— Voce sabia que o viaduto principal da cidade se chama “31 de Marco”? — perguntou um morador ao entrar na…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e compreender o processo que resultou na ditadura civil-militar no Brasil e discutir a emergência de questões relacionadas à memória e à justiça sobre os casos de violação dos direitos humanos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Voce sabia que o viaduto principal da cidade se chama “31 de Marco”? — perguntou um morador ao entrar na audienca publica sobre a troca do nome. No saguão da Camara, uma copia de editorial de 1964 afirmava que a “intervencao das Forcas Armadas” atenderia ao “clamor de familias, empresarios e liderancas civis” para conter greves e as reformas propostas pelo governo. Ao lado, um recorte de 1970 celebrava a obra como “simbolo do novo tempo”, quando a placa foi instalada. No debate atual, um grupo defende manter a homenagem “para nao mexer no passado”; outro pede renomear o viaduto e incluir informacoes sobre prisões sem julgamento, censura e desaparecimentos registrados em documentos e relatos de ex-presos da regiao. A sessao termina sem consenso, mas com a proposta de “explicar melhor o que ocorreu”. Com base no texto, avalie a disputa em torno do nome do viaduto e identifique a acao publica que melhor enfrenta o legado da ditadura ao articular memoria e justica.
- A) Remover toda referencia ao periodo, evitando documentos e relatos para impedir conflitos sobre o passado recente
- B) Trocar o nome e promover comemorações anuais, apresentando 1964 como salvacao nacional e evitando mencoes a repressao
- C) Substituir a placa por texto contextualizado e criar memorial local que reconheca apoio civil e violacoes cometidas pelo Estado
- D) Manter o nome, mas limitar o debate a opinioes pessoais, sem usar registros de epoca ou testemunhos sobre a repressao
- E) Manter o nome e a placa, tratando a obra como homenagem neutra e sem revisar narrativas do periodo
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto apresenta uma disputa sobre o nome de um viaduto que homenageia o dia 31 de março, data associada ao golpe de 1964. De um lado, há quem defenda manter a homenagem para não mexer no passado; do outro, quem pede renomear a obra e incluir informações sobre prisões sem julgamento, censura e desaparecimentos, registrados em documentos e relatos de ex-presos. Passo 2: O editorial de 1964 mostra o apoio de setores civis à intervenção militar, e o recorte de 1970 mostra que a obra foi celebrada como símbolo do regime. Ou seja, a memória oficial da época é parte do problema, e ignorá-la ou apagá-la não resolve. Passo 3: A alternativa C é a que articula memória e justiça: substitui a placa por um texto contextualizado, que explica o período, e cria um memorial local que reconhece tanto o apoio civil quanto as violações cometidas pelo Estado. Isso preserva a história, expõe os fatos documentados e evita a glorificação. Passo 4: A alternativa A está errada porque apagar referências e impedir o acesso a documentos eliminaria a memória e a possibilidade de justiça. Passo 5: A alternativa B está errada porque celebra 1964 como salvação nacional e omite a repressão, reproduzindo a narrativa oficial da época. Passo 6: A alternativa D está errada porque mantém o nome e ainda proíbe registros de época e testemunhos, reduzindo a discussão a opiniões pessoais e desconsiderando provas. Passo 7: A alternativa E está errada porque trata a homenagem como neutra, sem revisar narrativas, o que mantém a glorificação do período sem questionamento. Conclusão: a melhor ação pública é a C, pois combina explicação histórica, reconhecimento das violações e preservação da memória, que é o caminho para enfrentar o legado da ditadura.
💡 Dica: Analise as alternativas considerando a relação entre memória, justiça e o legado da ditadura.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que apagar referências ao período recente encerra o conflito sobre o passado, sem perceber que isso impede a memória e a responsabilização.
O aluno interpreta a versão celebratória de 1964 como fato consolidado e aceita que comemorações devam omitir a repressão, ignorando os relatos e registros citados no texto.
Por que engana: Confundir ações que negam o passado com aquelas que promovem a memória e a justiça, escolhendo alternativas que evitam o debate histórico.
Articula processo do golpe com memoria e justica: contextualiza a participacao civil e enfrenta violacoes com reconhecimento publico.
O aluno considera que, por se tratar de tema polêmico, é melhor restringir o debate a opiniões pessoais, desconsiderando que documentos e testemunhos são as fontes que sustentam a discussão histórica.
O aluno vê a homenagem como algo neutro e acredita que manter a placa original não exige revisão das narrativas do período, ignorando que o nome celebra o golpe.
Raio-X da questão
memória histórica e justiça
avaliacao
ditadura militar brasileira · memória e justiça histórica
Estude o impacto da ditadura militar e formas de preservação da memória e justiça histórica.
Confundir ações que negam o passado com aquelas que promovem a memória e a justiça, escolhendo alternativas que evitam o debate histórico.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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