Registros de um navio mercante do século XVII revelam um manifesto de 300 cativos embarcados em Luanda e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os mecanismos e as dinâmicas de comércio de escravizados em suas diferentes fases, identificando os agentes responsáveis pelo tráfico e as regiões e zonas africanas de procedência dos escravizados.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Registros de um navio mercante do século XVII revelam um manifesto de 300 cativos embarcados em Luanda e destinando-se a Salvador da Bahia. O documento indica que, antes de cruzar o Atlântico, a embarcação fez escala na ilha de Santiago, em Cabo Verde, onde trocou tecidos e armas por mais pessoas escravizadas. A viagem foi organizada por uma companhia mercantil que gerenciava consignações para atender à demanda de mão de obra nos engenhos açucareiros do Brasil. Analise o texto-base e identifique quais agentes e rota caracterizam a dinâmica transatlântica do comércio de escravizados descrita.
- A) Companhias francesas exportando mão de obra da costa do Senegal para colônias na América do Norte
- B) Comerciantes árabes enviando cativos da costa leste africana para portos no Golfo Pérsico
- C) Comerciantes portugueses transportando cativos de Luanda até Salvador da Bahia
- D) Negociantes brasileiros deslocando indígenas da Amazônia para trabalho em Minas Gerais
- E) Armadores britânicos conduzindo escravizados de Mamluk no Egito para plantações nas Índias Ocidentais
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique os dados do texto. O navio embarcou 300 cativos em Luanda (Angola), fez escala em Cabo Verde (ilha de Santiago), onde trocou tecidos e armas por mais pessoas escravizadas, e seguiu para Salvador da Bahia. A mão de obra destinava-se aos engenhos açucareiros do Brasil.
- Trace a rota. O percurso é Luanda, escala em Cabo Verde e travessia do Atlântico até Salvador, ou seja, um fluxo da África Ocidental e Centro-Ocidental para a América portuguesa.
- Identifique os agentes. A rota e as colônias envolvidas (Angola, Cabo Verde e Bahia) pertencem ao sistema comercial português do Atlântico, e a companhia mercantil que gerenciava as consignações atendia à demanda por mão de obra do Brasil colonial. Assim, os agentes são comerciantes portugueses e seus intermediários.
- Compare com as alternativas. A alternativa C descreve exatamente esse transporte de cativos de Luanda até Salvador da Bahia, o que confere com a análise do texto e com o gabarito oficial.
- Analise as erradas. A alternativa A troca a costa do Senegal e a América do Norte pelo tráfico ligado ao Brasil. A alternativa B envolve o comércio no Oceano Índico e o Golfo Pérsico, fora do Atlântico descrito. A alternativa D inverte o fluxo e a origem, pois não há indígenas da Amazônia nem destino em Minas Gerais no texto. A alternativa E cita o Egito mameluco e as Índias Ocidentais britânicas, que não aparecem no enunciado.
💡 Dica: Identifique os agentes e rotas do comércio transatlântico de escravizados descritos no texto.
Alternativa por alternativa
O aluno associa o tráfico de escravizados a companhias francesas e a colônias da América do Norte, sem considerar a rota Luanda-Bahia descrita no texto.
Por que engana: Confundir os agentes e rotas do comércio de escravizados, associando-os a regiões ou países incorretos.
O aluno confunde o tráfico transatlântico com o comércio de escravizados no Oceano Índico, levando a rota para o Golfo Pérsico.
O texto menciona navio mercante português, rota Luanda–Cabo Verde–Salvador da Bahia, típica do tráfico organizado por portugueses.
O aluno não percebe que o texto trata de africanos escravizados (de Luanda) e não de indígenas da Amazônia, e que o destino é Salvador, não Minas Gerais.
O aluno mistura contextos históricos distintos, supondo que o Egito mameluco e as plantações britânicas das Índias Ocidentais façam parte da rota descrita.
Raio-X da questão
comércio transatlântico de escravizados
avaliacao
comércio colonial atlântico · escravidão no Brasil colonial
Estude a dinâmica do tráfico negreiro e os agentes envolvidos no comércio atlântico de escravizados.
Confundir os agentes e rotas do comércio de escravizados, associando-os a regiões ou países incorretos.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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