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Atividades de Apreciação e réplica para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni atividades de Apreciação e réplica para a 1ª série do Ensino Médio, com oito questões e gabarito comentado. O material ajuda a trabalhar apreciação literária, repertório e posicionamento crítico em Língua Portuguesa.

Atividades de Apreciação e réplica para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando trabalho Apreciação e réplica com uma turma de 1ª série do Ensino Médio, procuro aproximar a leitura de situações em que os estudantes precisam escolher, interpretar e responder a uma obra ou a um ponto de vista. Não basta perguntar se gostaram: é importante conversar sobre o que sustenta essa impressão, quais elementos chamaram atenção e como uma resposta pode dialogar com o que foi lido ou ouvido.

Nas atividades desta página, reúno situações com textos literários, obras multimodais e escolhas de acervo pessoal. Elas permitem observar se o estudante identifica perspectivas, relaciona forma e tema e justifica uma escolha. Também ajudam a planejar retomadas: às vezes, a turma precisa distinguir uma opinião fundamentada de uma preferência isolada; em outras, precisa perceber como registros e comparações contribuem para construir repertório.

O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Apreciação e réplica

Apreciar uma obra é construir uma leitura atenta: reconhecer aspectos de sua forma, seus temas, suas perspectivas e os efeitos que esses elementos produzem. A réplica, por sua vez, não é simplesmente repetir a mensagem nem declarar que algo é bom ou ruim; é responder ao que foi apresentado, concordando, questionando ou ampliando a conversa com razões compreensíveis. Na 1ª série, espero que o estudante consiga relacionar elementos da obra — como gênero, voz narrativa, organização temporal, linguagem, sons ou combinação de formatos — ao sentido que ela constrói. Também é importante que diferencie uma escolha pessoal de critérios externos, como popularidade ou prestígio, e que consiga justificar suas preferências. Quando seleciona leituras para um acervo próprio, pode registrar impressões, retomar trechos e comparar perspectivas. Esse processo fortalece o repertório e oferece base para participar de debates culturais com abertura a outras leituras, sem tratar a opinião individual como a única interpretação possível.

O que ele precisa saber antes

Para acompanhar as questões, ajuda que a turma tenha familiaridade com alguns conceitos de leitura. Vale retomar gêneros e perspectivas literárias, características básicas de poema, crônica, conto, romance, HQ e cartas ficcionais, além da diferença entre narrador em primeira pessoa e outras formas de narração. Também é necessário observar como uma narrativa organiza o tempo: uma sequência linear não funciona do mesmo modo que uma história com lembranças e saltos temporais.

Outro ponto de partida é compreender opinião, justificativa e posicionamento crítico. Uma justificativa apresenta razões relacionadas ao texto ou à situação, enquanto uma preferência sem explicação pode não dar conta de uma análise. Nas atividades sobre obras multimodais, a turma precisa identificar linguagens e elementos composicionais — por exemplo, poema falado, sons e depoimentos — e reconhecer o problema ou ponto de vista que a obra apresenta. Por fim, interpretar descrições e comparar critérios de seleção são pré-requisitos úteis para as questões de formação de repertório.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente indicado nas questões é confundir uma participação crítica com uma preferência, uma classificação ou uma escolha baseada no que está em alta. Na primeira atividade, por exemplo, selecionar apenas obras sobre um tema preferido não é o mesmo que comparar perspectivas e justificar indicações para uma consulta pública. A alternativa pode parecer atraente porque expressa uma opinião clara, mas deixa de considerar a diversidade do acervo e não desenvolve uma contribuição fundamentada.

Nas questões de seleção de leituras, aparecem outros atalhos de raciocínio: escolher pelo número de comentários, pela popularidade algorítmica, pelo prestígio de um autor ou pela aparência da capa. Esses critérios podem até chamar atenção, mas não respondem necessariamente ao projeto de leitura apresentado. Também é comum confundir quantidade de títulos reunidos com apropriação: acumular links ou downloads sem ler, registrar ou retomar as obras não consolida um repertório pessoal.

