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Atividades de formas de violência e suas causas sociais para o ENEM com gabarito

Reuni questões com gabarito comentado para trabalhar formas de violência, direitos humanos e causas sociais no ENEM. Veja como relacionar tecnologia, vigilância e transformações no trabalho às habilidades de Sociologia.

Atividades de formas de violência e suas causas sociais para o ENEM com gabarito

Quando preparo a turma para o ENEM, procuro mostrar que discutir violência não se limita a reconhecer agressões físicas. É importante analisar também violações de direitos no ambiente digital, mecanismos de vigilância e desigualdades que atravessam as relações sociais. Nas questões desta seleção, esse olhar aparece em situações diferentes: cyberbullying, tecnologias de monitoramento e transformações do trabalho mediadas por plataformas. Eu trabalho cada enunciado com cuidado, porque a prova costuma exigir que o estudante identifique o recorte pedido, em vez de escolher uma alternativa apenas por ela trazer uma palavra familiar.

As oito questões fornecidas mobilizam as habilidades EM13CHS202 e EM13CHS403. Elas não tratam todas diretamente de violência: algumas abordam trabalho, automação e desigualdade digital. Ainda assim, permitem discutir direitos humanos, controle, vulnerabilidade e efeitos sociais das tecnologias. Apresento os itens como um conjunto de leitura crítica, sem forçar uma relação que o texto de cada questão não sustenta. Assim, consigo trabalhar o tema com rigor e aproveitar as questões de acordo com o foco de cada aula.

O que o aluno de ENEM precisa saber sobre Formas de violência e suas causas sociais

Para analisar formas de violência e suas causas sociais, o estudante precisa reconhecer que a violação de direitos pode ocorrer em diferentes espaços e assumir formas distintas, inclusive nas interações digitais. No caso do cyberbullying, o ponto central é compreender que a tecnologia participa das relações sociais e pode ser usada em práticas que atingem os direitos de jovens; não é adequado tratá-la como neutra ou exclusivamente benéfica. Também é necessário relacionar vigilância e poder: Foucault ajuda a pensar como o monitoramento disciplina comportamentos, enquanto Shoshana Zuboff analisa a transformação de dados em valor econômico. Essas perspectivas permitem examinar riscos à privacidade, vieses e desigualdades sem concluir que toda tecnologia deva ser removida. No ENEM, essa leitura pede atenção ao comando, às evidências do texto e à diferença entre autonomia, controle e precarização nas relações de trabalho. Identificar o direito afetado e a causa social discutida ajuda a evitar respostas absolutas ou desconectadas do contexto apresentado.

O que ele precisa saber antes

As questões pressupõem conhecimentos que podem ser retomados antes da aplicação. Para os itens sobre vigilância e direitos, vale revisar direitos humanos, teorias da vigilância e relações entre tecnologia e sociedade. A questão sobre mobilização social pede familiaridade com a ideia de que tecnologias podem ser usadas para expor injustiças e organizar ações coletivas. Já os itens sobre trabalho requerem noções de relações de trabalho contemporâneas, transformações tecnológicas, automação, requalificação profissional, organização fordista e desigualdade de acesso digital.

Também é útil praticar a leitura de textos informativos e dados estatísticos. Não é necessário decorar cada número para resolver os itens: o estudante deve identificar qual dado responde ao que o comando pergunta e distinguir esse dado de outras informações que aparecem no mesmo texto. Essa estratégia é especialmente importante quando o enunciado descreve vários efeitos de uma transformação social, mas solicita apenas um deles.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente nas questões sobre tecnologia é confundir crítica com rejeição total. No item de vigilância, o distrator mais provável propõe remover todas as tecnologias, mas a análise de Foucault e Zuboff apresentada no enunciado aponta para examinar formas de controle, exploração de dados e ameaças a direitos. A saída não é escolher uma posição extrema: é explicar os efeitos sociais descritos.

Outro equívoco é tratar a tecnologia como neutra, como se ferramentas e plataformas não interferissem nas relações. Isso leva a ignorar o cyberbullying e a responsabilidade social relacionada à segurança dos usuários. Em itens de Sociologia, porém, é preciso observar como os recursos são usados e quais relações de poder aparecem, sem atribuir automaticamente todo efeito à tecnologia em si.

