Atividades de Doenças Parasitárias (Viroses, Bacterioses, Verminoses) para o ENEM com gabarito
Atividades de Biologia para o ENEM sobre doenças parasitárias, com questões de múltipla escolha e gabarito comentado. O material aborda prevenção da dengue e ciclos de parasitas, além de outros temas relacionados à saúde.
Atividades de doenças parasitárias para o ENEM ajudam a revisar transmissão, prevenção e ciclos de vida de agentes causadores de doenças. Em Biologia, questões com gabarito comentado permitem trabalhar temas como dengue, verminoses e esquistossomose, relacionando conceitos científicos a situações de saúde pública e ao raciocínio exigido na prova.
Quando preparo uma sequência de Biologia para o ENEM, procuro aproximar conceitos de saúde de situações que exigem interpretação, não apenas memorização de nomes. Em doenças parasitárias, isso significa relacionar agente, ciclo de vida, forma de transmissão e prevenção: reconhecer, por exemplo, por que eliminar criadouros do Aedes aegypti é uma ação diferente de tratar uma pessoa doente, ou identificar a etapa infectante de um verme.
Ao revisar as questões reunidas aqui, porém, encontrei também itens sobre BPA e sono, que não são questões de doenças parasitárias, além de uma questão de dengue sobre prevenção do vetor. Mantive as oito porque o material pede o conjunto integral. Em sala, eu as separaria por tema e deixaria explícito quais avaliam parasitologia e quais funcionam como revisão de saúde, regulação biológica e interpretação de mecanismos.
O que o aluno de ENEM precisa saber sobre Doenças Parasitárias (Viroses, Bacterioses, Verminoses)
Para resolver questões de doenças parasitárias no ENEM, o estudante precisa relacionar o agente causador às formas de transmissão, ao ciclo de vida e às medidas de prevenção, interpretando informações do enunciado. No caso das verminoses, é importante distinguir estágios do parasita e compreender se o ciclo é direto ou indireto, com hospedeiro intermediário. A esquistossomose, causada por Schistosoma mansoni, tem ciclo indireto, que envolve caramujo como hospedeiro intermediário. Em Strongyloides stercoralis, a larva filariforme pode penetrar pela pele e percorrer o organismo até alcançar o intestino. Para a dengue, reconhecer o papel do Aedes aegypti ajuda a escolher ações que reduzam criadouros, como mutirões de limpeza. Também trabalho a diferença entre prevenção coletiva, proteção individual e tratamento. O rótulo amplo do assunto inclui viroses, bacterioses e verminoses, mas as questões disponíveis não cobrem igualmente esses grupos: aqui, o conteúdo diretamente parasitológico aparece sobretudo nas verminoses e no controle do vetor da dengue.
O que ele precisa saber antes
Antes de aplicar as questões de parasitologia, vale verificar se a turma compreende o que é um parasita e como um ciclo de vida pode envolver diferentes estágios e hospedeiros. A questão sobre Strongyloides exige que o aluno saiba diferenciar ovo e larva infectante, além de acompanhar um percurso descrito em etapas. A de esquistossomose depende da distinção entre ciclo direto e indireto e da noção de hospedeiro intermediário.
Para a questão de dengue, os pré-requisitos são reconhecer medidas de prevenção de doenças e conhecer, em linhas gerais, o ciclo do mosquito. As outras cinco questões têm pré-requisitos distintos: receptores hormonais e sistema reprodutor para BPA; função da melatonina, sistema nervoso, hipotálamo e ritmo circadiano para os itens sobre luz e sono. Eu apresentaria essa separação antes da atividade para que a turma não confunda regulação hormonal com parasitologia.
Onde os alunos mais erram
Nos itens diretamente ligados a parasitas, o erro típico indicado nas questões é confundir o estágio infectante com o ovo no ciclo de Strongyloides e supor que a infecção ocorre pela ingestão direta. O raciocínio correto exige seguir o percurso informado: a larva filariforme penetra pela pele, passa pela circulação, chega aos pulmões, alcança a traqueia, é deglutida e chega ao intestino. Uma resposta que coloca o desenvolvimento adulto no pulmão ou desloca o parasita para o cérebro não acompanha as etapas descritas.
Na esquistossomose, o distrator mais provável é o ciclo direto. Essa escolha pode decorrer de o estudante lembrar o nome da doença, mas não associar o caramujo ao papel de hospedeiro intermediário. Na dengue, o distrator mais provável é a campanha de conscientização: informar é importante, mas não substitui a remoção efetiva de criadouros. A questão pede uma medida principal contra a proliferação do vetor, não uma ação de comunicação isolada.