Há ainda um cuidado importante na leitura analítica: não confundir assunto com forma. Uma narrativa sobre inteligência artificial, por exemplo, não é automaticamente híbrida; para reconhecer a combinação de formatos, é preciso observar como o texto é construído. Da mesma maneira, identificar uma narrativa não linear exige verificar a presença de saltos temporais, e não apenas notar que a história tem um tema interessante. Ao corrigir, peço que os estudantes apontem a pista do enunciado que sustenta a resposta e expliquem por que os distratores não atendem ao conjunto de critérios.

Como trabalhar em sala

  • Faça uma leitura com critérios visíveis. Apresente uma sinopse curta ou um trecho e peça à turma que identifique tema, forma, perspectiva e elementos que sustentam uma interpretação. Em seguida, os estudantes podem comparar suas observações em duplas.
  • Organize uma roda de recomendações justificadas. Cada participante indica uma obra e explica a escolha com base em um aspecto concreto: linguagem, tema, narrador ou efeito. O objetivo não é chegar a um gosto único, mas praticar justificativas e ouvir outros critérios.
  • Compare formatos sem confundir forma e assunto. Use descrições breves de obras e peça que os grupos distingam o que elas abordam de como foram construídas. Esse exercício prepara a leitura de obras híbridas e multimodais.
  • Proponha registros de leitura simples. Um caderno ou arquivo digital pode guardar título, trecho, impressão e uma pergunta para retomar depois. A turma pode comparar registros e perceber como uma leitura ganha novas relações com o tempo.
  • Peça uma réplica que avance a conversa. Depois de uma leitura ou apresentação, convide os estudantes a responder com uma interpretação e uma proposta relacionada ao problema discutido. Oriente-os a não apenas repetir a mensagem ou falar do tema sem analisar a obra.

Questões prontas de Apreciação e réplica para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As questões a seguir estão apresentadas com as alternativas e comentários de gabarito. Para usar em aula, você pode propor primeiro a resolução individual e depois pedir que a turma localize no enunciado as pistas que justificam cada escolha. Os itens contemplam as habilidades EM13LGG302 e EM13LP51.

Questão 1 — Participação crítica em um projeto cultural

Durante uma viagem de metrô, Caio encontrou cartazes com códigos que davam acesso a obras literárias contemporâneas. Entre elas, havia poemas sobre a vida nas periferias, crônicas de trabalhadores que atravessam a cidade e contos de ficção científica sobre mobilidade urbana. Depois de ler algumas amostras, ele decidiu organizar um acervo digital pessoal e participar da consulta pública que escolheria as próximas obras do projeto. Qual atitude de Caio articula apreciação literária, formação de repertório pessoal e posicionamento crítico no meio cultural?

  • ❌ A) Selecionar as obras sobre mobilidade urbana e sugerir que o projeto mantenha apenas esse recorte temático. Isso transforma uma preferência em critério geral e não considera a diversidade do repertório cultural.
  • ❌ B) Organizar as obras por gênero literário e enviar essa classificação como contribuição principal. Classificar informações pode ser útil, mas não equivale a apreciar as obras nem a formular uma réplica crítica.
  • ✅ C) Escolher as obras de que mais gostou, comparar suas perspectivas e justificar novas indicações na consulta pública. Essa opção reúne preferência pessoal, apreciação e intervenção crítica fundamentada.
  • ❌ D) Escolher as obras mais acessadas, supondo que a preferência coletiva seja suficiente. A popularidade pode informar, mas não substitui uma apreciação própria nem um posicionamento crítico.
  • ❌ E) Comentar os problemas do transporte relatados e deixar de avaliar as escolhas literárias. A alternativa se limita ao assunto representado, sem considerar perspectivas, recursos ou critérios de seleção.

Gabarito: C. Peça que a turma observe a combinação de escolha, comparação e justificativa. O distrator A pode atrair quem toma uma preferência legítima como regra para todo o projeto; a questão exige uma contribuição que considere mais de uma perspectiva.

Questão 2 — Interpretar uma obra e propor uma ação

No campeonato de futsal da escola, um grupo mostrou a obra “Arquibancada vazia”. Ela tem poema falado, sons da torcida e falas de atletas. A obra pergunta por que os jogos femininos têm menos público e menos divulgação. Depois, os alunos foram convidados a criar uma resposta para continuar essa conversa. Qual proposta mostra o que a obra faz e também cria uma ação para a escola?