Nas questões sobre trabalho, a dificuldade costuma estar em confundir aspectos próximos. Flexibilidade de horário não é o mesmo que flexibilidade espacial; autonomia não é sinônimo de ausência de contrato; monitoramento não equivale à fragmentação fordista das tarefas. Há ainda o risco de escolher um efeito real, mas que não responde ao foco específico do comando. No item do home office, por exemplo, aumento de horas e dificuldade de separar trabalho e vida doméstica aparecem no texto, mas a pergunta solicita o desafio ligado à distribuição desigual da infraestrutura digital.

Como trabalhar em sala

  • Faça uma leitura em duas passagens. Na primeira, a turma identifica o tema e os atores sociais. Na segunda, destaca exatamente o que o comando pergunta. Essa rotina ajuda a não confundir informação presente no texto com resposta correta.
  • Monte um quadro de conceitos próximos. Compare vigilância e mobilização, autonomia e controle, flexibilidade espacial e temporal, automação e requalificação. Peça que os estudantes registrem uma evidência textual para cada conceito.
  • Promova uma discussão orientada sobre direitos digitais. Use o item de cyberbullying para debater como violações de direitos podem ocorrer em ambientes digitais. Combine a conversa com os conceitos de cidadania e responsabilidade, sem transformar o debate em julgamento de casos pessoais.
  • Trabalhe os dados como evidências, não como decoração. Nos enunciados sobre automação e home office, solicite que os estudantes expliquem qual dado sustenta a alternativa e quais dados são secundários para o comando. Não é preciso acrescentar estatísticas externas.
  • Finalize com justificativa curta. Depois de marcar a alternativa, cada estudante escreve por que ela responde ao comando e por que um distrator plausível não responde. Essa etapa torna visível o raciocínio e ajuda a planejar a retomada.

Questões prontas de Formas de violência e suas causas sociais para o ENEM (com gabarito comentado)

Os itens a seguir mantêm os enunciados e as alternativas da seleção fornecida. Como o conjunto inclui questões sobre relações de trabalho, recomendo aplicá-las como extensão do debate sobre direitos, desigualdades e efeitos sociais da tecnologia, e não apresentar todas como questões diretamente sobre violência.

Questão 1 — Vigilância urbana e direitos humanos

Analise criticamente, na sociologia, as tensões entre tecnologias de vigilância urbana e proteção de Direitos Humanos tomando como referência Michel Foucault e Shoshana Zuboff.

  • ❌ A) Ambos defendem a remoção de todas tecnologias de vigilância urbano. A crítica desses autores não equivale à defesa da remoção total das tecnologias.
  • ❌ B) Zuboff argumenta que vigilância é uma forma de promover igualdade entre as classes sociais. A alternativa inverte a crítica: a vigilância pode reforçar desigualdades.
  • ✅ C) Foucault: vigilância disciplina corpos; Zuboff: capitalismo de vigilância transforma dados em poder econômico; juntas, tecnologias urbanas ampliam controle social, produzem vieses algorítmicos e ameaçam privacidade e igualdade. A alternativa articula o poder disciplinar e a exploração econômica de dados aos riscos para direitos.
  • ❌ D) Foucault se concentrava apenas na democracia moderna e seus benefícios. A afirmação ignora a análise crítica de Foucault sobre poder e controle social.
  • ❌ E) A vigilância é uma ferramenta exclusivamente benéfica para a sociedade. A resposta desconsidera os riscos à privacidade e à igualdade destacados no enunciado.

Gabarito comentado: C. O estudante precisa reconhecer que análise crítica não significa defender a eliminação de todo monitoramento, mas examinar seus usos e efeitos sociais.

Questão 2 — Cyberbullying e direitos dos jovens

Em uma pesquisa recente, 70% dos jovens de uma comunidade afirmaram ter sido vítimas de cyberbullying. O que isso revela sobre a relação entre tecnologia e violação dos Direitos Humanos?

