Num encontro comunitário sobre segurança, dois moradores trocam opiniões sobre a instalação de câmeras no…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Produzir e analisar textos orais, considerando sua adequação aos contextos de produção, à forma composicional e ao estilo do gênero em questão, à clareza, à progressão temática e à variedade linguística empregada, como também aos elementos relacionados à fala (modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc.) e à cinestesia (postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia etc.).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Num encontro comunitário sobre segurança, dois moradores trocam opiniões sobre a instalação de câmeras no bairro. O diálogo segue espontâneo, com hesitações e marcas típicas da fala: — Eu acho que câmera resolve não, sabe? Tipo, a violência é outra parada... — Mas sem monitoramento… a gente fica meio perdido, né? Aí, quem vigia a vizinhança? — Pois é… mas às vezes dá muita essa sensação de invasão… Analise o texto-base e identifique o recurso que evidencia a oralidade espontânea presente no diálogo.
- A) A ocorrência de interjeições para expressar emoção.
- B) O emprego de termos técnicos específicos do contexto.
- C) A presença de conectivos formais para articular ideias.
- D) A utilização de estrutura sintática complexa.
- E) O uso de repetições e pausas indicadas por reticências.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- A questão pede o recurso que evidencia a oralidade espontânea no diálogo, ou seja, a marca típica da fala que mostra hesitação e construção do pensamento em tempo real. Passo 2: No texto, cada fala traz reticências que indicam pausas e hesitações, como em 'Tipo, a violência é outra parada...', 'Mas sem monitoramento… a gente fica meio perdido' e 'Pois é… mas às vezes'. Essas pausas simulam o ritmo de quem pensa enquanto fala. Passo 3: Há também repetições e retomadas, como 'Pois é' seguido de 'mas', e a reformulação de ideias ao longo das falas, o que reforça a espontaneidade. Passo 4: A alternativa A é fraca porque as expressões presentes ('Pois é', 'né', 'sabe?') não expressam emoção forte e não são o recurso central. A alternativa B está errada porque não há termos técnicos no diálogo, que usa linguagem cotidiana. A alternativa C está errada porque os conectivos ('mas', 'aí') são informais, não formais. A alternativa D está errada porque as frases são curtas e simples, sem estrutura sintática complexa. Passo 5: Conclusão: a alternativa E é a que melhor identifica o recurso que evidencia a oralidade espontânea, pois as reticências, combinadas às repetições e pausas, marcam a hesitação típica da fala.
💡 Dica: Observe as marcas da fala espontânea no diálogo, como pausas e repetições.
Alternativa por alternativa
O aluno pode achar que qualquer expressão coloquial como 'Pois é' ou 'sabe?' é uma interjeição de emoção, e por isso identifica esse recurso como o principal marcador da oralidade.
Por que engana: Confundir termos técnicos ou conectivos formais com marcas de oralidade espontânea.
O aluno pode associar qualquer linguagem informal ou de um contexto específico, como segurança pública, a termos técnicos, sem notar que o diálogo usa vocabulário cotidiano.
O aluno pode confundir conectivos informais ('mas', 'aí') com conectivos formais, supondo que articular ideias com conectivos já seria o recurso da fala espontânea.
O aluno pode supor que a fala espontânea é marcada por sintaxe elaborada, quando na verdade a oralidade costuma usar frases curtas, simples e fragmentadas.
As reticências marcam hesitações e pausas características da fala espontânea, reforçando a oralidade.
Raio-X da questão
oralidade espontânea no diálogo
diagnostico
recursos da oralidade
Estude os recursos que caracterizam a oralidade na fala.
Confundir termos técnicos ou conectivos formais com marcas de oralidade espontânea.
pensamento_critico
cotidiano
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