Em certa cidade litorânea, um novo decreto municipal exige que vendedores ambulantes não utilizem caixas de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Investigar e discutir o uso indevido de conhecimentos das Ciências da Natureza na justificativa de processos de discriminação, segregação e privação de direitos individuais e coletivos, em diferentes contextos sociais e históricos, para promover a equidade e o respeito à diversidade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em certa cidade litorânea, um novo decreto municipal exige que vendedores ambulantes não utilizem caixas de som portáteis, alegando que a intensidade das ondas eletromagnéticas emitidas pelos dispositivos supera o limite de segurança de 0,1 W/m2. O decreto apresenta medições feitas a 10 metros dos alto-falantes, com leitura de 0,05 W/m2, e afirma que a intensidade permanece nesse valor em qualquer ponto da praia. Especialistas contestam a norma, apontando falhas nos argumentos físicos usados para privar os vendedores desse direito. Analise o texto e identifique o equívoco no uso de conceitos de física que fundamenta a proibição de caixas de som portáteis na praia.
- A) Desconsiderar o efeito Doppler na medição de potência acústica
- B) Utilizar valor de limite de segurança inconsistente com normativas internacionais
- C) Confundir intensidade de onda com frequência do som
- D) Aplicar fórmula de atenuação linear em vez de exponencial para calibrar medições
- E) Ignorar a lei do inverso do quadrado, supondo intensidade igual em todos os pontos
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- A intensidade de uma onda sonora emitida por uma fonte pontual que se espalha em todas as direções segue a lei do inverso do quadrado da distância: I = P/(4 pi r^2). Assim, a intensidade cai com o quadrado da distância até a fonte. Passo 2: O decreto mede I = 0,05 W/m2 a 10 m. Pela lei, a 20 m a intensidade seria 0,0125 W/m2, um quarto do valor anterior. Passo 3: Como a intensidade varia com a posição, o valor medido a 10 m não pode ser estendido a 'qualquer ponto da praia'. Perto do alto-falante (a menos de cerca de 7 m) a intensidade calculada ultrapassaria 0,1 W/m2, mas mais longe ela fica abaixo do limite. Logo, a proibição generalizada não se sustenta com base nessa medição. Passo 4: Análise das alternativas erradas: A) o efeito Doppler trata de mudança de frequência por movimento relativo, não da medição de intensidade a uma distância fixa; B) o limite de 0,1 W/m2 é um dado do enunciado e a questão não pede comparação com normas internacionais; C) intensidade e frequência são grandezas diferentes, mas o decreto não confunde uma com a outra; D) a atenuação do som com a distância é tratada pela lei do inverso do quadrado, e o erro do decreto não está em usar fórmula linear ou exponencial. Passo 5: O texto também chama as ondas sonoras de eletromagnéticas, o que é outro equívoco, porque som é onda mecânica. Essa falha não é a pedida na questão, mas reforça a fragilidade técnica do decreto. Conclusão: o erro central é ignorar a lei do inverso do quadrado e supor intensidade igual em todos os pontos, alternativa E, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Relembre a lei do inverso do quadrado para intensidade de ondas.
Alternativa por alternativa
Acredita que o efeito Doppler precisaria ser corrigido na medição de intensidade, confundindo variação de frequência por movimento relativo com variação de potência sonora a uma distância fixa.
Foca em comparar o limite de 0,1 W/m2 com normas externas, o que não é o problema do argumento físico apresentado; o enunciado trata de um erro de raciocínio sobre a propagação, não do valor do limite.
Supõe que o decreto troca a grandeza intensidade pela frequência do som, quando o texto usa intensidade de forma coerente como grandeza de potência por área.
Por que engana: Confundir intensidade constante com variação espacial, ignorando a lei do inverso do quadrado.
Imagina que a escolha entre atenuação linear e exponencial seria o erro central, quando o problema é a desconsideração da variação da intensidade com a distância, independentemente do modelo de calibração.
Correto: o decreto desconsidera que intensidade varia conforme 1/r^2, não é constante no espaço.
Raio-X da questão
intensidade ondas eletromagnéticas
avaliacao
intensidade de ondas · lei do inverso do quadrado
Estude a lei do inverso do quadrado para ondas.
Confundir intensidade constante com variação espacial, ignorando a lei do inverso do quadrado.
pensamento_critico
cotidiano
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