Atividades de compreender decisões em dois estados para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito
Reuni atividades de Computação para trabalhar decisões com valores verdadeiro e falso na 1ª série do Ensino Médio. As oito questões vêm com alternativas comentadas e ajudam a revisar conjunção, disjunção e negação.
Quando trabalho decisões em dois estados com uma turma de 1ª série, procuro partir de regras que os estudantes consigam interpretar: o que precisa acontecer para liberar um acesso, autorizar uma ação ou produzir uma saída. Na prática, não basta apresentar os símbolos; é preciso verificar se a turma acompanha cada condição e distingue o valor de uma proposição da consequência prevista pelo sistema.
Por isso, organizei aqui uma sequência de questões de Computação com situações de aplicativos, acesso, regras e sensores. Elas permitem observar como a turma interpreta “e”, “ou” e a negação, além de revisar o que significa classificar uma proposição como verdadeira ou falsa.
O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre compreender decisões em dois estados (verdadeiro ou falso)
Na 1ª série, o estudante precisa compreender que, no modelo lógico apresentado nestas atividades, uma proposição assume um de dois valores: verdadeiro ou falso. Para avaliar uma decisão, deve identificar quais afirmações compõem a regra, verificar o valor de cada uma e aplicar o conectivo indicado, sem acrescentar condições que o enunciado não menciona. No caso do “e”, todas as condições precisam ser verdadeiras para que a expressão composta seja verdadeira; se uma delas for falsa, o resultado é falso. No caso do “ou”, basta que pelo menos uma das condições seja verdadeira para que o resultado seja verdadeiro. A negação inverte o valor da proposição: se P é verdadeira, não P é falsa, e vice-versa; expressões como “não é falso que P” equivalem a P. O aluno também deve separar o valor lógico da regra de sua consequência prática, como liberar ou bloquear um acesso, e ler com cuidado o contexto antes de decidir.
Essa compreensão é importante porque os itens não pedem apenas decorar uma tabela-verdade. Em diferentes enunciados, o estudante precisa traduzir uma regra escrita em linguagem cotidiana para uma expressão lógica e, em seguida, avaliar os valores informados. Ao trabalhar assim, consigo perceber se a dificuldade está no conectivo, na leitura da situação ou na relação entre resultado lógico e ação do sistema. A sequência contempla habilidades relacionadas a questões da habilidade EM13CO02, questões da habilidade EM13CO14 e questões da habilidade EM13CO03.
O que ele precisa saber antes
Antes de resolver os itens, a turma precisa reconhecer uma proposição e compreender que ela pode receber um valor lógico. Também ajuda saber identificar os conectivos básicos, especialmente “e”, “ou” e “não”, em frases comuns e em expressões simples. Não é necessário começar com uma formalização extensa: posso apresentar P e Q como abreviações de duas afirmações e mostrar que cada uma recebe verdadeiro ou falso.
Outro ponto prévio é diferenciar uma informação falsa de uma informação ausente. Se o enunciado diz que uma condição não foi atendida, temos um valor para avaliar; não falta dado. Essa diferença aparece em situações como a autorização ainda não validada, que deve ser lida conforme a informação dada, e não tratada automaticamente como indeterminação. Também é útil revisar que, em uma conjunção, as duas partes precisam ser verdadeiras; em uma disjunção, ao menos uma parte verdadeira basta. Para a questão sobre portas lógicas, os valores 1 e 0 representam, respectivamente, verdadeiro e falso.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente previsto nas questões é tratar duas condições ligadas por “e” como alternativas. O estudante vê que o link está correto, por exemplo, e conclui que isso basta para liberar a entrada, embora a câmera também precise estar autorizada. O mesmo raciocínio pode aparecer em uma regra de download ou empréstimo: uma condição satisfeita não compensa a outra que está falsa. O distrator mais provável da questão da videoconferência expressa justamente essa leitura, ao considerar suficiente apenas o link correto.
Também vale observar a confusão entre “e” e “ou”. A expressão “ou” aceita resultado verdadeiro quando uma condição é verdadeira; já o “e” exige as duas. Em itens com negação, alguns podem marcar uma frase como falsa apenas porque aparece a palavra “não”, ou considerar verdadeira toda frase com forma afirmativa. O valor depende da relação entre a frase e o fato apresentado, não da aparência gramatical isolada. Por fim, é comum confundir falta de informação com uma condição explicitamente falsa, acrescentar requisitos que o texto não traz ou chamar de “parcialmente verdadeira” uma conjunção com uma parte falsa. Pedir que o estudante indique cada condição antes de escolher a alternativa ajuda a localizar o passo em que o raciocínio se desviou.