  • ❌ A) Escrever que só os autores podem dizer o que a obra quer dizer. Isso não analisa a obra e trata seu sentido como definido apenas pelos autores.
  • ❌ B) Dizer que a obra é boa apenas porque recebeu muitos aplausos. Os aplausos não bastam para analisar os recursos nem para propor uma ação cultural.
  • ✅ C) Criar uma apresentação que explique como poema, sons e falas mostram o problema e apresente ideias para divulgar os jogos femininos. A proposta interpreta os elementos da obra e amplia o debate com uma ação relacionada ao tema.
  • ❌ D) Gravar falas de atletas apenas para repetir a mensagem. A proposta acrescenta depoimentos, mas não analisa como a obra foi construída nem apresenta novas ideias para o debate.
  • ❌ E) Fazer cartazes sobre os jogos femininos sem falar da obra. A ação aborda o tema, porém não demonstra apreciação crítica dos recursos usados na produção apresentada.

Gabarito: C. A resposta adequada articula interpretação e intervenção. Vale conversar sobre como diferentes linguagens participam da construção de sentido e por que uma ação relacionada ao problema precisa ir além de repetir a mensagem original.

Questão 3 — Escolher e retomar leituras

O “Catálogo Sonoro” de um centro cultural oferece textos literários brasileiros recentes narrados por atores. Lia escuta no fone durante o trajeto de bicicleta e gosta de textos curtos, com linguagem inventiva, sobretudo quando tratam da cidade e do cotidiano da periferia. No catálogo há poesia falada, uma novela curta, crônicas e cartas ficcionais. Após 30 dias, os títulos não escolhidos somem do aparelho, mas é possível salvar trechos e comentários. Lia conta que já colecionou links demais e esqueceu o que tinha ouvido. Qual atitude favorece a formação de repertório pessoal e a apropriação das leituras?

  • ❌ A) Priorizar obras mais comentadas nas redes e trocar de título sempre que surgir uma novidade. A popularidade e a troca constante substituem o aprofundamento e dificultam a apropriação.
  • ❌ B) Priorizar a maior quantidade de downloads, mesmo sem tempo para ouvir até o fim. Isso confunde acumular títulos com construir repertório; sem fruição e retorno, as obras podem ficar esquecidas.
  • ❌ C) Priorizar apenas a curadoria pronta, sem anotar nem revisitar trechos. A escolha passiva e a falta de registros não ajudam Lia a organizar e retomar as leituras.
  • ✅ D) Priorizar obras que dialoguem com seus temas preferidos e registrar impressões para retomar e relacionar leituras. A alternativa combina seleção por preferência com marcações e comentários que permitem revisitar os textos.
  • ❌ E) Priorizar títulos escolhidos ao acaso para evitar repetir gostos pessoais. A aleatoriedade ignora os critérios que Lia quer usar para construir um repertório próprio.

Gabarito: D. O enunciado destaca tanto as predileções de Lia quanto a possibilidade de salvar comentários. Ajude os estudantes a perceber que escolher com critério e voltar às leituras são ações complementares.

Questão 4 — Seleção de obras em uma feira

Na feira de publicações independentes do bairro, Diego encontra livretos, zines e livros curtos. Com R$ 60, só consegue levar três. Há poemas sobre viagens de ônibus, microcontos sobre entregadores de aplicativo, uma HQ sobre irmãos que mudam de cidade, ensaios sobre os clássicos e um romance de uma influenciadora. Diego costuma sublinhar trechos e anotar no celular por que uma frase ficou na cabeça. Sem registros, mistura histórias e esquece onde viu certas ideias. Ele quer iniciar um conjunto de leituras contemporâneas que o acompanhe, sem formar apenas uma pilha de compras. Qual atitude melhor permite selecionar obras segundo suas predileções e se apropriar delas?

  • ❌ A) Guardar todos os folhetos recebidos sem leitura para aumentar a quantidade reunida. Juntar material sem leitura, organização e retomada não configura apropriação nem construção intencional do acervo.
  • ❌ B) Comprar os títulos mais comentados para garantir que sejam atuais e aprovados por muitos leitores. Esse critério privilegia popularidade, não o diálogo entre as obras e as preferências de Diego.
  • ❌ C) Levar obras de autores premiados, mesmo sem interesse, para ter um acervo respeitável. O prestígio não garante escolha por predileção nem envolvimento efetivo com as leituras.
  • ✅ D) Selecionar obras que dialoguem com seus temas preferidos e criar registros, como citações e comentários, para retomá-las depois. A escolha e o registro favorecem um acervo pessoal organizado e apropriado.
  • ❌ E) Escolher os livros com capas mais atraentes para decorar a estante. A alternativa desloca o objetivo para a aparência e não considera a leitura e o uso do repertório.

