❌ C) A perseverança. A persistência diante de dificuldades não é o tema da situação descrita.
  • ✅ D) A privacidade. Esse valor diz respeito ao controle sobre informações pessoais e à proteção da esfera individual, afetados pela coleta e divulgação sem autorização clara.
  • ❌ E) A coragem. O caso não trata de enfrentamento pessoal ou risco físico, mas do uso de informações pessoais.

Gabarito comentado: D. A questão pede que se identifique o valor diretamente relacionado ao controle de dados pessoais. A informação de que os dados foram compartilhados sem autorização é a pista principal.

7. Globalização, intercâmbio cultural e desigualdade

Uma pesquisa sobre plataformas digitais de música analisou a circulação de artistas brasileiros em outros países. O estudo identificou que as plataformas ampliaram o contato entre públicos de diferentes culturas, mas também mostraram que os sistemas de recomendação davam maior visibilidade a produções de grandes empresas e a idiomas já predominantes no mercado. Segundo os pesquisadores, a globalização pode favorecer o intercâmbio cultural, desde que o diálogo entre os grupos não esconda desigualdades de poder nem transforme uma cultura em medida para julgar as demais. Com base no texto, qual interpretação compara adequadamente os impactos éticos da globalização nas relações entre culturas diferentes?

  • ❌ A) Ela amplia o intercâmbio cultural e, por isso, elimina as desigualdades entre os grupos. O aumento do contato não elimina automaticamente desigualdades; o texto mostra que podem persistir assimetrias de poder.
  • ❌ B) Ela preserva as culturas diferentes quando restringe a circulação de produções no mercado. O texto não recomenda limitar a circulação; destaca o contato cultural e a necessidade de reconhecer desigualdades.
  • ❌ C) Ela reproduz desigualdades entre os grupos e, por isso, impede o intercâmbio cultural. O enunciado informa que o contato entre públicos de culturas diferentes foi ampliado, ainda que existam desigualdades.
  • ❌ D) Ela amplia o intercâmbio cultural, desde que os grupos abandonem suas referências culturais próprias. O diálogo não exige abandonar identidades; o texto valoriza o reconhecimento da diversidade.
  • ✅ E) Ela amplia o intercâmbio cultural, mas exige reconhecimento das desigualdades entre os grupos. A alternativa considera tanto a ampliação do contato quanto a distribuição desigual de visibilidade.

Gabarito comentado: E. A análise ética precisa manter juntos os dois aspectos apresentados: intercâmbio cultural e desigualdade. Não se deve transformar um efeito positivo em garantia de igualdade, nem concluir que as assimetrias impedem todo diálogo.

8. Ética na política e transformação cultural

Identifique a relação entre a ética na política e a transformação cultural.

  • ❌ A) Ambas são independentes. Ética e cultura se influenciam mutuamente, portanto não são dimensões isoladas.
  • ❌ B) Cultura não impacta a política. Valores e referências culturais participam da maneira como questões políticas são percebidas.
  • ✅ C) Mudanças culturais podem exigir nova ética. Transformações nas relações e nos valores podem levar a revisões das normas e dos critérios éticos.
  • ❌ D) A ética é sempre constante. A ética pode ser debatida e revista diante de mudanças culturais e de novas situações sociais.
  • ❌ E) Política define a cultura. A relação não é unilateral: a política é influenciada pela cultura, e o item destaca essa conexão.

Gabarito comentado: C. A alternativa reconhece que transformações culturais podem exigir novas reflexões éticas na vida política. Use o item para retomar como valores, cultura e decisões coletivas se relacionam.

Fechamento: da resposta à justificativa

Ao aplicar as questões, vale reservar alguns minutos para que a turma justifique as respostas com elementos do enunciado. Essa etapa ajuda a verificar se os estudantes distinguem valores em tensão, identificam relações de poder e evitam conclusões automáticas sobre tecnologia ou progresso. Para ampliar a sequência, consulte também as questões da habilidade EM13CHS504. Você pode levar esses itens para o gerador de provas do GeraProva e organizar uma avaliação adequada ao seu planejamento; o cadastro grátis permite começar a explorar a plataforma.

Use as questões como ponto de partida e adapte a aplicação ao percurso da sua turma. No GeraProva, você também pode criar provas com IA e revisar os itens antes de levar o material para a sala.

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