Ao escrever a fala “a gente vai embora” em um diálogo, uma aluna percebeu que, em certos contextos, também…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial (nome e pronomes), recursos semânticos de sinonímia, antonímia e homonímia e mecanismos de representação de diferentes vozes (discurso direto e indireto).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Ao escrever a fala “a gente vai embora” em um diálogo, uma aluna percebeu que, em certos contextos, também aparecem formas como “agente vai embora”, mas com outro sentido. — O que a aluna deve observar para não confundir essas formas?
- A) Que a pronúncia sozinha sempre resolve o sentido, porque palavras parecidas na fala significam a mesma coisa.
- B) Que basta olhar uma palavra separadamente, sem considerar a frase inteira, para entender o que ela quer dizer.
- C) Que toda diferença entre as formas acontece porque uma delas está sempre errada na língua escrita.
- D) Que a regra principal é escolher sempre a forma mais curta, porque palavras menores costumam ser mais claras para o leitor.
- E) Que a escrita pode dar sentidos diferentes a uma sequencia de palavras, mesmo quando a fala parece muito parecida.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- A questão trata de duas grafias que soam quase igual na fala: 'a gente' (pronome que significa nós) e 'agente' (substantivo que significa quem age, como um agente de polícia ou um agente de viagens). Passo 2: Na fala, as duas formas costumam ter a mesma sonoridade, por isso a pronúncia não basta para distinguir o sentido. Passo 3: Na escrita, a separação ou a junção das palavras muda a classe gramatical e o significado, então a aluna deve observar a frase inteira e a função que a palavra exerce nela. Passo 4: Em 'a gente vai embora', 'a gente' funciona como sujeito equivalente a nós, e a frase fala de um grupo que parte. Em 'agente vai embora', a palavra seria um substantivo que indica uma pessoa que age, o que não faz sentido nessa frase, a não ser em contextos específicos. Passo 5: Alternativa A está errada porque a pronúncia não resolve o sentido, já que as formas soam parecidas. Alternativa B está errada porque analisar a palavra isolada impede perceber a função dela na frase. Alternativa C está errada porque as duas grafias podem ser corretas em contextos diferentes, não havendo erro fixo em uma delas. Alternativa D está errada porque a forma mais curta não garante clareza nem correção. Passo 6: Portanto, a alternativa E é a correta, pois a escrita pode atribuir sentidos diferentes a uma mesma sequência sonora, e o contexto da frase define qual é o sentido pretendido.
💡 Dica: Observe a diferença entre som parecido e sentido diferente.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que, como as formas soam parecidas, a pronúncia já indica o significado, ignorando que a fala não distingue as grafias.
Por que engana: Achar que semelhança sonora garante o mesmo sentido.
O aluno imagina que cada palavra tem um sentido fixo independente do restante da frase, sem perceber que a função de 'a gente' ou 'agente' depende do contexto.
O aluno supõe que uma das formas é sempre um erro ortográfico, quando na verdade cada uma tem uso legítimo e sentido próprio conforme a classe gramatical.
O aluno aplica a intuição de que palavras menores são mais claras, o que não é um princípio da norma escrita e não resolve a ambiguidade entre as duas formas.
Resume a ideia central com precisão: a aluna deve perceber que a forma escrita ajuda a diferenciar sentidos, apesar da semelhança sonora.
Raio-X da questão
Relação entre escrita, contexto e sentido.
Distinguir forma son
Leitura de palavras no contexto. · Diferença entre fala e escrita.
Polissemia e ambiguidade contextual.
Achar que semelhança sonora garante o mesmo sentido.
Atenção aos detalhes.
Uso de palavras em d
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