Leia a crônica de Gregório Duvivier e responda às questões de 13 a 15. E eles viveram felizes para sempre E…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Compartilhar sentidos construídos na leitura/escuta de textos literários, percebendo diferenças e eventuais tensões entre as formas pessoais e as coletivas de apreensão desses textos, para exercitar o diálogo cultural e aguçar a perspectiva crítica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Leia a crônica de Gregório Duvivier e responda às questões de 13 a 15. E eles viveram felizes para sempre E eles viveram felizes para sempre. Seja lá quando isso for. Assim acaba essa história. Porque, tudo o que começa, acaba. Murilo teve sua primeira visão quando nasceu: vislumbrou sua morte, de infarto, debruçado numa janela. Abriu o berreiro. E nunca se esqueceu dessa visão, estranhamente. Mais tarde, na infância, os filmes o entediavam: nos créditos iniciais já sabia que o casal viveria feliz para sempre. Os filmes de comédia não tinham mais graça e os de suspense não davam susto. Desistiu de assistir “Lost” no primeiro capítulo. Segundo o texto, é possível afirmar que Murilo (ETEC 2020)
- A) se entediava com filmes por causa de seus enredos sempre imprevisíveis.
- B) entendeu que saber como seria o fim dos acontecimentos ressignificou a sua própria história.
- C) descobre, desde bebê, que seria feliz para sempre, mesmo sem saber quanto tempo isso levaria.
- D) descobriu que o contentamento de viver se dava em como as ações se ligam ou geram as outras no dia a dia.
- E) se sentia à vontade em fazer novas atividades e amizades, pela sua facilidade em lidar com as subjetividades alheias.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O texto diz que Murilo teve, ao nascer, a visão da própria morte e nunca a esqueceu. Passo 2: Na infância, ele já sabia o desfecho dos filmes desde os créditos iniciais, por isso o tédio com comédias e suspenses. Passo 3: A alternativa D é a correta, pois, como o texto mostra, o interesse pela vida e pelas histórias depende de as ações se desenrolarem e se conectarem, e não de um fim já conhecido; a alternativa D reflete essa ideia de que o contentamento está no processo cotidiano, em contraste com a visão antecipada do fim. Passo 4: A alternativa A está errada porque o tédio vinha da previsibilidade, não da imprevisibilidade dos enredos. Passo 5: A alternativa B vai além do texto, pois não há menção de que Murilo tenha ressignificado sua história. Passo 6: A alternativa C distorce o texto: Murilo não descobriu que seria feliz para sempre; ele soube da sua morte. Passo 7: A alternativa E não tem respaldo no texto, que não trata de facilidade em fazer amizades.
💡 Dica: Releia os dois primeiros parágrafos e veja o que Murilo já sabia e como isso afetava seu interesse pelas histórias.
Alternativa por alternativa
Inverte a causa do tédio, entendendo que os enredos eram imprevisíveis quando, na verdade, eram previsíveis para Murilo.
Atribui a Murilo uma reflexão sobre ressignificação da própria história que o texto não apresenta, escolhendo a alternativa mais 'filosófica'.
Por que engana: Escolher a alternativa mais elaborada filosoficamente (B) sem verificar se o texto afirma isso.
Confunde a visão da própria morte com a descoberta de que seria feliz para sempre, tomando a fala final do texto como fato sobre Murilo.
CORRETA. O texto sugere que o interesse pela vida está no desenrolar das ações, pois saber o fim retirava a graça das histórias, o que leva à ideia de que o contentamento está no processo cotidiano.
Cria um traço de personalidade (facilidade social) sem nenhuma base no texto, provavelmente por associação com a ideia de 'viver'.
Raio-X da questão
Inferência a partir de texto literário
avaliacao
Compreensão literal do texto · Vocabulário contextual
Leitura inferencial e efeito de sentido
Escolher a alternativa mais elaborada filosoficamente (B) sem verificar se o texto afirma isso.
pensamento_critico
literario
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