— “Isso não é dança, é luta”, comentou um estudante ao ver uma colega apresentar movimentos que aprendeu com a…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Discutir, com respeito e sem preconceito, as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola, como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— “Isso não é dança, é luta”, comentou um estudante ao ver uma colega apresentar movimentos que aprendeu com a família e que já tinham aparecido em uma aula aberta da escola. Em seguida, outro aluno completou: “E menino fazendo aula de balé fica esquisito”. No mesmo encontro, três grupos relataram experiências bem diferentes: um falou de dançar em aniversários, outro citou coreografias vistas em redes sociais e um terceiro descreveu uma brincadeira dançada do seu bairro. A professora percebeu que, além do desconforto gerado pelas falas, os estudantes usavam quase sempre as palavras “legal”, “estranho” e “difícil” para avaliar as danças, sem conseguir explicar o que viam no corpo e no modo de se mover. Ela decidiu retomar a conversa para que a turma construísse um jeito comum de falar sobre as danças apresentadas e, ao mesmo tempo, garantisse que ninguém fosse desrespeitado. Analise a situação apresentada e identifique a intervenção da professora que melhor transforma as experiências relatadas em vocabulário de dança, enfrentando os preconceitos sem silenciar os estudantes.
- A) Repreender os autores das falas e proibir qualquer comentário sobre as danças para não constranger colegas
- B) Convidar a turma a descrever qualidades do movimento e acordar regras de escuta para comentar sem julgar pessoas
- C) Encerrar o assunto e definir que só serão aceitas danças ensinadas pela professora para evitar conflitos
- D) Pedir que a turma vote na dança “mais bonita” e usar o resultado para decidir o que será apresentado
- E) Separar os estudantes por grupos “de menino” e “de menina” para escolher estilos mais adequados a cada um
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A situação mostra dois problemas que se misturam: preconceitos sobre quem pode dançar ("menino fazendo balé fica esquisito", "isso não é dança, é luta") e uma avaliação vaga das danças, feita só com palavras como "legal", "estranho" e "difícil". A professora quer que a turma aprenda a falar de dança com vocabulário próprio sem desrespeitar ninguém.
- A alternativa correta é a B. Ao convidar a turma a descrever qualidades do movimento (ritmo, energia, direção, uso do espaço, peso do corpo, velocidade, relação com a música), os alunos passam a observar o que está no corpo, e não quem dança. Ao acordar regras de escuta, a professora enfrenta os preconceitos sem calar ninguém, pois todos continuam podendo falar, mas comentando o movimento e não julgando as pessoas.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Repreender e proibir comentários silencia os estudantes e não ensina vocabulário de dança, apenas esconde o problema.
- C) Encerrar o assunto e aceitar só danças da professora elimina a diversidade de experiências trazidas pela turma e foge da tarefa de construir linguagem comum.
- D) Votar na dança "mais bonita" reforça a avaliação subjetiva e pode humilhar quem tem menos destaque, sem construir critério de análise.
- E) Separar por "menino" e "menina" reforça exatamente o preconceito de gênero que a turma precisa superar.
- Conclusão: a intervenção que une análise técnica do movimento com acordos de respeito é a B.
💡 Dica: Analise as atitudes da professora que promovem respeito e diálogo sobre as danças.
Alternativa por alternativa
Acredita que a forma de lidar com preconceitos é punir quem fala e impedir qualquer comentário, como se o silêncio resolvesse o desrespeito.
Por que engana: Escolher alternativas que silenciam ou segregam os estudantes, ignorando o diálogo e o respeito.
Articula respeito e análise do movimento, criando vocabulário compartilhado a partir das experiências apresentadas.
Imagina que evitar conflitos significa restringir o repertório às danças que a professora conhece, sem perceber que isso impede a construção de vocabulário a partir das experiências dos alunos.
Entende que avaliar dança é escolher a mais bonita por votação, usando um juízo de gosto pessoal em vez de critérios descritivos do movimento.
Supõe que certos estilos de dança pertencem a um gênero específico, reforçando o estereótipo presente nas falas dos alunos em vez de questioná-lo.
Raio-X da questão
respeito e diversidade nas danças
diagnostico
respeito à diversidade cultural · comunicação e escuta ativa
estude sobre preconceito e diversidade cultural nas manifestações artísticas
Escolher alternativas que silenciam ou segregam os estudantes, ignorando o diálogo e o respeito.
multiculturalismo
empatia
cotidiano
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