Como trabalhar em sala
- Comece com duas proposições conhecidas. Escreva no quadro P e Q e associe a cada uma uma situação simples. Peça à turma que diga o que muda quando a regra usa “e” ou “ou”. O objetivo é tornar visível que o conectivo altera a decisão, mesmo quando as condições são as mesmas.
- Use cartões de verdadeiro e falso. Os estudantes podem indicar V ou F para cada condição e, depois, calcular o resultado da expressão. É um recurso simples, sem custo relevante, que permite comparar respostas e pedir justificativas curtas. Para evitar que a atividade vire apenas votação, solicite que expliquem qual condição determinou o resultado.
- Separe regra, dados e conclusão. Ao ler um enunciado, peça que sublinhem a regra, anotem os valores informados e só então indiquem a saída. Essa rotina é especialmente útil quando há uma consequência prática, como liberar um download, avançar em uma inscrição ou acionar uma irrigação.
- Compare frases e fatos. Para trabalhar negação, apresente uma afirmação e um fato correspondente. A turma decide se a frase é verdadeira ou falsa, justificando a resposta sem se guiar apenas pela presença de “não”. Inclua a dupla negação “não é falso que P” e peça que a reescrevam como uma afirmação direta.
- Feche com análise de distratores. Depois de corrigir, escolha uma alternativa errada e pergunte qual ideia pode ter levado a ela. Assim, a correção esclarece por que uma condição isolada não basta em uma conjunção, ou por que “ou” não deve ser interpretado como “e”.
Questões prontas de compreender decisões em dois estados (verdadeiro ou falso) para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)
As questões a seguir podem ser usadas em uma atividade diagnóstica, em uma revisão ou como parte de uma prova. Recomendo pedir que os estudantes registrem a regra lógica antes de assinalar a alternativa: isso torna o raciocínio mais visível durante a correção.
1. Em uma videoconferência, a entrada na sala depende de o link estar correto e a câmera estar autorizada. Se o link está correto, mas a câmera não foi autorizada, a entrada é permitida?
- ❌ A) A entrada é permitida, porque o link correto já é suficiente para liberar o acesso. Por que está errada: considera apenas o link e ignora a outra condição necessária: a câmera estar autorizada.
- ❌ B) A entrada é permitida, porque basta que o link esteja correto ou que a câmera esteja autorizada. Por que está errada: troca a exigência das duas condições pela exigência de apenas uma. O texto requer ambas.
- ❌ C) Não é possível determinar se a entrada é permitida, porque o enunciado não informa se a câmera foi autorizada. Por que está errada: o enunciado informa que a câmera não foi autorizada; há dados suficientes para concluir.
- ❌ D) A entrada é permitida, porque a câmera não autorizada serve apenas como aviso e não impede o acesso. Por que está errada: trata como irrelevante uma autorização que o enunciado apresenta como condição necessária.
- ✅ E) A entrada não é permitida, porque sem a câmera autorizada a videoconferência fica bloqueada, mesmo com o link correto. Gabarito comentado: a entrada depende de duas condições ao mesmo tempo. Como a câmera não foi autorizada, uma condição não foi atendida e o acesso não é permitido.
2. Durante um teste de um aplicativo escolar, o histórico registra “Arquivo enviado às 14h03” e a tela principal mostra “Não é falso que o arquivo foi enviado”. Considere P: “o arquivo foi enviado”. Qual é o valor lógico da frase exibida?
- ❌ A) O valor lógico permanece indeterminado, pois um histórico de ações não informa o conteúdo da mensagem exibida. Por que está errada: o enunciado fornece a equivalência entre “não é falso que P” e P, além de informar que P ocorreu.
- ❌ B) A frase é falsa, pois a palavra “não” transforma automaticamente em falsa qualquer afirmação sobre o envio. Por que está errada: ignora a dupla negação; não se deve atribuir o valor apenas pela presença da palavra “não”.
- ✅ C) A frase é verdadeira, pois o histórico confirma P, e “não é falso que P” tem o mesmo valor lógico que P. Gabarito comentado: o histórico confirma que o arquivo foi enviado, então P é verdadeira. A expressão “não é falso que P” equivale a afirmar P e também é verdadeira.
- ❌ D) A frase é verdadeira, mas o registro confirma apenas a abertura do arquivo, não o envio. Por que está errada: altera o dado apresentado: o histórico registra explicitamente o envio.
