Trecho de fala cotidiana: "Quem fala diferente fala errado; por isso algumas pessoas não servem para estudar…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar o fenômeno da variação linguística, em seus diferentes níveis (variações fonético-fonológica, lexical, sintática, semântica e estilístico-pragmática) e em suas diferentes dimensões (regional, histórica, social, situacional, ocupacional, etária etc.), de forma a ampliar a compreensão sobre a natureza viva e dinâmica da língua e sobre o fenômeno da constituição de variedades linguísticas de prestígio e estigmatizadas, e a fundamentar o respeito às variedades linguísticas e o combate a preconceitos linguísticos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Trecho de fala cotidiana: "Quem fala diferente fala errado; por isso algumas pessoas não servem para estudar ou trabalhar aqui." — Que tipo de discriminação o trecho expressa?
- A) Expressa discriminação cultural, pois rejeita qualquer diferença de costumes entre os grupos sociais.
- B) Expressa preconceito regional, pois critica a forma de falar de pessoas de outras áreas do país.
- C) Expressa discriminação social, pois considera que quem fala de certo modo já pertence a uma classe inferior.
- D) Expressa uma opinião pessoal sobre a importância de falar corretamente no trabalho e nos estudos.
- E) Expressa discriminação linguística associada à exclusão social, pois transforma diferença de fala em justificativa para desigualdade.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Identifique o critério usado no trecho. A fala diz que quem fala diferente fala errado, ou seja, a forma de falar é usada como medida de valor da pessoa. Isso caracteriza preconceito linguístico. Passo 2: Observe a consequência. A frase conclui que algumas pessoas não servem para estudar ou trabalhar aqui, transformando a diferença de fala em justificativa para excluí-las. Por isso o trecho combina discriminação linguística com exclusão social, que é exatamente o que a alternativa E afirma. Passo 3: Analise as outras alternativas. A está errada porque o trecho não fala em costumes ou cultura em geral, mas especificamente na fala. B está errada porque o texto não menciona região nem origem geográfica das pessoas. C está errada porque o texto não fala em classe social nem em posição social; o critério central é a forma de falar. D está errada porque o trecho não apenas emite uma opinião sobre a importância da fala correta, mas usa essa opinião para excluir pessoas. Passo 4: Conclusão. A alternativa E é a única que nomeia corretamente o tipo de discriminação presente no trecho e sua consequência social.
💡 Dica: Observe como a fala vira motivo de exclusão.
Alternativa por alternativa
O aluno entende que qualquer diferença de fala é apenas uma diferença cultural, sem perceber que o trecho trata especificamente da linguagem e da exclusão que dela decorre.
O aluno associa a crítica a um modo de falar a preconceito regional, supondo que a fala diferente sempre indica origem geográfica, mas o enunciado não menciona região.
Por que engana: Confundir preconceito linguístico com opinião sobre linguagem correta.
O aluno pensa que toda crítica à fala é necessariamente discriminação de classe, sem notar que o texto não cita classe social e que o critério é a própria forma de falar.
O aluno lê o trecho como uma simples opinião de senso comum sobre a importância da fala correta, ignorando que a frase exclui pessoas com base nessa fala.
Resposta correta: identifica o preconceito contra a variedade de fala e mostra que ele é usado para excluir socialmente.
Raio-X da questão
Discriminação linguística.
Reconhecer discrimin
Variedades linguísticas. · Preconceito e discriminação.
Preconceito linguístico e exclusão social.
Confundir preconceito linguístico com opinião sobre linguagem correta.
Direitos humanos.
Respeito à diversidade.
Preconceito linguíst
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