Atividades de Ação dos europeus e o domínio no mundo atlântico para o 7º ano com gabarito
Reuni atividades de História para trabalhar como os europeus controlaram rotas, portos e produtos no mundo atlântico. As oito questões vêm com alternativas comentadas e gabarito para apoiar sua aula no 7º ano.
Quando trabalho a ação dos europeus e o domínio no mundo atlântico com o 7º ano, procuro mostrar que a expansão não se resumiu a viagens e disputas navais. É importante acompanhar como a presença de fortalezas, feitorias, companhias autorizadas e regras de navegação organizava a circulação de produtos e concentrava ganhos nas mãos das metrópoles.
Na leitura de documentos e situações históricas, ajudo a turma a separar o que o texto informa do que podemos concluir. Uma regra que restringia a venda, por exemplo, não representa livre comércio: revela quem controlava as rotas e quem tinha autorização para negociar. As atividades a seguir permitem retomar essa relação entre poder político, comércio e colonização.
O que o aluno de 7º ano precisa saber sobre Ação dos europeus e o domínio no mundo atlântico
Para compreender a ação europeia no mundo atlântico, o aluno precisa reconhecer que as coroas procuravam controlar territórios, rotas e trocas comerciais para ampliar seus recursos e fortalecer seu poder. No contexto mercantilista, esse controle podia aparecer em feitorias, fortalezas, portos autorizados, licenças, companhias privilegiadas, taxas e regras que limitavam a participação de concorrentes. Na América portuguesa, feitorias ajudavam a acompanhar a extração e o embarque de produtos como o pau-brasil; em outras áreas, fortalezas protegiam entrepostos e o comércio. No sistema colonial, a metrópole buscava direcionar a circulação das mercadorias e reservar vantagens para seus próprios negociantes. Isso não significa que todas as experiências europeias fossem idênticas, mas há uma lógica recorrente de concentração do comércio. Também é necessário perceber que ocupações militares podiam estar ligadas a interesses econômicos, como no caso do açúcar em Pernambuco, e que as regras comerciais afetavam de modo distinto produtores coloniais, mercadores e armadores. A leitura atenta das evidências permite identificar essas relações sem confundir controle com liberdade comercial.
O que ele precisa saber antes
Antes de resolver as questões, é útil retomar alguns conceitos que aparecem diretamente nos textos: mercantilismo, monopólio comercial, relação entre metrópole e colônia e exclusivo colonial. A turma também se beneficia de uma noção básica da colonização europeia na América e no Brasil, da economia açucareira colonial e do comércio atlântico entre Europa, África e América.
Não é necessário que os estudantes memorizem cada regra ou companhia para interpretar as situações. O ponto de partida é compreender que a metrópole era o centro político que impunha condições ao comércio colonial, enquanto a colônia produzia bens e tinha sua circulação submetida a regras. Vale retomar ainda que uma fortaleza podia cumprir funções de defesa e de controle comercial ao mesmo tempo.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente indicado pelas questões é confundir a existência de trocas com liberdade de comércio. A presença de mercadores, navios ou produtos negociados não prova que todos podiam participar: feitorias, licenças, taxas e portos autorizados podiam restringir a circulação e favorecer a Coroa. Na primeira questão, o distrator mais provável é a ideia de trocas sem controle estatal. Para enfrentá-la, peça que os alunos localizem no texto quem autorizava a negociação e quem registrava as cargas.
Outro ponto de confusão é inverter os interesses da metrópole e os da colônia. As regras inglesas de navegação, por exemplo, favoreciam negociantes e armadores ingleses, enquanto limitavam as opções dos produtores coloniais. Também pode ocorrer de a turma interpretar a ocupação militar como um conflito isolado, sem relacioná-la ao controle de portos, rotas e etapas lucrativas do comércio. Em cada texto, convém perguntar quais evidências indicam o objetivo da ação: armas e fortalezas, mas também empréstimos, armazéns, taxas, destinos de mercadorias e exclusividade.
Como trabalhar em sala
- Marcação de evidências: peça que os alunos sublinhem no enunciado palavras ligadas a controle, como “autorizados”, “exclusivas”, “taxas” e “metrópole”. Depois, devem justificar a alternativa escolhida usando uma evidência do próprio texto.
- Quadro de agentes e interesses: no quadro, organize colunas para Coroa, comerciantes metropolitanos, produtores coloniais e concorrentes estrangeiros. A turma identifica quem decide, quem vende, quem paga e quem obtém vantagens em cada situação.