- ❌ E) A frase só pode ser considerada verdadeira se houver confirmação de recebimento pelo destinatário. Por que está errada: acrescenta uma condição ausente. Envio e confirmação de recebimento não são a mesma proposição.
3. O sistema registra que um iogurte está vencido, enquanto a etiqueta exibe “Este produto não está vencido”. Considerando a frase da etiqueta uma proposição da lógica clássica, qual é seu valor lógico?
- ❌ A) Verdadeira, porque a etiqueta apresenta uma informação com estrutura afirmativa sobre o estado do produto. Por que está errada: a forma da frase não determina seu valor. É preciso considerar a negação e compará-la com o fato informado.
- ✅ B) Falsa, porque a proposição afirma que o produto não está vencido, mas o registro informa que está vencido. Gabarito comentado: a etiqueta nega que o produto esteja vencido. Como o enunciado informa que ele está vencido, a afirmação da etiqueta não corresponde ao fato e é falsa.
- ❌ C) Sem valor lógico, porque frases exibidas em etiquetas não podem ser analisadas pela lógica. Por que está errada: o enunciado determina que a frase seja considerada uma proposição da lógica clássica; o suporte em que aparece não impede a análise.
- ❌ D) Verdadeira e falsa ao mesmo tempo, porque a etiqueta e o sistema apresentam informações diferentes. Por que está errada: informações conflitantes não fazem com que a mesma proposição clássica tenha dois valores simultâneos.
- ❌ E) Indeterminada, porque o registro do sistema pode não representar a condição real do produto. Por que está errada: introduz dúvida sobre a confiabilidade do registro, embora o texto determine o fato a ser considerado.
4. Em uma inscrição para oficina, a regra é continuar = aceitouTermos OU contaValidada. Nesta tentativa, aceitouTermos é falso e contaValidada é verdadeiro. Qual é o valor de continuar?
- ❌ A) Não se aplica, porque a conta validada só pode ser considerada após a aceitação dos termos. Por que está errada: inventa uma ordem ou dependência entre as condições que não aparece na regra apresentada.
- ❌ B) Falso, porque o operador “OU” exige que as duas condições sejam verdadeiras para liberar o processo. Por que está errada: interpreta “OU” como “E”. A exigência de duas condições verdadeiras corresponde à conjunção.
- ❌ C) Erro de sintaxe, porque o operador “OU” não pode combinar valores falso e verdadeiro. Por que está errada: essa combinação é válida e tem resultado definido na lógica proposicional.
- ✅ D) Verdadeiro, porque o operador “OU” produz verdadeiro quando pelo menos uma das condições é verdadeira. Gabarito comentado: contaValidada é verdadeira. Como basta uma das condições ser verdadeira para a disjunção resultar verdadeira, continuar também é verdadeiro.
- ❌ E) Indeterminado, porque uma condição falsa impede concluir o resultado da expressão lógica. Por que está errada: no “OU”, a condição verdadeira já permite determinar o resultado, mesmo com a outra falsa.
5. Uma biblioteca digital autoriza um download somente quando o cadastro está ativo e o usuário está logado. O cadastro de uma estudante está ativo, mas ela ainda não fez login. Qual é o valor da autorização e sua consequência?
- ✅ A) A autorização é falsa, portanto o download não é liberado. Gabarito comentado: a regra exige que as duas condições sejam verdadeiras. Como a estudante não está logada, a conjunção é falsa e o download não é autorizado.
- ❌ B) A autorização é falsa, mas o download é liberado. Por que está errada: reconhece o resultado lógico, mas ignora a relação indicada no texto entre autorização e liberação.
- ❌ C) A autorização é verdadeira, mas o download não é liberado. Por que está errada: atribui valor verdadeiro à conjunção apesar de uma condição necessária ser falsa e separa incorretamente a autorização de sua consequência.
- ❌ D) A autorização é indeterminada, pois falta uma das condições. Por que está errada: não falta informação: o enunciado diz que a estudante ainda não fez login.
- ❌ E) A autorização é verdadeira, portanto o download é liberado. Por que está errada: supõe que uma condição verdadeira basta, embora a regra exija as duas simultaneamente.
6. A regra de segurança do laboratório diz: “Não entre sem avental”. Uma estudante entra usando avental. Qual valor lógico deve ser atribuído à regra nessa situação?