  • ❌ A) A tecnologia promove apenas o bem-estar social. O enunciado apresenta uma forma de violência digital, portanto não cabe afirmar que os efeitos são apenas positivos.
  • ❌ B) A tecnologia é neutra e não afeta as relações sociais. Essa opção ignora que o ambiente tecnológico participa das relações e pode ser cenário de violência.
  • ✅ C) Cyberbullying é uma nova forma de violência que afeta os direitos dos jovens. A alternativa reconhece a violação de direitos no ambiente digital indicada pelo enunciado.
  • ❌ D) Os jovens não estão cientes do impacto da tecnologia em suas vidas. A informação apresentada não permite concluir isso; o foco é a vitimização por cyberbullying.
  • ❌ E) A tecnologia não pode ser responsabilizada pelas ações dos usuários. A opção afasta a análise da segurança e da responsabilidade social das plataformas, que são aspectos considerados na explicação da questão.

Gabarito comentado: C. A leitura adequada reconhece a violência e seus efeitos sobre direitos, sem concluir que toda tecnologia seja prejudicial ou que seja socialmente irrelevante.

Questão 3 — Tecnologia e mobilização social

Em um debate escolar, um aluno menciona que a tecnologia ajuda a expor violações de direitos humanos. Qual autor pode ser associado a essa ideia, considerando a relação entre tecnologia e mobilização social?

  • ❌ A) Karl Marx. A alternativa não corresponde ao enfoque solicitado, que é a relação entre tecnologia, mobilização social e exposição de injustiças.
  • ✅ B) Manuel Castells. Castells é associado à análise de como a tecnologia pode apoiar mobilizações e tornar injustiças visíveis.
  • ❌ C) Émile Durkheim. A alternativa não é a associação indicada para tecnologia como meio de mobilização social.
  • ❌ D) Max Weber. Embora tenha estudado burocracia e racionalização, não é o autor associado nesta questão ao uso de tecnologia para mobilização e exposição de violações.
  • ❌ E) Pierre Bourdieu. O foco apresentado no item é a mobilização social mediada por tecnologia, não uma associação direta com esse autor.

Gabarito comentado: B. O comando pede uma associação específica; é importante não selecionar um autor apenas por ser conhecido na análise de estruturas sociais.

Questão 4 — Automação e requalificação profissional

Uma pesquisa nacional realizada em 2025 investigou os efeitos da inteligência artificial na indústria brasileira. Os dados mostram que 48% das indústrias adotaram sistemas de IA para automatizar linhas de montagem. Nesses setores, as horas de trabalho humano destinadas a tarefas repetitivas diminuíram, em média, 35%. Ao mesmo tempo, 62% das empresas ofereceram capacitação para a operação de robôs e a análise de dados, enquanto 27% dos trabalhadores ainda aguardavam formação adequada e demonstravam incerteza quanto à estabilidade no emprego e aos novos critérios de desempenho.

Com base no texto, qual impacto das transformações tecnológicas nas relações de trabalho é identificado pela combinação entre automação, capacitação profissional e incerteza dos trabalhadores?

  • ✅ A) Substituição de tarefas repetitivas por sistemas automatizados, com necessidade de requalificação dos trabalhadores. A alternativa reúne a redução das horas em tarefas repetitivas e a capacitação para novas funções, sem apagar as incertezas relatadas.
  • ❌ B) Transferência das tarefas automatizadas para trabalhadores capacitados, sem redução das horas de trabalho. O texto informa redução das horas humanas dedicadas às tarefas repetitivas.
  • ❌ C) Eliminação das incertezas sobre a estabilidade dos trabalhadores por meio da capacitação interna. A questão registra que parte dos trabalhadores ainda aguardava formação e demonstrava incerteza.
  • ❌ D) Manutenção de tarefas repetitivas como principal atividade humana, sem alteração dos requisitos profissionais. O texto indica redução dessas tarefas e novas demandas de capacitação.
  • ❌ E) Redução dos requisitos profissionais após a adoção de sistemas automatizados nas linhas industriais. A capacitação para operar robôs e analisar dados aponta para novas exigências, não para sua redução.

Gabarito comentado: A. O item trata de transformações do trabalho, e não de uma forma de violência em si. Pode ampliar a conversa sobre efeitos sociais da tecnologia e segurança nas relações de trabalho.

