— Sina, tu vai na reunião hoje à noite? Perguntou Pedro, usando a fala comum em seu bairro. — Claro que vou…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Sina, tu vai na reunião hoje à noite? Perguntou Pedro, usando a fala comum em seu bairro. — Claro que vou, respondeu ela. Na escola, a professora explicou que, em situações formais, devemos usar a norma-padrão: “nós vamos” em vez de “tu vai”. Então, um colega comentou: “Quem fala assim parece sem estudo, não sabe nada”. A professora interrompeu: “Cada variedade tem valor, e dizer que alguém é inferior por falar diferente é preconceito lingüístico”. Analise o texto e identifique a afirmação que expressa preconceito linguístico.
- A) Reconhecer a pluralidade linguística como riqueza cultural
- B) Usar gírias e expressões regionais em conversas informais
- C) Considerar falantes de variedades não padronizadas menos inteligentes
- D) Valorizar a norma-padrão em situações formais
- E) Adaptar a linguagem conforme o interlocutor e o contexto
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Identifique o que é preconceito linguístico no texto. Ele aparece quando uma variedade da língua é tratada como inferior e, por extensão, quando seus falantes são julgados como menos capazes. A professora define isso ao dizer que considerar alguém inferior por falar diferente é preconceito.
- Analise a alternativa C, 'Considerar falantes de variedades não padronizadas menos inteligentes'. Essa afirmação atribui uma característica negativa e intelectual a um grupo com base apenas na forma como fala. É exatamente o juízo de valor que a professora condena, por isso expressa preconceito linguístico.
- Verifique as demais alternativas. A alternativa A é errada porque reconhece a pluralidade linguística como riqueza, o oposto do preconceito. A alternativa B é errada porque usar gírias e expressões regionais em conversas informais é uma escolha adequada ao contexto, e não um julgamento sobre pessoas. A alternativa D é errada porque valorizar a norma-padrão em situações formais é um conhecimento escolar legítimo, desde que não implique desprezo por outras variedades. A alternativa E é errada porque adaptar a linguagem ao interlocutor e ao contexto é uma competência comunicativa, não um preconceito.
- Conclusão. Somente a alternativa C atribui inferioridade intelectual a falantes de uma variedade, o que caracteriza preconceito linguístico. O gabarito oficial está correto.
💡 Dica: Identifique a frase que demonstra preconceito linguístico no texto.
Alternativa por alternativa
O aluno pode confundir a afirmação de que a pluralidade é riqueza com a fala do colega que desprezava quem fala diferente, achando que valorizar a diversidade seria um ataque aos que usam a norma-padrão.
Por que engana: Confundir valorização da norma-padrão com preconceito linguístico ou não reconhecer o preconceito em relação a variedades.
O aluno pode supor que o preconceito está em usar gírias e expressões regionais, achando que a linguagem informal é inadequada em si, e não o julgamento feito sobre as pessoas que a usam.
Atitude condenada no texto como preconceito linguístico ao desvalorizar falantes.
O aluno pode acreditar que só a norma-padrão é correta e que valorizá-la já seria uma forma de desprezar as outras variedades, usando a intuição de que 'o certo é falar bem'.
O aluno pode entender que adaptar a fala ao interlocutor seria uma forma de fingir ou de desvalorizar a própria variedade, confundindo flexibilidade comunicativa com preconceito.
Raio-X da questão
preconceito linguístico e variedades
diagnostico
variedades linguísticas · norma padrão
Estude o conceito de preconceito linguístico e variedades linguísticas.
Confundir valorização da norma-padrão com preconceito linguístico ou não reconhecer o preconceito em relação a variedades.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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