Em uma atividade de Sociologia, estudantes analisaram uma pesquisa fictícia, realizada com participantes da…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e analisar as relações entre sujeitos, grupos, classes sociais e sociedades com culturas distintas diante das transformações técnicas, tecnológicas e informacionais e das novas formas de trabalho ao longo do tempo, em diferentes espaços (urbanos e rurais) e contextos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma atividade de Sociologia, estudantes analisaram uma pesquisa fictícia, realizada com participantes da restauração de um antigo teatro de bairro. O levantamento comparou as horas semanais dedicadas à atividade, a percepção de estar respondendo a uma necessidade concreta e os relatos de que a experiência tinha sentido pessoal. | Grupo | Horas semanais | Relatam responder a uma necessidade concreta | Relatam sentido pessoal | |---|---:|---:|---:| | A | 2 a 3 | 18 de 30 | 20 de 30 | | B | 6 a 8 | 10 de 30 | 12 de 30 | Os dados descrevem respostas dos participantes e, por si só, não demonstram que um fator tenha causado o outro. Com base nos dados da tabela e nas ideias de Viktor Frankl, analise se a quantidade de horas dedicadas à restauração explica, por si só, os relatos de sentido pessoal. Apresente uma conclusão sustentada pela comparação entre os grupos e indique um limite do que os dados permitem afirmar.
- A) A quantidade de horas explica os relatos de sentido pessoal de maneira inversa: dedicar menos tempo à restauração leva a uma experiência mais significativa. O grupo A, que participa por menos horas, relata mais sentido pessoal e maior percepção de responder a uma necessidade concreta. Portanto, reduzir o tempo de atividade favorece o sentido, como se observa nessa experiência.
- B) A comparação comprova que o sentido pessoal depende de assumir uma possibilidade significativa, e não do tempo dedicado a uma atividade. O grupo A relata mais sentido apesar de participar por menos horas, o que confirma a explicação de Frankl. Portanto, essa relação pode ser aplicada a qualquer pessoa envolvida em uma atividade de restauração ou em outras experiências semelhantes.
- C) A percepção de estar respondendo a uma necessidade concreta explica os relatos de sentido pessoal. Como o grupo A apresenta mais respostas positivas nas duas dimensões, fica demonstrado que reconhecer uma necessidade concreta produz sentido, independentemente de outros aspectos da experiência. A pesquisa confirma, assim, que assumir essa responsabilidade é a causa dos relatos de sentido observados.
- D) A quantidade de horas, isoladamente, não explica os relatos de sentido: o grupo A dedica menos tempo, mas apresenta mais relatos de sentido pessoal e de percepção de estar respondendo a uma necessidade concreta do que o grupo B. A comparação é compatível com a ideia de Frankl de que o sentido se relaciona com a maneira como a pessoa reconhece e assume uma possibilidade significativa, e não apenas com o volume de atividade. Contudo, os dados mostram uma associação, não provam que a percepção de responsabilidade cause o sentido relatado nem permitem generalizar o resultado para outras pessoas ou situações.
- E) A quantidade de horas explica os relatos de sentido pessoal: como o grupo B dedica mais tempo à restauração, essa maior participação favorece a construção de sentido. Os relatos de percepção de uma necessidade concreta também indicam que a atividade mais intensa aproxima os participantes de uma finalidade significativa. Assim, os dados mostram que ampliar o tempo dedicado à restauração tende a aumentar o sentido pessoal.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Como os grupos têm 30 participantes cada, podemos comparar diretamente os relatos: no grupo A, 20 relataram sentido pessoal e 18 perceberam responder a uma necessidade concreta; no grupo B, foram 12 e 10, respectivamente.
- O grupo A dedicava menos horas, mas apresentou mais relatos positivos nas duas dimensões. Portanto, a quantidade de horas, por si só, não explica os relatos de sentido. Isso é compatível com Frankl, para quem o sentido se relaciona à maneira como a pessoa reconhece e assume possibilidades significativas.
- A tabela descreve uma associação, mas não demonstra causalidade: não prova que a percepção de responder a uma necessidade cause o sentido pessoal. Também não permite generalizar o resultado para outras pessoas ou situações. Assim, D é a conclusão sustentada pelos dados e respeita seus limites.
💡 Dica: Compare os grupos e separe o que os dados mostram daquilo que não permitem concluir causalmente.
Alternativa por alternativa
Conclui que dedicar menos horas causa mais sentido. A comparação mostra uma diferença entre grupos, mas não demonstra que reduzir o tempo produza essa experiência.
Reconhece que mais horas não correspondem a mais relatos de sentido, mas trata a comparação como comprovação e generaliza o resultado para outras pessoas e situações.
Confunde a presença conjunta de mais respostas positivas no grupo A com prova de que perceber uma necessidade concreta causa sentido pessoal; os dados não estabelecem essa relação causal.
Por que engana: Concluir que mais ou menos horas, ou a percepção de uma necessidade, causou o sentido relatado.
O grupo com menos horas apresenta mais relatos de sentido e de resposta a uma necessidade concreta. Isso sustenta uma interpretação coerente com Frankl sem transformar a associação observada em prova causal.
Supõe que mais horas favorecem o sentido, embora o grupo B, que dedica mais tempo, tenha menos relatos de sentido pessoal e de resposta a uma necessidade concreta.
Raio-X da questão
Sentido pessoal em Frankl e reconhecimento de uma possibilidade significativa.
avaliacao
Leitura comparativa de dados em tabela. · Diferença entre correlação e causalidade.
Associação, causalidade e limites de generalização.
Concluir que mais ou menos horas, ou a percepção de uma necessidade, causou o sentido relatado.
Responsabilidade e atribuição de sentido à ação.
cientifico
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