Por que diferentes sociedades criam formas próprias de marcar o tempo? Em regiões costeiras do Brasil, os…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que diferentes sociedades criam formas próprias de marcar o tempo? Em regiões costeiras do Brasil, os tupinambá observaram as fases da lua, dividindo o mês em quatro partes para planejar pesca e plantio (cerca de 29 dias). No atual Benin, a religião Ifá dos yorubás adota uma semana de oito dias, associada aos 256 odù que orientam rituais. Com a colonização, europeus introduziram o calendário gregoriano, com 12 meses e 365 dias para fins administrativos. No cerrado, os xavante registram anos a partir da primeira chuva forte, definindo festas de início de ciclo. Analise o texto e identifique qual forma de marcação de tempo está associada à observação dos ciclos lunares.
- A) Contagem dos 256 odù na tradição yorubá para organizar rituais
- B) Observação das fases da lua pelos tupinambá para planejar pesca e plantio
- C) Adoção da semana de oito dias pelos yorubás no culto de Ifá
- D) Introdução do calendário gregoriano de 365 dias pelos colonizadores europeus
- E) Definição do ano pelos xavante a partir da primeira chuva forte
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O enunciado pergunta qual forma de marcação do tempo está associada à observação dos ciclos lunares. O texto descreve, para cada povo, uma forma diferente de contar o tempo.
- Os ciclos lunares são as fases da lua, que se repetem a cada cerca de 29 dias. No texto, os tupinambá observavam essas fases e dividiam o mês em quatro partes para planejar pesca e plantio. Logo, a alternativa correta é a B, que combina exatamente a observação das fases da lua com a finalidade de planejar pesca e plantio.
- A alternativa A está errada, pois os 256 odù são elementos da religião Ifá, associados a rituais, e não a fases da lua.
- A alternativa C está errada, pois a semana de oito dias é uma forma de organizar a contagem de dias no culto de Ifá, sem relação com as fases da lua.
- A alternativa D está errada, pois o calendário gregoriano é solar, com 12 meses e 365 dias, e foi introduzido pela colonização, não baseado nas fases da lua.
- A alternativa E está errada, pois os xavante marcam o ano pela primeira chuva forte, um fenômeno climático, e não pelos ciclos lunares.
- Conclusão: o gabarito oficial B está correto.
💡 Dica: Identifique a descrição que relaciona a marcação do tempo com os ciclos da lua.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter associado a palavra 'ciclos' e a organização de rituais a algum elemento místico-religioso, achando que os 256 odù representam uma contagem lunar. Ele confunde um sistema ritual com a observação astronômica.
Por que engana: Confundir diferentes formas culturais de medir o tempo, associando incorretamente ciclos lunares a outras práticas.
O texto descreve o uso das fases lunares pelos tupinambá como calendário mensal de cerca de 29 dias.
O aluno pode ter pensado que uma semana de oito dias, por ser uma contagem de dias, deriva das fases da lua. Ele não percebe que o texto apresenta essa semana como elemento religioso, sem vínculo astronômico.
O aluno pode ter supuesto que todo calendário oficial é baseado na lua, ou que um calendário de 12 meses se origina das fases lunares. Na verdade, o gregoriano é solar e foi adotado por motivos administrativos.
O aluno pode ter se confundido ao ler que os xavante marcam o tempo por um evento natural e assumir que qualquer marcação natural envolve a lua. Ele não identifica que a referência aqui é a chuva, não o astro.
Raio-X da questão
marcação do tempo ciclos lunares
diagnostico
ciclos naturais e tempo · culturas indígenas brasileiras
Estude como diferentes culturas observam e utilizam os ciclos naturais para medir o tempo.
Confundir diferentes formas culturais de medir o tempo, associando incorretamente ciclos lunares a outras práticas.
multiculturalismo
pensamento_critico
historico
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