Depois de uma mudança apressada, a família de Lúcia separou duas sacolas: uma para doação e outra para…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Depois de uma mudança apressada, a família de Lúcia separou duas sacolas: uma para doação e outra para “guardar para sempre”. Na conversa, surgiram dúvidas. O pai queria conservar só “coisas importantes de verdade”, como a carteira de trabalho antiga e um comprovante de alistamento. A mãe insistia em levar também um caderno de receitas com anotações da bisavó e um convite de uma festa do bairro em que a rua ainda era de terra. Já Lúcia achava que um brinquedo muito usado “conta mais” do que papéis, mas não sabia explicar como. Ao final, decidiram fotografar alguns itens e escrever, em um papel, de quem eram e o que lembravam, porque perceberam que, sem essa explicação, objetos pareciam “só tralha” para quem não viveu aquilo. Analise a situação e identifique o critério que melhor justifica tratar certos objetos e documentos pessoais como fontes para reconstruir experiências da família e da comunidade.
- A) Priorizar itens que registram vivências e vínculos, com informação sobre quem usou e em que contexto
- B) Priorizar itens de maior valor financeiro, pois são os que tendem a ser preservados por mais tempo
- C) Priorizar itens mais bonitos e raros, pois a estética é o principal motivo para manter lembranças
- D) Priorizar itens com carimbo oficial, pois somente documentos do Estado permitem contar a história familiar
- E) Priorizar itens mais novos e bem conservados, pois representam melhor a realidade do presente
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O enunciado descreve uma família que separa objetos e documentos e percebe que, sem uma explicação sobre quem os usou e o que lembravam, os itens parecem apenas tralha. A pergunta pede o critério que justifica tratar certos objetos como fontes para reconstruir experiências da família e da comunidade.
- O critério central é o valor do objeto como registro de vivências e vínculos. A carteira de trabalho, o caderno de receitas com anotações da bisavó e o convite de uma festa do bairro revelam práticas, relações e contextos (um trabalho, uma tradição familiar, uma rua de terra em outra época). Por isso, o que dá sentido a esses itens é a informação sobre quem os usou e em que situação, exatamente o que a família passou a registrar com as fotos e o papel escrito.
- Por que as outras estão erradas:
- B) O valor financeiro não é o que torna um objeto fonte histórica, pois o enunciado valoriza documentos sem valor de mercado.
- C) A beleza e a raridade não são o critério indicado; o brinquedo muito usado, por exemplo, é valorizado pelo uso e pela lembrança, não pela estética.
- D) O carimbo oficial não é condição para contar a história familiar, como mostra o caderno de receitas, que não tem carimbo e ainda assim é fonte.
- E) Ser novo e bem conservado não garante representar experiências passadas; o que importa aqui é justamente o vínculo com o passado.
- Conclusão: a alternativa A é a que melhor justifica a escolha dos itens como fontes, pois articula registro de vivências, vínculos e contexto de uso, em coerência com o enunciado.
💡 Dica: Relacione os objetos às vivências e ao contexto de quem os utilizou.
Alternativa por alternativa
Correta: a família dá sentido histórico ao item ao ligar objeto/documento a experiências e ao contexto, como fazem fontes de memória.
O aluno supõe que objetos de maior valor financeiro são os mais importantes para a memória, por associar importância a preço e durabilidade de mercado.
O aluno acredita que a beleza e a raridade são o motivo principal para guardar lembranças, ignorando que o enunciado valoriza o uso e o vínculo afetivo dos itens, como o brinquedo muito usado.
O aluno entende que apenas documentos oficiais com carimbo do Estado são fontes válidas, desconsiderando registros pessoais e familiares como o caderno de receitas.
Por que engana: Escolher os objetos pelo valor financeiro, pela aparência ou por serem oficiais, sem considerar as experiências e informações que registram sobre a família e a comunidade.
O aluno pensa que os itens mais novos e bem conservados representam melhor a realidade, confundindo a preservação física com a capacidade de registrar experiências passadas.
Raio-X da questão
Fontes históricas pessoais e comunitárias
avaliacao
Fontes históricas e memória · Contextualização de objetos e documentos
Revise como objetos e documentos pessoais podem preservar memórias e servir como fontes para conhecer experiências familiares e comunitárias.
Escolher os objetos pelo valor financeiro, pela aparência ou por serem oficiais, sem considerar as experiências e informações que registram sobre a família e a comunidade.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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