Gabarito: D. O distrator B é plausível porque a feira pode dar visibilidade a alguns títulos, mas popularidade não substitui o projeto pessoal de leitura. Retome com a turma a função dos registros mencionados no enunciado.

Questão 5 — Coerência entre preferências e catálogo

Luana recebeu dois créditos para escolher títulos no catálogo do Clube do Livro do Bairro. Ela quer iniciar um acervo pessoal com obras brasileiras contemporâneas que consiga ler no ônibus e revisitar para compartilhar trechos. Prefere textos curtos, humor do cotidiano, vozes femininas e alguma marca de oralidade. No catálogo estão “Reinos de Cinza”, fantasia épica de 600 páginas; “Rua de Dentro”, crônicas curtas ambientadas em Recife, com narradora em primeira pessoa e tom bem-humorado; “Voz no Beco”, poemas de slam com QR para ouvir performances; “O Ateneu”, romance do século XIX; e “Maresia de Partida”, HQ autobiográfica sobre mudança de cidade, de tom contemplativo. Qual seleção mais contribui para um acervo coerente com suas preferências?

  • ✅ A) Selecionar “Rua de Dentro” e “Voz no Beco”. As duas obras são contemporâneas, curtas e se aproximam do humor e da oralidade que Luana procura.
  • ❌ B) Selecionar “O Ateneu” e “Rua de Dentro”. A opção inclui uma obra que não atende ao recorte de produções contemporâneas indicado por Luana.
  • ❌ C) Selecionar “Reinos de Cinza” e “Rua de Dentro”. A fantasia épica não corresponde ao critério de textos curtos nem às preferências de oralidade descritas.
  • ❌ D) Selecionar “Reinos de Cinza” e “O Ateneu”. Uma obra longa e um clássico não contemplam o conjunto de critérios de contemporaneidade, leitura breve e oralidade.
  • ❌ E) Selecionar “Maresia de Partida” e “Voz no Beco”. A opção inclui oralidade no slam, mas a HQ tem tom contemplativo e não corresponde tão bem ao humor indicado.

Gabarito: A. A resolução depende de comparar todas as características mencionadas, e não de escolher uma obra por um único aspecto. Convide os estudantes a apontar quais informações do catálogo sustentam cada correspondência.

Questão 6 — Narrador e organização temporal

Na plataforma Letrarte, usuários avaliam contos de autores emergentes. As resenhas descrevem cinco obras: “Vozes dispersas” monta uma sequência com registros de áudio enviados por estranhos; “Laços digitais” narra linearmente a evolução de uma amizade virtual; “Fragmentos de um ontem” é narrado em primeira pessoa e salta entre lembranças da infância e episódios atuais sem aviso cronológico; “Sombras urbanas” descreve o crescimento de uma metrópole do ponto de vista de um jovem; e “Mundos paralelos” apresenta uma viagem fantástica entre universos em sequência. Qual título deve integrar uma coletânea pessoal dedicada a narrativas em primeira pessoa que dissolvem a sequência cronológica?

  • ❌ A) “Vozes dispersas”. A descrição não indica narração em primeira pessoa nem organização temporal não linear.
  • ❌ B) “Laços digitais”. O enunciado informa que a narração é linear e não menciona primeira pessoa.
  • ✅ C) “Fragmentos de um ontem”. É a única descrição que reúne narrador em primeira pessoa e saltos temporais sem aviso cronológico.
  • ❌ D) “Mundos paralelos”. Embora seja uma história fantástica, ela segue uma sequência e não menciona narração em primeira pessoa.
  • ❌ E) “Sombras urbanas”. A descrição não indica primeira pessoa nem quebra da cronologia; focalizar um jovem não basta para concluir que ele narra a história.

Gabarito: C. A questão verifica dois critérios simultaneamente. É útil separar a busca pelo tipo de narrador da observação sobre a ordem dos acontecimentos e, depois, conferir qual título reúne os dois.