- Mapa simples do Atlântico: desenhe ou projete um mapa esquemático e indique Europa, África e América. Marque com setas a circulação mencionada nos textos, sem exigir precisão cartográfica avançada. A atividade ajuda a visualizar por que controlar rotas e portos tinha importância.
- Comparação de casos: em duplas, compare feitorias portuguesas, Atos de Navegação ingleses e a ocupação de Pernambuco. Os alunos registram uma semelhança e uma diferença, distinguindo controle comercial, proteção de rotas e ocupação militar.
- Justificativa do gabarito: depois da resolução individual, peça que cada estudante explique por que uma alternativa errada parece plausível e qual informação do texto a contradiz. Isso trabalha leitura histórica, não apenas reconhecimento de palavras.
Questões prontas de Ação dos europeus e o domínio no mundo atlântico para o 7º ano (com gabarito comentado)
As questões abaixo mantêm os contextos apresentados e vêm acompanhadas de explicações para todas as alternativas. Você pode aplicá-las como atividade individual, discussão em duplas ou revisão antes de uma avaliação.
1. Feitorias e controle do comércio português
Um inventário descreve navios portugueses na costa brasileira no início do século XVI. Eles aportavam em pontos estratégicos para construir feitorias, onde escrivães registravam a madeira coletada e as mercadorias embarcadas. Somente representantes da Coroa podiam negociar o pau-brasil; outros europeus eram impedidos de participar. As trocas com indígenas não lhes davam autonomia para vender recursos a outras nações. Qual ação exemplifica a lógica mercantil de domínio atlântico?
- ❌ A) Adoção de sistema de trocas sem controle estatal. O texto descreve controle da Coroa, registros e exclusividade, não comércio sem intervenção estatal.
- ❌ B) Permissão de livre comércio a outros navegantes europeus. Os demais europeus eram impedidos de participar; portanto, não havia livre acesso ao comércio.
- ✅ C) Estabelecimento de feitorias para controle do comércio. As feitorias e os registros permitiam acompanhar os produtos embarcados e controlar a circulação e os lucros.
- ❌ D) Pagamento aos indígenas com ferramentas e tecidos sem registro das mercadorias. Embora o texto mencione esses itens nas trocas, informa que as cargas eram registradas pelos escrivães.
- ❌ E) Autonomia indígena para vender recursos a outras nações. O enunciado afirma expressamente que os indígenas não tinham essa autonomia.
Gabarito comentado: C. A pista decisiva é a combinação entre feitorias, registro de mercadorias e exclusividade da Coroa portuguesa.
2. Privilégios comerciais e exportação
Em meados do século XVII, uma Coroa organizou frotas anuais para controlar o comércio de açúcar nas colônias atlânticas. Apenas navios autorizados podiam zarpar de portos oficiais e vender a carga na metrópole. Empresas com carta régia receberam privilégios de exportação, e mercadores locais pagavam taxas por cada quintal embarcado. Qual prática reflete a lógica mercantil europeia?
- ✅ A) Conceder privilégio a empresas com carta régia para exportação. A concessão de privilégios ajudava a Coroa a controlar o comércio colonial e concentrar ganhos.
- ❌ B) Autorizar missões religiosas a converter populações indígenas livres do comércio. A alternativa trata de conversão religiosa, não das regras de exportação e comércio descritas.
- ❌ C) Permitir que quaisquer navios coloniais vendessem diretamente em mercados externos. Isso representaria liberdade comercial, em oposição aos navios autorizados e aos portos oficiais.
- ❌ D) Eliminar a cobrança de taxas sobre as cargas coloniais. O texto informa que mercadores pagavam taxas; não havia eliminação dessas cobranças.
- ❌ E) Promover o plantio de subsistência para abastecimento das colônias. O foco do texto é o controle das exportações de açúcar, não o abastecimento local.
Gabarito comentado: A. O privilégio concedido pela Coroa e as restrições à navegação mostram a concentração metropolitana do comércio.
3. A ocupação de Pernambuco e o comércio açucareiro
Em 1630, navios armados chegaram a Pernambuco com soldados, canhões e mantimentos. Após a tomada de Olinda e Recife, administradores ligados a comerciantes dos Países Baixos ofereceram empréstimos para recuperar engenhos. O açúcar seguia para portos europeus, onde casas mercantis cuidavam de refino, transporte e venda. Fortalezas protegiam as rotas. Qual lógica orientava a ocupação?