Questão 5 — Flexibilização espacial do trabalho

Uma empresa brasileira de consultoria passou a utilizar plataformas digitais para distribuir tarefas, acompanhar projetos e compartilhar documentos. Com essa mudança, seus colaboradores podem cumprir as mesmas atividades em diferentes locais, como suas casas, espaços de coworking ou outras cidades. Em relatório interno, 68% afirmaram que deixaram de depender da presença diária no escritório, enquanto 54% relataram dificuldade para separar o tempo de trabalho do tempo de descanso.

Considerando especificamente a possibilidade de realizar as atividades profissionais em diferentes locais, qual característica das transformações tecnológicas nas relações de trabalho é exemplificada no texto?

  • ✅ A) Flexibilização espacial do trabalho por meio das plataformas digitais. O foco é a possibilidade de trabalhar em diferentes lugares, fora do espaço tradicional do escritório.
  • ❌ B) Individualização contratual do trabalho por meio das plataformas digitais. O texto não descreve mudanças nos contratos ou nas responsabilidades jurídicas.
  • ❌ C) Flexibilização temporal do trabalho por meio das plataformas digitais. Essa alternativa trata da organização dos horários, enquanto o comando pergunta sobre os locais de trabalho.
  • ❌ D) Intensificação produtiva do trabalho por meio das plataformas digitais. A dificuldade de separar trabalho e descanso aparece no texto, mas não basta para concluir que houve intensificação da produtividade ou do ritmo.
  • ❌ E) Substituição ocupacional do trabalho por meio das plataformas digitais. Os colaboradores utilizam as plataformas; não há indicação de substituição por máquinas ou eliminação de ocupações.

Gabarito comentado: A. O detalhe decisivo é “em diferentes locais”. A dificuldade de separar trabalho e descanso é relevante, mas não responde ao recorte específico do enunciado.

Questão 6 — Trabalho por aplicativos e organização fordista

Uma pesquisa ilustrativa sobre o trabalho mediado por aplicativos em grandes cidades brasileiras descreveu o seguinte funcionamento: cada entrega é dividida em etapas curtas, distribuídas automaticamente por um algoritmo. A plataforma acompanha o desempenho dos trabalhadores por meio de avaliações e ajusta a remuneração conforme o tempo de resposta e a distância percorrida. Embora alguns entregadores valorizem a possibilidade de escolher seus horários, muitos relatam pressão por metas e competição por melhores avaliações. Esse modelo não assegura jornada mínima nem benefícios trabalhistas, como férias remuneradas.

Considerando o texto e a organização fordista da produção, qual característica do trabalho por aplicativos apresenta maior semelhança com a divisão de tarefas da linha de montagem?

  • ❌ A) Variação da remuneração conforme tempo e distância. É um critério de pagamento, não a fragmentação das atividades em etapas sucessivas.
  • ❌ B) Escolha flexível dos horários pelos trabalhadores. A flexibilidade temporal não corresponde à divisão do processo em tarefas parciais, que é o foco da comparação.
  • ❌ C) Monitoramento do desempenho por índices de avaliação. O monitoramento indica controle, mas não é, por si só, a divisão técnica do trabalho em etapas.
  • ❌ D) Concorrência entre trabalhadores por melhores avaliações. A competição é descrita no texto, mas não equivale à fragmentação das tarefas.
  • ✅ E) Divisão do trabalho em microetapas controladas por algoritmo. A decomposição das entregas em etapas curtas e distribuídas pelo algoritmo se aproxima da fragmentação e do controle associados à linha de montagem.

Gabarito comentado: E. A comparação está na organização das tarefas, não em supor que o trabalho por aplicativo seja idêntico ao trabalho fabril fordista.

