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Língua PortuguesaUERJBNCC EM13LP01Difícil⏱ medio

Sou uma preta (Kojo) Segundo meus professores, Agora sou uma afro-americana Eles me tiram do meu nome. PRETA é…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13LP01

Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Sou uma preta (Kojo) Segundo meus professores, Agora sou uma afro-americana Eles me tiram do meu nome. PRETA é um guarda-chuva aberto. Sou uma Preta e Uma Preta para sempre. Sou uma dos Pretos. Estamos aqui, estamos lá. Acontecemos no Brasil, na Nigéria, Gana, em Botsuana, Tanzânia, no Quênia, na Rússia, Austrália, no Haiti e Soweto, em Granada, em Cuba, no Panamá, Líbia na Inglaterra e Itália, França. (...) Sou Kojo. No oeste da África, Kojo significa inconquistável. Meus pais me deram um nome no meu sétimo dia de vida No espírito Preto, na fé Preta, na comunhão Preta. Sou kojo. Sou Uma Preta. E capitalizo meu nome. Não me tirem o meu nome. GWENDOLYN BROOKS PRATES, Lubi (Org.). Você lembrará seus nomes: uma antologia de poetas negras dos Estados Unidos no século XX. Tradução de Maria C. Santos. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2023. Gwendolyn Brooks (1917-2000) foi poeta, escritora e ativista dos direitos civis nos E.U.A. Em 1968, participou de ações de protesto por ocasião do assassinato de Martin Luther King. Em seu poema, ela critica a designação “afro-americana”, que recebe de professores. Essa crítica se baseia no reconhecimento da seguinte característica de sua identidade: Essa crítica se baseia no reconhecimento da seguinte característica de sua identidade: (UERJ 2025)

  1. A) nacionalidade
  2. B) ancestralidade
  3. C) territorialidade
  4. D) multiculturalidade

✅ Resposta correta: alternativa B

Resolução passo a passo

  1. Leia o poema com atenção. A voz poética afirma 'Sou uma Preta', diz que 'Kojo' é um nome do oeste da África que significa inconquistável e pede: 'Não me tirem o meu nome'. Ela rejeita o rótulo 'afro-americana', que a liga à nacionalidade dos Estados Unidos. Passo 2: O poema vincula a identidade a uma origem comum. Os pais deram a ela um nome africano, e a voz diz 'Estamos aqui, estamos lá', citando Nigéria, Gana, Botsuana, Tanzânia, Quênia, Haiti, Cuba, Brasil e outros países. Isso mostra um laço de origem e herança africana compartilhado pela diáspora, o que caracteriza a ancestralidade. Passo 3: Por que B está certa: a crítica se apoia no reconhecimento da ancestralidade africana, que é a característica central da identidade afirmada no poema. Passo 4: Por que as outras estão erradas: A) a nacionalidade é justamente o que o poema recusa ao rejeitar o termo americana; C) a territorialidade supõe vínculo com um território específico, mas o poema espalha a identidade por muitos lugares; D) a multiculturalidade não aparece como traço do poema, que afirma uma identidade preta comum. Passo 5: Conclusão: concordo com o gabarito oficial, B.

💡 Dica: Analise o poema e relacione a crítica à identidade expressa.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretaçãoa que mais engana

Acredita que, por a poeta ser chamada de americana, a característica central seria a nacionalidade, sem perceber que o poema rejeita justamente esse vínculo nacional.

Por que engana: Confundir nacionalidade ou territorialidade com ancestralidade ao interpretar a crítica do poema.

B Correta

CORRETA. A crítica se baseia no reconhecimento da ancestralidade como elemento fundamental da identidade, rejeitando a designação 'afro-americana' que desconsidera essa raiz.

C Erradaerro: Conceitual

Associa a identidade a um lugar, achando que os muitos países citados definem a identidade pelo território, e não percebe que o poema a espalha pela diáspora, não por um espaço geográfico.

D Erradaerro: Conceitual

Interpreta que a designação afro-americana indicaria mistura de culturas e que a poeta critica essa convivência, confundindo a afirmação de uma identidade preta comum com multiculturalidade.

Raio-X da questão

Dificuldade Difícil
Leitura medio
Discriminação medio
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade unica
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 progressao
🎯 Conceito central

identidade e ancestralidade cultural

📌 Objetivo

diagnostico

🧱 Pré-requisitos

interpretação de texto poético · conceito de identidade cultural

📚 Reveja

estude conceitos de identidade cultural e ancestralidade

⚠️ Erro mais comum

Confundir nacionalidade ou territorialidade com ancestralidade ao interpretar a crítica do poema.

🌎 Tema transversal

multiculturalismo

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

cotidiano

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