CRÔNICA “A VERDADE SOBRE O DIA PRIMEIRO DE ABRIL” O ano nem sempre foi como nós o conhecemos agora. Por…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
CRÔNICA “A VERDADE SOBRE O DIA PRIMEIRO DE ABRIL” O ano nem sempre foi como nós o conhecemos agora. Por exemplo: no antigo calendário romano, abril era o segundo mês do ano. E na França, até meados do século XVI, abril era o primeiro mês. Como havia o hábito de dar presentes no começo de cada ano, o primeiro dia de abril era, para os franceses da época, o que o Natal é para nós hoje, um dia de alegrias, salvo para quem ganhava meias ou uma água-de-colônia barata. Com a introdução do calendário gregoriano, em 1564, primeiro de janeiro passou a ser o primeiro dia do ano e, portanto, o dia dos presentes. E primeiro de abril passou a ser um falso Natal – o dia de não se ganhar mais nada. Por extensão, o dia de ser iludido. Por extensão, o Dia da Mentira. Nesta crônica, o autor apresenta informações acerca do dia primeiro de abril como dia da mentira, induzindo o leitor, inicialmente, a acreditar que são verdadeiras. Nesse caso, uma postura crítica do leitor envolve a identificação do seguinte problema de argumentação presente no trecho: (UERJ 2025)
- A) alusão a fatos históricos sem fonte legitimada
- B) uso de raciocínios dedutivos sem premissas válidas
- C) menção a práticas culturais sem reconhecimento oficial
- D) citação de dados comparativos sem contextualização suficiente
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Leia o trecho e identifique o que o autor faz. Ele apresenta fatos históricos como o antigo calendário romano, a França até meados do século XVI e a introdução do calendário gregoriano em 1564, e a partir deles constrói a origem do Dia da Mentira. Essas informações são apresentadas como verdadeiras, sem nenhuma indicação de fonte, livro, documento ou autor que as sustente. Passo 2: Pergunte-se qual é o problema de argumentação. O leitor é levado a aceitar como verdadeiros dados históricos sem que se possa verificar sua origem. Isso corresponde à alternativa A: alusão a fatos históricos sem fonte legitimada. Passo 3: Verifique as demais alternativas. A alternativa B está errada porque o trecho não apresenta um raciocínio dedutivo; ele é uma narrativa expositiva sobre a história de uma data. A alternativa C está errada porque o problema não está em práticas culturais sem reconhecimento oficial, já que o texto trata de costumes como dar presentes no começo do ano, sem questionar sua validade oficial. A alternativa D está errada porque o texto não traz dados comparativos estatísticos; a comparação com o Natal é uma metáfora e não um conjunto de dados. Passo 4: Conclusão. O aluno deve reconhecer que a crônica mistura fatos históricos com a brincadeira do Dia da Mentira e que a postura crítica exige checar a fonte dessas informações antes de aceitá-las, o que torna a alternativa A a correta. Concordo com o gabarito oficial.
💡 Dica: Identifique o problema de argumentação no texto apresentado.
Alternativa por alternativa
CORRETA. A crônica apresenta fatos históricos sem indicar fontes legitimadas, o que caracteriza uma falha na argumentação, pois induz o leitor a aceitar informações possivelmente infundadas.
O aluno pode imaginar que a crônica constrói um argumento lógico em que a conclusão sobre o Dia da Mentira decorre de premissas, confundindo a narração de uma história com um raciocínio dedutivo.
Por que engana: Confundir opinião pessoal com argumento ou não identificar a falta de fontes confiáveis.
O aluno pode entender que a tradição de dar presentes e a brincadeira do dia primeiro de abril são o problema central, supondo que práticas culturais precisariam de reconhecimento oficial para serem citadas, quando o problema real está na falta de fonte dos fatos históricos.
O aluno pode achar que a comparação entre o dia primeiro de abril e o Natal é um dado comparativo mal contextualizado, quando se trata de uma analogia usada como recurso de estilo e não de uma estatística ou dado numérico.
Raio-X da questão
problemas de argumentação
diagnostico
interpretação de texto · análise crítica de argumentos
estude tipos de falácias e argumentação crítica
Confundir opinião pessoal com argumento ou não identificar a falta de fontes confiáveis.
pensamento_critico
literario
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