Questão 7 — Autonomia no trabalho remoto

Uma pesquisa sobre o trabalho mediado por plataformas digitais mostra que, com a expansão do trabalho remoto e dos aplicativos de prestação de serviços, profissionais passaram a atuar fora dos escritórios e a organizar parte de suas atividades por meios digitais. Ferramentas de videoconferência permitem a colaboração entre pessoas em diferentes localidades, enquanto aplicativos de gestão registram tarefas, prazos e resultados. Em alguns casos, os trabalhadores também podem aceitar projetos específicos, sem contrato formal e por períodos determinados. Essas mudanças modificam as relações de trabalho e produzem, simultaneamente, possibilidades de autonomia, formas de controle e desafios para a proteção trabalhista.

Com base no texto, qual aspecto representa diretamente a ampliação da autonomia do trabalhador nas novas formas de organização do trabalho?

  • ✅ A) Possibilidade de organizar as atividades fora do escritório e em diferentes períodos. O texto relaciona essa possibilidade à flexibilidade de lugar e, em parte, de tempo.
  • ❌ B) Registro digital de tarefas, prazos e resultados do trabalho. Esse registro aponta para acompanhamento e controle, não necessariamente para autonomia.
  • ❌ C) Aceitação de projetos específicos por períodos determinados. A contratação temporária não demonstra, por si só, maior controle do trabalhador sobre a atividade.
  • ❌ D) Prestação de serviços sem contrato formal de trabalho. A ausência de vínculo é apresentada como desafio à proteção trabalhista, não como prova de autonomia.
  • ❌ E) Colaboração entre profissionais localizados em diferentes cidades. A alternativa descreve interação a distância, não diretamente a autonomia individual.

Gabarito comentado: A. É importante distinguir a possibilidade de organizar o trabalho de outras características que também aparecem no texto, como controle digital e fragilidade da proteção trabalhista.

Questão 8 — Home office e desigualdade digital

Uma pesquisa realizada em 2025 acompanhou trabalhadores brasileiros que passaram a atuar predominantemente em home office. O estudo constatou que 45% dos trabalhadores adotaram esse modelo. Entre eles, 30% viviam em áreas sem conexão estável de internet, 60% afirmaram trabalhar mais horas por dia e 50% relataram dificuldade para separar o ambiente profissional do espaço doméstico. Os pesquisadores observaram que o trabalho remoto ampliou a flexibilidade geográfica, mas seus benefícios foram distribuídos de maneira desigual, pois dependiam das condições de acesso à infraestrutura digital.

Com base no texto e considerando especificamente a distribuição desigual das condições necessárias para o trabalho remoto, qual desafio social é evidenciado pela expansão do home office?

  • ✅ A) Ampliação da desigualdade de acesso à infraestrutura digital. Parte dos trabalhadores não dispõe de conexão estável, e o texto relaciona os benefícios do trabalho remoto à infraestrutura.
  • ❌ B) Redução da necessidade de deslocamento entre residência e trabalho. Essa possibilidade não é o desafio distributivo destacado pelo comando.
  • ❌ C) Aumento da duração diária das atividades profissionais. O dado aparece no texto, mas trata da duração do trabalho, não da desigualdade de acesso à infraestrutura.
  • ❌ D) Ampliação da flexibilidade geográfica dos trabalhadores remotos. O texto apresenta essa flexibilidade como possibilidade, não como o desafio decorrente da distribuição desigual.
  • ❌ E) Dificuldade de separar as responsabilidades profissionais e domésticas. Essa dificuldade é mencionada, mas não responde ao recorte sobre acesso desigual à conectividade.

Gabarito comentado: A. O comando orienta a observar a distribuição desigual das condições necessárias para o home office. A questão permite discutir desigualdade digital, sem confundir esse foco com outros efeitos relatados.

Para fechar: próximos passos

Eu usaria este conjunto para combinar leitura de direitos humanos, análise crítica da tecnologia e interpretação de relações de trabalho, deixando explícito quando um item aborda violência diretamente e quando funciona como extensão temática. Consulte também as questões da habilidade EM13CHS202 e as questões da habilidade EM13CHS403. Para montar uma avaliação com itens adequados ao seu planejamento, experimente o gerador de provas do GeraProva e faça seu cadastro grátis.

Use as questões como ponto de partida e adapte a aplicação ao ritmo e aos objetivos da sua turma. O GeraProva pode ajudar na preparação das avaliações; a escolha final dos itens e a mediação pedagógica continuam com você.

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