— Quando eu encosto o pano, ele estica as pernas e fecha as mãos — comenta a cuidadora de Theo, bebê de 4…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Quando eu encosto o pano, ele estica as pernas e fecha as mãos — comenta a cuidadora de Theo, bebê de 4 meses, ao registrar o dia em um caderno. Pela manhã, na mamadeira, Theo começa sugando rápido, mas logo vira o rosto e faz um som curto; quando a cuidadora diminui o ritmo e faz uma pausa, ele retoma e, ao final, solta os ombros e relaxa as mãos. Depois do banho, ao ser enxugado, ele encolhe o corpo e fica com a pele arrepiada; ao ser envolvido na toalha por alguns instantes, volta a olhar ao redor. À tarde, no momento de descanso, ele se agita quando a luz fica forte e se aquieta quando o ambiente é escurecido e o colo é mantido firme. Com essas anotações, a cuidadora quer planejar o dia seguinte para ajudar Theo a participar mais ativamente dos cuidados. Com base no texto-base, conclua qual planejamento da cuidadora favorece que o bebê reconheça seu corpo e expresse suas sensações durante alimentação, higiene e descanso.
- A) Adotar distrações constantes com brinquedos durante os cuidados, para terminar as ações sem interrupções do bebê.
- B) Adotar espera até o choro ficar intenso para só então mudar o cuidado, visando uma comunicação mais clara.
- C) Adotar horários e procedimentos rígidos, sem ajustes aos sinais do bebê, para ele se acostumar e reagir menos.
- D) Adotar a pressa na alimentação, no banho e na troca, encurtando o cuidado para evitar reações corporais.
- E) Adotar pausas nos cuidados, nomear a sensação percebida e aguardar a resposta corporal do bebê antes de continuar.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O texto descreve sinais de um bebê de 4 meses em diferentes momentos: na mamadeira, ele vira o rosto e faz um som curto, retoma quando há pausa e relaxa ao final; no banho, encolhe o corpo e arrepia a pele; no descanso, agita-se com luz forte e acalma-se no escuro e no colo firme. Esses são sinais corporais que mostram como ele percebe e responde ao que acontece com seu corpo.
- O objetivo da cuidadora é favorecer que Theo reconheça o próprio corpo e expresse sensações. Para isso, é preciso oferecer tempo e espaço para que o bebê responda, observando e interpretando seus sinais.
- A alternativa E traz exatamente essa estratégia: fazer pausas nos cuidados, nomear a sensação percebida (por exemplo, dizer que está frio ou que a toalha está quentinha) e aguardar a resposta corporal do bebê antes de seguir. Isso cria um diálogo corporal em que o bebê percebe a sensação e a expressa.
- Por que as outras estão erradas: A) distrações constantes com brinquedos desviam a atenção das sensações do próprio corpo, impedindo o reconhecimento corporal. B) esperar o choro ficar intenso ignora os sinais iniciais e torna a comunicação mais confusa e desconfortável. C) horários e procedimentos rígidos, sem ajuste aos sinais, desconsideram a comunicação do bebê e não favorecem sua participação. D) pressa para evitar reações corporais elimina justamente as respostas que permitem ao bebê expressar sensações.
- Conclusão: a alternativa E é a única que combina pausa, nomeação da sensação e espera pela resposta do bebê, favorecendo sua participação ativa nos cuidados.
💡 Dica: Observe as reações do bebê e escolha a alternativa que respeita seus sinais.
Alternativa por alternativa
Acredita que distrair o bebê com brinquedos torna os cuidados mais agradáveis e, por isso, favorece a participação dele. Não percebe que a distração desvia a atenção das sensações corporais.
Por que engana: Escolher alternativas que ignoram os sinais do bebê ou impõem rigidez nos cuidados, desconsiderando a comunicação corporal.
Entende que deixar o choro aumentar deixa a comunicação mais clara para o cuidador. Não percebe que os sinais iniciais já comunicam e que esperar o choro intenso gera desconforto.
Supõe que rotina rígida ensina o bebê a reagir menos e, assim, facilita os cuidados. Não considera que ignorar os sinais impede o bebê de expressar sensações.
Pensa que apressar o cuidado reduz o desconforto e, portanto, as reações do bebê. Confunde a ausência de reação com ausência de sensação, ignorando que as reações são justamente a expressão que se quer favorecer.
Integra as pistas observadas e cria uma rotina responsiva, permitindo que o bebê associe sensações (frio, incômodo, conforto) às ações do cuidado.
Raio-X da questão
reconhecimento corporal e sensações
avaliacao
compreensão de sinais corporais
estudo sobre sinais corporais e comunicação não verbal em bebês
Escolher alternativas que ignoram os sinais do bebê ou impõem rigidez nos cuidados, desconsiderando a comunicação corporal.
empatia
cotidiano
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