- ❌ A) Associar a ocupação militar à conversão religiosa compulsória dos produtores. O texto destaca crédito, portos, rotas e comércio, não uma política de conversão dos proprietários.
- ❌ B) Associar a ocupação à distribuição de pequenas propriedades entre soldados europeus. Os engenhos continuaram com seus proprietários, que passaram a depender de crédito e compradores ligados aos ocupantes.
- ✅ C) Associar a ocupação militar ao controle de etapas lucrativas do comércio açucareiro atlântico. Portos e fortalezas protegiam uma rede de financiamento, circulação, refino e venda do açúcar.
- ❌ D) Associar a ocupação à fuga de impostos cobrados pelas coroas ibéricas. A questão fiscal não explica por si só as evidências destacadas: controle das etapas do comércio açucareiro.
- ❌ E) Associar a ocupação à criação de um mercado voltado apenas ao consumo dos colonos. O açúcar era enviado a portos europeus; o circuito descrito ultrapassava o consumo local.
Gabarito comentado: C. A ação militar aparece conectada ao crédito, às fortalezas e ao controle das rotas comerciais.
4. A fortaleza de São Jorge da Mina
Registros da fortaleza portuguesa de São Jorge da Mina, na costa ocidental africana, descrevem cargas fiscalizadas antes das trocas. Panos e objetos de metal eram negociados pelo ouro trazido por comerciantes africanos. A fortaleza tinha muralhas, armazéns e canhões; o ouro era guardado antes de seguir para Portugal. O administrador prestava contas ao rei. Qual era a finalidade da presença portuguesa?
- ✅ A) Concentrar na Coroa o comércio do ouro e os lucros obtidos. A fiscalização, o armazenamento e a prestação de contas permitiam à Coroa controlar o comércio e seus ganhos.
- ❌ B) Permitir a qualquer reino europeu negociar livremente no porto. As regras de fiscalização restringiam as negociações em favor do controle português.
- ❌ C) Transferir à fortaleza o cultivo de alimentos para abastecer Portugal. O texto descreve um entreposto fortificado de comércio de ouro, não uma área agrícola.
- ❌ D) Garantir aos comerciantes africanos o comando das rotas marítimas. A fortaleza, o administrador subordinado ao rei e o armazenamento indicam controle português nesse estabelecimento.
- ❌ E) Abandonar a defesa do litoral e priorizar acordos sem controle estatal. Muralhas, canhões e fiscalização mostram defesa armada e controle do comércio.
Gabarito comentado: A. A fortaleza tinha função comercial e defensiva; não se deve reduzir sua presença apenas à ação militar.
5. Atos de Navegação e domínio inglês
Em 1663, mercadores das colônias inglesas receberam instruções: mercadorias europeias destinadas às colônias deveriam passar por portos ingleses e viajar em navios ingleses. Produtos coloniais, como açúcar e tabaco, tinham a venda encaminhada principalmente à Inglaterra ou a outros domínios ingleses. Isso podia limitar compradores para produtores coloniais, enquanto fretes e taxas beneficiavam negociantes e armadores ingleses. Qual síntese caracteriza essa lógica?
- ✅ A) Controle metropolitano das rotas para concentrar lucros e poder naval. Portos e navios ingleses concentravam fretes, taxas e circulação comercial sob controle da metrópole.
- ❌ B) Isolamento europeu que impedia a circulação de mercadorias pelo oceano. A circulação não era impedida; era direcionada por rotas e embarcações controladas pela Inglaterra.
- ❌ C) Autonomia colonial para definir compras, vendas e fretes marítimos. As regras reduziam as escolhas dos produtores e não lhes davam controle sobre o transporte.
- ❌ D) Igualdade comercial entre colônias inglesas e potências concorrentes. As normas favoreciam negociantes ingleses e limitavam a concorrência de outras potências.
- ❌ E) Livre comércio entre portos atlânticos sem privilégios nacionais. A exigência de navios e portos ingleses criava privilégios, não livre comércio sem restrições.
Gabarito comentado: A. Compare os efeitos para produtores coloniais e armadores ingleses: o controle das etapas beneficiava especialmente os negociantes metropolitanos.