Nos itens de BPA e sono, aparecem outros erros, que não devem ser tratados como erros de parasitologia. A questão sobre BPA aponta a confusão entre ação por receptor hormonal e modificação direta do DNA; nas questões de luz, melatonina e ciclo circadiano, os distratores misturam mecanismos de outros hormônios ou invertem a direção do efeito da luz. Eu usaria esses itens apenas numa revisão mais ampla de Biologia e saúde, deixando claro o objetivo conceitual de cada bloco.
Como trabalhar em sala
- Organize um quadro de transmissão e prevenção: proponha colunas para agente, via de transmissão, etapa infectante ou vetor e medida preventiva. A turma pode preenchê-las a partir dos enunciados, sem precisar de material além do quadro e do caderno.
- Peça que desenhem ciclos em etapas: para Strongyloides e Schistosoma, os alunos podem criar setas e legendas com os estágios e hospedeiros que aparecem nas questões. Depois, comparem os desenhos e justifiquem por que um ciclo é indireto.
- Separe prevenção de informação: usando a questão de dengue, peça que classifiquem alternativas como ação direta sobre criadouros, proteção individual ou comunicação. Isso ajuda a discutir por que campanhas podem apoiar, mas não equivalem à remoção de locais de reprodução.
- Faça leitura guiada dos distratores: antes de revelar o gabarito, cada dupla identifica a palavra ou relação que torna uma alternativa inadequada. É uma maneira simples de trabalhar interpretação e raciocínio sem transformar a correção em mera conferência de letras.
- Divida os itens por eixo de conteúdo: use as questões 6 a 8 no bloco de parasitologia e controle de vetor. Reserve as cinco primeiras para uma atividade separada sobre BPA, sistema endócrino, luz e sono. Essa organização evita apresentar como doença parasitária aquilo que os próprios enunciados não abordam.
Questões prontas de Doenças Parasitárias (Viroses, Bacterioses, Verminoses) para o ENEM (com gabarito comentado)
As questões abaixo são reproduzidas em conteúdo e alternativas, com a indicação de correta ou incorreta e o comentário correspondente. Para uso didático, recomendo avisar que os itens 1 a 5 são de outros conteúdos de Biologia e saúde, enquanto os itens 6 a 8 se relacionam diretamente ao recorte de dengue e parasitologia.
Questão 1 — BPA e saúde reprodutiva
Um estudo realizado em uma região metropolitana brasileira analisou amostras de urina de adolescentes que viviam próximas a indústrias de plástico. Os pesquisadores encontraram concentrações de metabólitos de bisfenol A (BPA) 20% maiores, em média, do que as observadas em adultos da mesma região. O BPA é um xenoestrogênio, substância capaz de se ligar a receptores celulares semelhantes aos ativados por hormônios sexuais femininos. No grupo estudado, também foram relatadas alterações no ciclo menstrual e na maturação puberal, o que levantou a hipótese de efeitos persistentes sobre a saúde reprodutiva. Considerando o mecanismo de ação do BPA e as alterações observadas no estudo, qual possibilidade representa uma vulnerabilidade reprodutiva de longo prazo associada à exposição durante a adolescência?
- ❌ A) Antecipação da maturação puberal com aumento duradouro da fertilidade. A interferência hormonal pode alterar o padrão de maturação, mas não permite concluir que a fertilidade aumentará de modo persistente.
- ❌ B) Redução temporária da produção de gametas pelos ovários. Reconhece uma possível interferência ovariana, mas não corresponde ao efeito persistente de longo prazo solicitado.
- ❌ C) Aumento persistente da produção de gametas pelos ovários. O enunciado apresenta o BPA como risco potencial à saúde reprodutiva, não como estímulo duradouro da função ovariana.
- ❌ D) Alteração do ciclo menstrual sem efeito sobre a produção de gametas. Limita a consequência a uma manifestação observada e desconsidera a vulnerabilidade reprodutiva de longo prazo perguntada.
- ✅ E) Redução persistente da produção de gametas pelos ovários. A ação semelhante à do estrógeno pode interferir na regulação hormonal e sustentar essa possibilidade de repercussão ovariana.
Questão 2 — Luz azul e melatonina
Em um estudo realizado com estudantes brasileiros, dois grupos usaram dispositivos eletrônicos antes de dormir durante cinco noites. O grupo exposto à luz azul apresentou maior tempo até adormecer e menor concentração de melatonina no início da noite. Essa luz é detectada por células fotossensíveis da retina, que enviam sinais ao núcleo supraquiasmático do hipotálamo. Esse núcleo interpreta a exposição como indício de claridade ambiental e reduz o estímulo para que a glândula pineal libere melatonina, hormônio associado à preparação do organismo para o sono. Com base no texto, identifique a analogia que representa adequadamente o efeito da luz azul sobre a produção de melatonina.
