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BNCC 292 questões

Questões BNCC EM13CHS203

Comparar os significados de território, fronteiras e vazio (espacial, temporal e cultural) em diferentes sociedades, contextualizando e relativizando visões dualistas (civilização/barbárie, nomadismo/sedentarismo, esclarecimento/obscurantismo, cidade/campo, entre outras).

Ilustração da habilidade BNCC EM13CHS203
Unidade temática
Ciências Humanas e Sociais
Objeto de conhecimento
Significados de Território e Fronteiras
Questões vinculadas
292
Descrição da habilidade EM13CHS203
Comparar os significados de território, fronteiras e vazio (espacial, temporal e cultural) em diferentes sociedades, contextualizando e relativizando visões dualistas (civilização/barbárie, nomadismo/sedentarismo, esclarecimento/obscurantismo, cidade/campo, entre outras).

Séries

1ª série2ª série3ª sérieENEMFUVESTUELUNESP

Matérias

Geografia

Assuntos

Significados de Território e Fronteiras

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A noção de espaço público e privadoAs pessoas e os grupos que compõem a cidade e o municípioBNCC - HabilidadesConexões e escalasFormas de representação e pensamento espacialHistória: tempoespaço e formas de registrosNaturezaambientes e qualidade de vidaO mundo moderno e a conexão entre sociedades africanasamericanas e europeiasO sujeito e seu lugar no mundoO trabalho e a sustentabilidade na comunidade

Questões relacionadas a EM13CHS203

Questão 1 · Objetiva
Ao entrar em uma exposição sobre a ocupação britânica da Austrália, um visitante lê um painel com duas vozes. A primeira, atribuída a um funcionário colonial do século XIX, descreve o interior como “vasto” e “sem uso”, afirmando que a falta de cercas, plantações e casas “fixas” mostraria não haver donos nem limites claros. A segunda voz, reunida em entrevistas com anciãos aborígenes no século XX, relata rotas sazonais de deslocamento, locais de água, áreas de caça e passagens proibidas por regras de parentesco e cerimônias, indicando que diferentes grupos reconheciam zonas de circulação e de restrição.

O visitante percebe que o mesmo espaço foi narrado ora como “vazio”, ora como organizado por outras formas de demarcar e pertencer.

Interprete o contraste apresentado e identifique a justificativa histórica favorecida quando autoridades coloniais tratavam esse interior como “vazio” e “sem fronteiras”.
Questão 2 · Objetiva
— Aqui nao tem cerca, mas cada um sabe onde comeca o pesqueiro do outro — disse uma marisqueira ao explicar por que alguns barcos evitam certas enseadas, mesmo sem placa ou boia. No mesmo dia, na televisao da vila, um documentario sobre a Antartida chamava a regiao de "ultimo grande vazio", mostrando bases cientificas, rotas de navios de turismo e trechos do Tratado da Antartida, que proibe uso militar e mantem "congeladas" as disputas por soberania.

Na conversa, moradores comentaram que o mar "parece livre" para quem chega de fora, mas que ali existem nomes, acordos, conflitos e regras de uso. Sobre a Antartida, alguns repetiram a ideia de que, por nao ter populacao residente permanente, seria um espaco sem dono e sem fronteiras, apenas um lugar distante para pesquisa e aventura.

Interprete as situacoes apresentadas e identifique a afirmacao que melhor compara os sentidos de territorio, fronteira e "vazio" nos dois casos.
Questão 3 · Objetiva
Ao reorganizar o acervo de uma biblioteca, uma estagiaria encontra dois registros sobre o Saara no fim do seculo XIX. No primeiro, um funcionario colonial europeu afirma que, apos acordos entre potencias, seria preciso “marcar no mapa uma linha segura” atraves de “vastas extensoes vazias”, instalando postos em alguns oasis para garantir a ordem. No segundo, um anciao tuaregue relata que sua gente “nao caminha ao acaso”: segue rotas de estacoes, conhece sequencias de pocos, negocia passagem com outros grupos e evita areas consideradas perigosas ou sagradas. Ele acrescenta que, quando um posto foi erguido perto de um poco, antigas regras de uso foram ignoradas e surgiram disputas antes resolvidas por acordos entre caravanas.

Interprete os registros e identifique a formulacao que melhor explica como a ideia de “vazio” operou na definicao de fronteiras nesse contexto.
Questão 4 · Objetiva
Durante uma audiencia sobre a instalacao de um parque eolico no mar, a empresa apresentou um mapa com um grande espaco sem nomes e defendeu que a area era "vazia" e ideal para concessao. Pescadores artesanais contestaram: mostraram no celular trilhas de GPS usadas ha anos, pontos de pesca nomeados por eles (como "Pedra Comprida" e "Baixo do Siri") e explicaram que, entre abril e agosto, mudam rotas para evitar o periodo de reproducao de certas especies. Um tecnico citou que a legislacao define linhas de referencia na costa e limites como o mar territorial (ate 12 milhas nauticas) e a zona economica exclusiva (ate 200 milhas), usados para fiscalizacao e autorizacoes. No debate, ficou evidente que os participantes descreviam "limites" e "ocupacao" com criterios diferentes, embora se referissem ao mesmo trecho do oceano.