Questão 7 — Formato híbrido e cultura digital

Júlia lê sinopses de cinco lançamentos contemporâneos. “Silêncio na Linha do Tempo” alterna crônicas e textos em verso para discutir memórias veiculadas por redes sociais. “As Cores do Tempo” é um romance realista no campo, em prosa tradicional. “Horizonte Sintético” é um conto em prosa que especula sobre inteligência artificial em ambientes virtuais. “Ecos de Antigas Lendas” reúne poemas em forma concreta que revisitam mitos pré-coloniais. “Cartas Perdidas” é um romance epistolar ambientado nos anos 1980. Júlia deseja compor um acervo pessoal com obras que mesclem formatos literários e reflitam sobre cultura digital contemporânea. Qual obra atende melhor aos dois interesses?

  • ❌ A) “As Cores do Tempo”. Apresenta prosa tradicional e cenário rural, sem a mescla de formatos ou o diálogo com redes sociais.
  • ✅ B) “Silêncio na Linha do Tempo”. Combina crônica e verso e trata de memórias em redes sociais, contemplando os dois critérios de Júlia.
  • ❌ C) “Horizonte Sintético”. Aborda tema digital, mas a sinopse descreve apenas um conto em prosa, sem indicar formato híbrido.
  • ❌ D) “Cartas Perdidas”. O formato epistolar é indicado, mas a descrição não aponta mistura de verso e prosa nem cultura digital.
  • ❌ E) “Ecos de Antigas Lendas”. A forma poética é experimental, mas o tema apresentado são mitos, não a cultura digital contemporânea.

Gabarito: B. O distrator C pode parecer adequado por tratar de tecnologia, mas a pergunta pede também a mescla de formatos. Essa distinção ajuda a turma a não confundir tema com composição.

Questão 8 — Critério para constituir um acervo pessoal

De acordo com um levantamento de bibliotecas independentes, 68% dos leitores relatam escolher títulos pela recomendação de algoritmos de plataformas de leitura; 54% afirmam priorizar temas que dialogam com suas experiências pessoais. A bibliotecária Camila aconselha: “Para constituir um acervo pessoal significativo, selecione obras que ressoem com suas preferências e valores, mesmo ao explorar novos gêneros.” Plataformas sugerem obras populares, a crítica literária enaltece clássicos contemporâneos e influenciadores indicam lançamentos, mas Camila destaca a importância do interesse próprio para assegurar envolvimento contínuo. Qual critério melhor orienta a escolha de obras?

  • ✅ A) Escolher obras com base na afinidade temática com experiências pessoais. Esse critério corresponde ao conselho de selecionar títulos que dialoguem com preferências e valores individuais.
  • ❌ B) Escolher apenas pela ordem cronológica de publicação. A cronologia não garante conexão pessoal nem o envolvimento contínuo destacado no texto.
  • ❌ C) Escolher exclusivamente pela variedade de gêneros, sem considerar preferências. Explorar gêneros pode ampliar o repertório, mas não substitui o interesse próprio recomendado por Camila.
  • ❌ D) Escolher pelo prestígio da crítica literária. Esse critério prioriza reconhecimento externo, não a afinidade pessoal enfatizada no conselho.
  • ❌ E) Escolher pela popularidade nas plataformas algorítmicas. O texto menciona as recomendações, mas Camila orienta o leitor a considerar preferências e experiências próprias.

Gabarito: A. Oriente a turma a distinguir as informações de contexto do conselho principal. Os números apresentados não mudam o critério defendido pela bibliotecária: a escolha deve considerar o que ressoa com cada leitor.

Fechamento: transforme as questões em próximos passos

Depois da correção, vale usar as respostas para identificar o que a turma já consegue justificar e o que precisa de mais prática: comparar perspectivas, analisar recursos de uma obra ou organizar critérios pessoais de leitura. Você também pode explorar outras questões da habilidade EM13LGG302 e questões da habilidade EM13LP51. Para montar avaliações com itens alinhados ao seu planejamento, conheça o gerador de provas do GeraProva e faça seu cadastro grátis.

Use estas questões como ponto de partida e adapte a sequência ao que sua turma precisa retomar. No GeraProva, você pode preparar novas avaliações e seguir ajustando o trabalho de leitura com tranquilidade.

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