- ✅ A) Funciona como um sinal de dia que mantém a vigília e reduz a liberação de melatonina. A retina informa sobre a claridade, e a menor liberação do hormônio dificulta o início do sono.
- ❌ B) Funciona como um conversor que transforma a melatonina em substância de alerta no cérebro. O enunciado não descreve conversão química; o efeito decorre da redução da liberação hormonal.
- ❌ C) Funciona como um acelerador que antecipa a produção de melatonina pela glândula pineal. A luz azul reduz o estímulo para liberar melatonina, em vez de antecipá-lo.
- ❌ D) Funciona como um bloqueador que interrompe os sinais da retina ao núcleo supraquiasmático. O texto descreve a ativação das células da retina e o envio de sinais, não a interrupção da comunicação.
- ❌ E) Funciona como um sinal de noite que favorece o sono e aumenta a liberação de melatonina. A luz é interpretada como claridade e reduz a liberação do hormônio.
Questão 3 — Uso de tela e atraso para dormir
Um grupo de jovens relatou o hábito de usar o celular no escuro antes de dormir, alternando vídeos e mensagens. Em uma semana, registraram o horário em que apagavam a luz do quarto e o momento em que conseguiam adormecer. Também relataram maior sonolência pela manhã e dificuldade de manter a atenção. A iluminação intensa próxima aos olhos à noite pode interferir nos sinais ambientais usados pelo organismo para ajustar sono e vigília. Qual mecanismo biológico está mais diretamente relacionado ao atraso para adormecer?
- ❌ A) Aumento da liberação de insulina, acelerando a captação de glicose e induzindo sono. Insulina se relaciona à glicemia e não é o principal sincronizador do sono-vigília pela luz.
- ❌ B) Aumento da concentração de testosterona, modulando o humor e impedindo o sono. Essa associação não explica diretamente o ajuste diário provocado pelo estímulo luminoso.
- ❌ C) Ativação de hormônios tireoidianos, elevando o metabolismo e eliminando a sonolência. A função metabólica da tireoide não explica o atraso agudo descrito após exposição à luz.
- ❌ D) Diminuição da produção de adrenalina, reduzindo o estado de alerta e antecipando o sono. A alternativa inverte o efeito descrito: a luz noturna pode manter o alerta e atrasar o sono.
- ✅ E) Redução da secreção noturna de melatonina, desajustando o ciclo sono-vigília. A luz intensa à noite reduz a melatonina e pode atrasar o sono.
Questão 4 — Sincronização do ciclo sono-vigília
Participantes de um centro esportivo juvenil registraram horários de sono e uso de celular. Nos dias em que utilizavam telas luminosas perto da hora de dormir, iniciavam o sono mais tarde e relatavam menor estado de alerta pela manhã. A retina percebe a luz como sinal ambiental para ajustar o relógio circadiano. À noite, a luz intensa pode reduzir a liberação de melatonina. Como adolescentes já tendem a apresentar atraso natural nesse ciclo, avalie qual orientação favorece a sincronização do ciclo sono-vigília.
- ❌ A) Priorizar uso de tela com brilho máximo à noite para sincronizar o relógio ao horário escolar. A luminosidade noturna prolonga artificialmente o sinal de dia e pode atrasar o ciclo.
- ✅ B) Priorizar menor exposição a telas antes de dormir e maior contato com luz natural ao despertar. Reduzir luz noturna favorece a melatonina, e a luz matinal funciona como sinal de início do dia.
- ❌ C) Priorizar maior luminosidade no quarto antes de dormir para antecipar a liberação de melatonina. A luz intensa tende a inibir, não antecipar, a liberação do hormônio.
- ❌ D) Priorizar sono prolongado somente nos fins de semana para reverter o atraso diário do relógio. Dormir mais ocasionalmente não elimina o efeito do sinal luminoso noturno nem estabiliza sozinho o ritmo diário.
- ❌ E) Priorizar bebidas estimulantes à noite para compensar a redução de alerta no dia seguinte. Estimulantes não sincronizam o relógio biológico e podem dificultar o sono.
Questão 5 — Mecanismo de ação do BPA
O bisfenol A (BPA) é classificado como disruptor endócrino capaz de mimetizar o estrógeno, ligar-se a receptores hormonais e alterar padrões de expressão gênica. Identifique qual característica do mecanismo de ação do BPA explica sua capacidade de alterar a expressão gênica.
