Faixas de fita no chão do centro cultural desenham um círculo, uma linha diagonal e dois caminhos curvos. Para…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Faixas de fita no chão do centro cultural desenham um círculo, uma linha diagonal e dois caminhos curvos. Para criar uma intervenção de abertura de uma feira literária, jovens retiram de envelopes cartões com verbos como “aproximar”, “desviar”, “suspender” e “recolher”. Cada participante percorre o espaço respondendo corporalmente aos verbos, sem repetir uma sequência pronta. Quem observa anota momentos que chamaram atenção, como uma pausa inesperada, uma mudança de direção ou um deslocamento baixo. Ao final, a coordenadora explica que, nos próximos encontros, o grupo deverá transformar essas descobertas em movimentos que possam reconhecer como seus, sem que todos se movam de modo idêntico. Analise a situação e identifique a ação para o próximo encontro que contribui para formar um vocabulário corporal próprio do grupo.
- A) Escolher apenas os movimentos mais difíceis para demonstrar maior domínio técnico.
- B) Manter os movimentos de uma pessoa como modelo para os demais participantes copiarem.
- C) Selecionar ações descobertas e criar variações de direção, nível e duração para elas.
- D) Substituir as ações encontradas por passos de uma coreografia conhecida pelo público.
- E) Repetir os mesmos trajetos para que todos executem os movimentos de forma padronizada.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leia o enunciado com atenção. Os jovens exploraram os verbos corporalmente, o observador anotou momentos marcantes (pausa, mudança de direção, deslocamento baixo) e a coordenadora pediu que, no próximo encontro, o grupo transforme essas descobertas em movimentos reconhecidos como seus, sem que todos se movam de modo idêntico.
- Resolva por conta própria. Para formar um vocabulário corporal próprio, é preciso partir das descobertas já feitas e trabalhá-las, dando-lhes identidade. A alternativa que faz isso é a C: selecionar as ações descobertas e criar variações de direção, nível e duração. Assim, cada ação ganha forma própria, e as variações permitem que cada participante ou o grupo construa uma linguagem comum sem uniformizar os movimentos.
- Analise as demais alternativas. A alternativa A está errada, pois valoriza apenas o domínio técnico e não a construção de um vocabulário próprio. A alternativa B está errada, pois manter um modelo a ser copiado vai contra a ideia de movimentos que cada um reconhece como seus. A alternativa D está errada, pois substitui as descobertas por uma coreografia conhecida, abandonando o material criado pelo grupo. A alternativa E está errada, pois repetir trajetos padronizados gera exatamente o movimento idêntico que a coordenadora quer evitar.
- Conclusão. Concordo com o gabarito oficial: a alternativa correta é a C, porque ela transforma as descobertas em material próprio do grupo por meio de variações, respeitando a diversidade de movimentos.
💡 Dica: Reflita sobre como a ação descrita contribui para a construção coletiva do movimento.
Alternativa por alternativa
Acredita que o objetivo é mostrar virtuosismo técnico, como se a qualidade do movimento dependesse da dificuldade e não da expressividade própria do grupo.
Entende que aprender um vocabulário corporal é imitar um modelo único, ignorando que o enunciado pede movimentos que cada um reconheça como seus.
As improvisações geram ações iniciais, e suas variações ampliam as possibilidades de movimento do grupo. Isso transforma descobertas em repertório próprio.
Acha que a criação deve ser substituída por sequências já conhecidas do público, sem perceber que o enunciado valoriza as descobertas feitas pelo próprio grupo.
Confunde a construção de um vocabulário próprio com a padronização de execução, achando que todos devem fazer exatamente o mesmo trajeto, quando a questão pede que os movimentos não sejam idênticos.
Raio-X da questão
vocabulário corporal coletivo
diagnostico
expressão corporal básica · dinâmica de grupo
Estude como movimentos corporais podem ser interpretados e transformados em linguagem artística coletiva.
Confundir a ação individual com a construção coletiva do vocabulário corporal do grupo.
multiculturalismo
empatia
cotidiano
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