Uma equipe organizou dados de três abrigos rochosos para estudar a ocupação antiga de uma região. A tabela…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Uma equipe organizou dados de três abrigos rochosos para estudar a ocupação antiga de uma região. A tabela registra a quantidade de painéis com pinturas e a época estimada dos registros. | Abrigo | Painéis com pinturas | Época mais antiga estimada | |---|---:|---| | Serra Alta | 4 | há cerca de 8 mil anos | | Vale Fundo | 7 | há cerca de 6 mil anos | | Pedra Clara | 3 | há cerca de 4 mil anos | Com base na tabela, explique o que a diferença entre as épocas mais antigas estimadas permite levantar sobre a ocupação da região e por que esses dados, por si só, não comprovam uma rota de migração.
- A) Como Pedra Clara tem os registros mais recentes, é possível levantar a hipótese de que a ocupação da região começou nesse abrigo e depois chegou a Vale Fundo e Serra Alta. A diferença entre as épocas sugeriria etapas sucessivas de ocupação, enquanto a presença de pinturas nos três lugares indicaria que a região foi sendo conhecida aos poucos. Ainda assim, a tabela não permite identificar quem iniciou esse processo nem a causa dos deslocamentos.
- B) A tabela mostra registros de arte rupestre em abrigos da região em épocas diferentes, com a data mais antiga em Serra Alta e as mais recentes em Pedra Clara. Essa sequência pode orientar uma hipótese sobre mudanças na ocupação ao longo do tempo, mas não comprova uma rota migratória: a idade dos registros não informa, sozinha, a direção dos deslocamentos nem se os grupos que produziram as pinturas eram os mesmos. Seriam necessárias outras evidências arqueológicas e comparações entre os sítios.
- C) A quantidade de painéis permite levantar a hipótese de que a população cresceu ao longo do tempo e passou a ocupar mais abrigos. Como os registros aparecem em Serra Alta, Vale Fundo e Pedra Clara, essa distribuição indica que os grupos se espalharam pela região. Embora a tabela não identifique os caminhos percorridos nem os nomes desses grupos, a diferença entre as datas e o número de pinturas já mostra uma expansão da ocupação.
- D) Vale Fundo, por apresentar a maior quantidade de painéis, pode ser considerado o principal centro de ocupação da região, enquanto os outros abrigos teriam sido espaços secundários. A diferença entre as épocas mais antigas permite levantar a hipótese de que esse núcleo organizava a vida dos grupos e influenciava a ocupação dos demais locais. Como a tabela não mostra os caminhos usados, ela não comprova por onde teria ocorrido uma migração.
- E) A presença de pinturas nos três abrigos em épocas diferentes permite levantar a hipótese de que um mesmo grupo permaneceu na região e ocupou esses lugares de forma contínua. A diferença entre as datas poderia representar momentos distintos de produção das pinturas por essa população. Os dados não comprovam um caminho específico de migração, mas seriam suficientes para indicar que os autores dos registros pertenciam ao mesmo grupo ao longo desse período.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Leia a tabela. Serra Alta tem a data mais antiga (cerca de 8 mil anos), Vale Fundo aparece em seguida (cerca de 6 mil anos) e Pedra Clara tem a mais recente (cerca de 4 mil anos). A diferença entre essas épocas permite levantar a hipótese de mudanças na ocupação ao longo do tempo, com registros de arte rupestre em momentos diferentes. Passo 2: Verifique o que os dados não mostram. A idade dos registros não indica sozinha a direção dos deslocamentos, porque uma data mais antiga em um lugar não prova que um grupo saiu dele para outro. Também não é possível saber se os grupos que fizeram as pinturas eram os mesmos. Passo 3: Conclua. Por isso, a alternativa B é a correta: ela apresenta a hipótese possível com cautela e indica que são necessárias outras evidências e comparações entre os sítios. Passo 4: Analise as demais. A está errada porque, se Pedra Clara tem os registros mais recentes, não faz sentido supor que a ocupação começou ali, e a tabela não sustenta essa sequência. C está errada porque o número de painéis não mostra crescimento populacional, e a tabela não comprova expansão. D está errada porque a quantidade de painéis não indica que Vale Fundo era um centro organizador da região, o que é uma suposição sem apoio nos dados. E está errada porque a presença de pinturas em épocas diferentes não prova que um mesmo grupo ocupou os três abrigos, e a afirmação de que os dados seriam suficientes contradiz a própria limitação da tabela.
💡 Dica: Compare as datas e separe o que elas sugerem do que podem comprovar sobre deslocamentos.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que o abrigo com registros mais recentes foi o ponto de partida da ocupação, invertendo a lógica cronológica dos dados. Ele também trata uma sequência de datas como prova de etapas de ocupação.
As datas permitem comparar a antiguidade dos registros e levantar hipóteses sobre a ocupação, mas não identificam diretamente os grupos nem o caminho percorrido. Por isso, a sequência temporal precisa ser examinada junto a outras evidências.
O aluno acredita que a quantidade de painéis mostra crescimento populacional e que a simples distribuição dos registros comprova a expansão dos grupos pela região. Ele confunde indício com prova e não percebe que o número de pinturas não informa o tamanho da população.
Por que engana: Tratar a sequência das datas ou a quantidade de pinturas como prova de direção migratória, crescimento populacional ou identidade comum dos grupos.
O aluno acredita que o abrigo com mais painéis era necessariamente o centro organizador da região, usando a ideia de que maior quantidade significa maior importância. Ele projeta uma relação de liderança ou influência que os dados não permitem inferir.
O aluno acha que a presença de pinturas em épocas diferentes indica um mesmo grupo permanecendo na região. Ele trata a continuidade dos registros como prova de identidade do grupo, quando a tabela não traz informação sobre autoria.
Raio-X da questão
Limites das evidências arqueológicas para inferir rotas de migração
avaliacao
Leitura e comparação de datas em tabela · Diferença entre hipótese e comprovação histórica
Povoamento e migrações no território americano
Tratar a sequência das datas ou a quantidade de pinturas como prova de direção migratória, crescimento populacional ou identidade comum dos grupos.
Valorização do patrimônio arqueológico
cientifico
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