- ✅ A) Verdadeira, pois a estudante entrou usando avental, condição que respeita a regra apresentada. Gabarito comentado: a instrução proíbe a entrada sem avental. Como a estudante entrou usando o equipamento, a condição proibida não ocorreu e a regra é respeitada.
- ❌ B) Não se aplica, pois a regra avalia somente pessoas que entram sem avental. Por que está errada: confunde a situação que viola a regra com as situações em que ela pode ser avaliada. A entrada com avental também permite verificar o cumprimento.
- ❌ C) Falsa, pois usar avental transforma a entrada em uma ação diferente da prevista na regra. Por que está errada: o avental é justamente a condição relacionada à entrada no enunciado, não uma ação que impeça avaliar a regra.
- ❌ D) Indeterminada, pois o texto não informa se a estudante recebeu autorização para entrar. Por que está errada: acrescenta uma condição externa. A regra apresentada trata da presença do avental.
- ❌ E) Falsa, pois qualquer entrada no laboratório contraria a regra, mesmo com avental. Por que está errada: interpreta a instrução como proibição absoluta e ignora a condição “sem avental”.
7. Para retirar um tablet, é preciso estar identificado no sistema e ter autorização digital válida. Ana está identificada, mas sua autorização ainda não foi validada. Qual é o valor lógico de “identificada e autorizada”?
- ❌ A) A expressão é verdadeira, porque Ana já está identificada no sistema. Por que está errada: confunde uma parte verdadeira com a conjunção inteira; a autorização também é exigida.
- ✅ B) A expressão é falsa, porque, em uma conjunção, todas as condições precisam ser verdadeiras. Gabarito comentado: “e” representa uma conjunção. Ana está identificada, mas não está autorizada; como uma das proposições é falsa, a expressão toda é falsa.
- ❌ C) A expressão não pode ser determinada, porque a autorização ainda está em análise. Por que está errada: interpreta como falta de informação o dado de que a autorização não foi validada no momento considerado.
- ❌ D) A expressão é parcialmente verdadeira, porque uma condição foi satisfeita. Por que está errada: introduz uma categoria intermediária, diferente dos valores verdadeiro e falso adotados nesta questão.
- ❌ E) A expressão é verdadeira, porque a identificação substitui a autorização digital. Por que está errada: trata como equivalentes dois requisitos que o enunciado apresenta separadamente.
8. Em uma estufa automatizada, a água é liberada somente quando o solo está seco e a temperatura está adequada. O sensor indica solo seco, mas a temperatura não está adequada. Considerando 1 como verdadeiro e 0 como falso, qual porta lógica representa a decisão e qual é a saída?
- ❌ A) A porta lógica é NÃO E (NAND), e a saída será 1 (verdadeira). Por que está errada: nega o resultado da operação E. A regra descrita exige as duas condições, sem inverter a saída.
- ❌ B) A porta lógica é OU (OR), e a saída será 1 (verdadeira). Por que está errada: considera suficiente uma condição verdadeira, mas o sistema exige solo seco e temperatura adequada.
- ❌ C) A porta lógica é NÃO OU (NOR), e a saída será 0 (falsa). Por que está errada: embora indique a saída 0, atribui a operação errada; a regra é uma exigência conjunta, correspondente a E.
- ✅ D) A porta lógica é E (AND), e a saída será 0 (falsa). Gabarito comentado: a liberação depende simultaneamente das duas condições. Na operação E, todas as entradas precisam ser 1. Como uma entrada é 1 e a outra é 0, a saída é 0.
- ❌ E) A porta lógica é OU exclusivo (XOR), e a saída será 1 (verdadeira). Por que está errada: o XOR produziria 1 quando exatamente uma entrada fosse verdadeira, mas essa não é a regra da estufa, que exige as duas condições.
Próximos passos
Depois da atividade, vale agrupar as respostas por tipo de raciocínio: conjunção, disjunção ou negação. Essa leitura ajuda a planejar uma retomada objetiva, com exemplos focados no conceito que precisa de mais atenção. Você também pode adaptar o conjunto e combinar os itens com outros conteúdos de Computação.
Para montar avaliações com questões adequadas ao seu planejamento, experimente o gerador de provas do GeraProva. Se ainda não tem uma conta, faça seu cadastro grátis e explore os recursos disponíveis para professores.
Use as questões como ponto de partida e ajuste a aplicação ao ritmo e aos objetivos da sua turma. O GeraProva pode ajudar na preparação, mas a decisão pedagógica continua sendo sua.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
Criar minha prova