Interprete o texto e identifique a afirmacao que melhor relativiza a ideia de "vazio" e de fronteira ao comparar o criterio juridico do Estado com o criterio de uso dos pescadores.
Questão 5 · Objetiva
— Aqui e um vazio, so pedra e vento — disse o engenheiro ao apresentar o local escolhido para um complexo solar em um planalto semi-arido. No mapa do projeto, a area aparece como um poligono continuo, limitado por uma divisa municipal e por uma estrada.

Na reuniao, criadores que praticam pastoreio com deslocamento sazonal contestaram a palavra “vazio”. Explicaram que, na seca, usam o planalto como passagem para aguadas; nas primeiras chuvas, retornam para baixios, deixando marcas de trilhas, pontos de descanso e um cemiterio antigo. Para eles, a “fronteira” do uso nao coincide com a linha do mapa: muda conforme o tempo e os acordos entre familias. A empresa argumentou que nao ha casas fixas nem lotes cercados e, por isso, seria uma area “sem ocupacao”.

Com base no texto, identifique a medida de planejamento territorial que melhor relativiza a ideia de “vazio” e considera fronteiras distintas entre os grupos envolvidos.
Questão 6 · Objetiva
Ao folhear um atlas escolar de inicios do seculo XX, um estudante encontra um mapa da Africa com linhas retas separando territorios. Na legenda, certas faixas do interior aparecem como “regioes sem administracao efetiva”, apesar de nelas constarem rotas de caravanas e poucos nomes de cidades. No mesmo atlas, ha a traducao de um relato de um comerciante do Sahel do seculo XIX: ele descreve que, ao viajar, “muda-se de chefe quando muda a protecao”, pagando tributos em pontos de parada; menciona tambem pastagens usadas “quando as chuvas voltam”, e que disputas eram resolvidas por acordos entre grupos que circulavam na mesma area. O estudante percebe que os dois registros falam do mesmo espaco, mas com criterios diferentes para definir controle e limites.

Analise as duas descricoes e identifique a interpretacao historica que melhor explica por que o mapa sugere “vazio”, enquanto o relato descreve uso e controle do espaco.
Questão 7 · Objetiva
- Aqui e terra de ninguen; so neve e vento - disse um executivo ao apresentar, em audiencia publica, o trajeto proposto para um mineroduto no norte da Escandinavia. No mapa da empresa, o corredor aparecia como uma grande area em branco, com poucos pontos de cidade.

Uma lider comunitaria sami respondeu que, embora nao haja casas permanentes naquele trecho, ele e atravessado todos os anos por rebanhos de renas em deslocamentos sazonais que podem somar centenas de quilometros, conectando locais de pastagem, pesca e cerimonias. Ela afirmou que cercas e estruturas fixas alteram rotas tradicionais e podem interromper o acesso a areas usadas por diferentes familias.

O representante do governo observou que o projeto respeita os limites nacionais e as licencas de cada municipio. A lider retrucou que as rotas e relacoes do grupo ultrapassam essas linhas e que o "branco" do mapa e tambem memoria, uso e regra de convivio.

Interprete o texto e identifique a afirmacao que melhor compara os sentidos de "vazio" e de "fronteira" para os atores citados, relativizando a ideia de area sem uso.
Questão 8 · Objetiva
Quando delegacoes dos EUA e da URSS discutiam na ONU regras para o uso do espaco, alguns jornais descreviam a orbita e a Lua como um "novo Oeste" a ser conquistado. No debate, diplomatas lembravam que, em epocas anteriores, mapas europeus tracaram linhas em mares e continentes pouco conhecidos e, ao nomea-los como "terras sem dono", abriram caminho para reivindicacoes exclusivas. Ao mesmo tempo, o lancamento de satelites mostrava que aquele "vazio" tinha valor estrategico: permitir comunicacao, observacao e prestigio internacional. O acordo negociado estabeleceu que nenhum Estado poderia declarar soberania sobre corpos celestes ou sobre partes do espaco, embora autorizasse pesquisa e uso pacifico. A proposta buscava evitar que a competicao tecnologica repetisse, em outro cenario, logicas antigas de apropriacao.

Compare as noções de "vazio" e "fronteira" presentes no texto-base e identifique a interpretacao historica que melhor explica a regra de nao soberania no acordo citado.

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