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Geografia1ª sérieBNCC EM13CHS203Média⏱ medio

— Se ninguém mora ali durante a cheia, por que não classificamos a área como vazia? — perguntou um vereador em…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13CHS203

Comparar os significados de território, fronteiras e vazio (espacial, temporal e cultural) em diferentes sociedades, contextualizando e relativizando visões dualistas (civilização/barbárie, nomadismo/sedentarismo, esclarecimento/obscurantismo, cidade/campo, entre outras).

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

— Se ninguém mora ali durante a cheia, por que não classificamos a área como vazia? — perguntou um vereador em um debate público fictício sobre o zoneamento de um município amazônico. No mapa usado pela prefeitura, as faixas de várzea sem casas permanentes apareciam como áreas disponíveis para instalação de um armazém. Representantes ribeirinhos explicaram que, na vazante, utilizam esses trechos para pesca, coleta e circulação entre comunidades. Em certos meses, também evitam locais de reprodução dos peixes, conforme acordos construídos entre famílias. Os limites dessas práticas são reconhecidos por referências do rio, pelas épocas do ano e pelos usos compartilhados, e não por cercas ou ruas. A empresa responsável pelo projeto alegou que a ausência de construções provaria que não havia ocupação na área. Analise os sentidos de território e vazio presentes no debate e identifique a interpretação que relativiza a leitura adotada pela empresa.

  1. A) Reconhecer que os acordos entre famílias convertem os limites da várzea em barreiras naturais imutáveis.
  2. B) Reconhecer que a ausência sazonal de moradias não elimina usos territoriais nem torna a área disponível.
  3. C) Reconhecer que a falta de registro urbano permite ocupar a área sem consultar seus usuários.
  4. D) Reconhecer que a ausência sazonal de moradias transforma a área em fronteira estatal sem usos locais.
  5. E) Reconhecer que somente a ocupação permanente por moradias constitui uma forma válida de território.

✅ Resposta correta: alternativa B

Resolução passo a passo

  1. O enunciado traz um debate sobre o uso de uma várzea amazônica. A empresa argumenta que, por não haver casas permanentes, a área estaria vazia e disponível para um armazém.
  2. Os ribeirinhos mostram que a área é usada de outras formas: pesca, coleta, circulação entre comunidades e proteção de locais de reprodução dos peixes, todos regulados por acordos entre famílias e marcados por referências do rio, das épocas do ano e dos usos compartilhados, e não por cercas ou ruas. Ou seja, existe território mesmo sem construções.
  3. A leitura que relativiza a da empresa é a que reconhece que a ausência sazonal de moradias não elimina os usos territoriais nem torna a área disponível. Isso corresponde à alternativa B, que é a resposta correta, e coincide com o gabarito oficial.
  4. Por que as outras estão erradas:
  5. A) Os acordos não transformam a várzea em barreira natural imutável; o texto mostra que os limites são sazonais e negociados, não fixos.
  6. C) A falta de registro urbano não autoriza ocupação; o próprio ponto dos ribeirinhos é que os usos existem e devem ser considerados.
  7. D) A área não se torna fronteira estatal sem usos locais; a fronteira estatal é justamente a leitura da empresa que o texto questiona.
  8. E) A alternativa reforça a visão da empresa, pois reduz o território à ocupação permanente por moradias, que é exatamente o critério rejeitado no debate.

💡 Dica: Reflita sobre os diferentes sentidos de território e ocupação apresentados no texto.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretação

O aluno pode pensar que, por serem acordos entre famílias, os limites se tornam fixos como barreiras naturais, ignorando que a várzea muda com as cheias e as épocas do ano.

B Correta

Correta. Os usos sazonais e os acordos ribeirinhos atribuem sentido territorial à várzea, mesmo sem construções permanentes.

C Erradaerro: Interpretação

O aluno pode entender que a ausência de registro urbano significa ausência de ocupação legítima, invertendo o argumento central dos ribeirinhos sobre os usos compartilhados.

D Erradaerro: Interpretação

O aluno pode confundir a leitura da empresa com a dos ribeirinhos, achando que a área sem moradias vira fronteira estatal sem usos locais, o que é justamente a tese criticada no texto.

E Erradaerro: Conceitual

O aluno pode supor que território depende apenas de moradias permanentes, adotando o critério urbano-construtivo da própria empresa e desconsiderando usos como pesca e coleta.

Raio-X da questão

Dificuldade Média
Bloom Analisar
Leitura medio
Discriminação medio
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade unica
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 progressao
🎯 Conceito central

território e ocupação tradicional

📌 Objetivo

diagnostico

🧱 Pré-requisitos

conceito de território · uso do espaço geográfico

📚 Reveja

estude conceitos de território, uso do espaço e ocupação tradicional

⚠️ Erro mais comum

Confundir ausência de construções com ausência de ocupação ou uso do território.

🌎 Tema transversal

multiculturalismo

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

cotidiano

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