6. Licenças, feiras e destino das mercadorias
Um agente colonial, em 1620, relata instruções de Lisboa: navios deveriam navegar sob bandeira portuguesa e obter licenças exclusivas para o comércio de açúcar. Produtos locais só podiam ser vendidos em feiras autorizadas, e os lucros eram registrados pelo Conselho Mercantil português, que controlava preços e destinos. Qual aspecto revela a lógica mercantil europeia?
- ✅ A) A metrópole decidia para onde os produtos seriam enviados. O texto atribui à metrópole o controle dos destinos, além das licenças e dos locais de venda.
- ❌ B) Os lucros ficavam sob controle dos agentes coloniais. Os lucros eram registrados nos livros do Conselho Mercantil português.
- ❌ C) As licenças de açúcar eram abertas a todos os comerciantes. O enunciado as apresenta como exclusivas, não disponíveis a todos.
- ❌ D) Os navios podiam usar bandeiras de outros países. As instruções exigiam bandeira portuguesa.
- ❌ E) A colônia decidia para onde os produtos seriam enviados. A decisão cabia à metrópole, conforme o texto.
Gabarito comentado: A. Licenças, feiras autorizadas e controle dos destinos mostram que a colônia não decidia livremente a circulação de seus produtos.
7. Monopólio, taxas e restrição a estrangeiros
Um lavrador queria vender fumo a um capitão estrangeiro, que oferecia mais pelo produto. Um funcionário explicou que apenas uma companhia autorizada pelo rei podia comprar certos produtos e trazer mercadorias europeias. As cargas passavam por armazém portuário, pagavam taxas e viajavam em navios aprovados. Fortes e patrulhas impediam a negociação de outros países. Qual lógica mercantil está presente?
- ❌ A) Alianças de vassalagem típicas do feudalismo. O caso trata de comércio atlântico, companhias autorizadas e taxas, não de obrigações feudais pessoais.
- ❌ B) Missões religiosas para substituir o comércio por conversão. O texto destaca monopólio, fiscalização e impostos, não ações de catequese.
- ❌ C) Liberdade de comércio para qualquer nação negociar diretamente com produtores. O capitão estrangeiro não podia comprar; a situação descreve restrições, não livre-comércio.
- ❌ D) Proteção humanitária para garantir preços justos e impedir exploração. Essa intenção não aparece no texto, que destaca taxas e controle da negociação.
- ✅ E) Exclusividade comercial e tributos para concentrar lucros e controle na metrópole. Companhia autorizada, fiscalização, taxas e exclusão de concorrentes revelam o controle mercantil.
Gabarito comentado: E. A fala do lavrador evidencia que produtores não escolhiam livremente compradores ou fornecedores.
8. Exclusivo colonial e controle das rotas marítimas
Um comerciante português do século XVII descreve lucros obtidos ao embarcar açúcar americano, vender tecidos e ferramentas europeias e controlar a chegada de prata, especiarias e outros produtos em portos autorizados. Apenas navios licenciados podiam realizar o comércio, o que restringia concorrentes. Qual lógica econômica predomina no trecho?
- ❌ A) Organizar a economia colonial para atender às necessidades dos próprios colonos. O relato destaca os ganhos dos grupos que controlavam o comércio, não as necessidades dos colonos.
- ❌ B) Defender o livre comércio entre todos os portos e povos do oceano. A licença era exigida para negociar, portanto o comércio não estava aberto a todos.
- ❌ C) Substituir o comércio marítimo pelo consumo interno das colônias. O texto descreve circulação entre diferentes regiões do Atlântico.
- ❌ D) Valorizar a produção artesanal local acima do comércio de longa distância. O foco está no comércio e no controle das rotas, não na produção artesanal local.
- ✅ E) Praticar o exclusivo colonial e controlar rotas marítimas em favor das metrópoles. Licenças e portos autorizados limitavam a concorrência e concentravam ganhos nas metrópoles.
Gabarito comentado: E. A evidência central é o controle da circulação, e não apenas a produção dos bens.
Fechamento: da leitura à avaliação
Depois da correção, vale retomar as evidências usadas para distinguir monopólio de livre comércio e comparar como diferentes potências organizaram sua presença atlântica. Para selecionar outras atividades alinhadas à habilidade, consulte as questões da habilidade EF07HI13. Você também pode conhecer o gerador de provas do GeraProva e fazer seu cadastro grátis para preparar materiais de acordo com os objetivos da sua turma.
Use as questões como ponto de partida e ajuste a aplicação ao percurso da sua turma. O gabarito comentado pode apoiar a conversa sobre evidências históricas e a preparação de novas atividades.
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