- ✅ A) Ligação competitiva do BPA ao receptor de estrógeno. Ao mimetizar o estrógeno e ligar-se ao receptor, o BPA pode ativar a transcrição gênica regulada por esse receptor.
- ❌ B) Metilação direta do DNA em regiões promotoras. O mecanismo descrito é a ligação a um receptor hormonal, não a metilação direta do DNA.
- ❌ C) Inibição não competitiva de enzima de sinalização celular. O enunciado atribui a ação à interação com receptor hormonal, não à inibição enzimática.
- ❌ D) Alteração do transporte de íons através de canais celulares. Esse mecanismo não corresponde à ação via receptores hormonais apresentada.
- ❌ E) Ativação enzimática do receptor de vitamina D. A questão trata do receptor de estrógeno, não do receptor de vitamina D.
Questão 6 — Prevenção da dengue
Em uma comunidade, um surto de dengue foi registrado. Qual é a principal medida preventiva que deve ser adotada para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti?
- ❌ A) Usar repelentes apenas em crianças. Repelentes podem ajudar na proteção individual, mas não eliminam criadouros do mosquito.
- ✅ B) Realizar mutirões de limpeza. A remoção de recipientes e possíveis criadouros contribui para reduzir a população do vetor.
- ❌ C) Vacinar a população. A alternativa não apresenta uma ação de eliminação do vetor, que é o foco específico da pergunta.
- ❌ D) Proibir a venda de água engarrafada. A água engarrafada não é apontada como causa do surto; a questão trata do controle de criadouros.
- ❌ E) Promover campanhas de conscientização. Campanhas podem orientar a população, mas não substituem a ação direta de eliminar criadouros.
Questão 7 — Ciclo de Strongyloides stercoralis
No ciclo de Strongyloides stercoralis, identifique o estágio infectante para humanos e descreva, em etapas, o percurso desse estágio até o estabelecimento do parasita no intestino.
- ✅ A) Larva filariforme penetra pele → circulação → pulmões → traqueia → deglutição → intestino, onde vira adulto. A larva filariforme é infectante e percorre esse trajeto antes de amadurecer no intestino.
- ❌ B) A larva filariforme se torna adulta no pulmão antes de ir ao intestino. O desenvolvimento descrito leva o parasita ao intestino; não o torna adulto no pulmão.
- ❌ C) O estágio infectante é o ovo, que é ingerido diretamente. A questão identifica a larva filariforme como estágio infectante, e a entrada ocorre pela pele.
- ❌ D) O parasita se estabelece no cérebro antes do intestino. Esse percurso não corresponde ao ciclo descrito para o parasita.
- ❌ E) A infecção ocorre apenas ao ingerir alimentos contaminados. A via indicada é a penetração da larva pela pele, não exclusivamente a ingestão de alimentos.
Questão 8 — Ciclo da esquistossomose
Durante uma aula de Biologia, a professora explicou que a esquistossomose é provocada pelo Schistosoma mansoni. Que tipo de ciclo de vida esse parasita apresenta?
- ❌ A) Ciclo direto. Um ciclo direto não envolve hospedeiro intermediário, enquanto o ciclo do parasita inclui caramujo.
- ✅ B) Ciclo indireto. O Schistosoma mansoni utiliza hospedeiro intermediário, o caramujo, e por isso apresenta ciclo indireto.
- ❌ C) Ciclo de vida simples. A presença de diferentes hospedeiros e etapas torna inadequado classificar o ciclo como simples.
- ❌ D) Ciclo monoxeno. Ciclos monoxenos envolvem apenas um hospedeiro, o que não corresponde ao ciclo da esquistossomose.
- ❌ E) Ciclo autotrófico. Autotrofia não é uma classificação aplicável ao ciclo de vida parasitário apresentado.
Próximos passos
Eu usaria primeiro as questões 6 a 8 para diagnosticar o que a turma já compreende sobre prevenção e ciclos de parasitas. Em seguida, corrigiria as demais em um bloco separado, explicitando seus conceitos de saúde e regulação biológica. Para ampliar o repertório, consulte também questões da habilidade EM13CNT207, questões da habilidade EM13CNT104, questões da habilidade EM13CNT203 e questões da habilidade EM13CNT202. Você pode adaptar a seleção no gerador de provas do GeraProva e fazer seu cadastro grátis.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Doenças Parasitárias (Viroses, Bacterioses, Verminoses), com resolução comentada e análise de cada alternativa.
