Dados históricos apontam que, no século XVIII, o tráfico de pessoas capturadas na região do Golfo de Benin e…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os mecanismos e as dinâmicas de comércio de escravizados em suas diferentes fases, identificando os agentes responsáveis pelo tráfico e as regiões e zonas africanas de procedência dos escravizados.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Dados históricos apontam que, no século XVIII, o tráfico de pessoas capturadas na região do Golfo de Benin e da Angola era controlado por grandes companhias mercantes europeias. Essas empresas recebiam as licenças dos monarcas, organizavam as embarcações e mantinham entrepostos na costa africana. Após longas viagens pelo Atlântico, vendiam os escravizados aos negociantes portuários no Brasil, responsáveis por distribuir mão de obra aos senhores de engenho. O sistema funcionava mediante contratos oficiais, tarifas alfandegárias e o apoio de autoridades locais que garantiam a segurança dos navios e das mercadorias humanas. A partir do texto, identifique qual agente desempenhava o papel central na organização e execução do tráfico de escravizados no século XVIII.
- A) Comerciantes indígenas da região
- B) Missionários católicos portugueses
- C) Proprietários rurais africanos
- D) Companhias mercantes europeias
- E) Senhores de engenho brasileiros
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Leia o enunciado com atenção e identifique a pergunta: qual agente desempenhava o papel central na organização e execução do tráfico de escravizados no século XVIII, segundo o texto.
- Localize no texto as informações-chave. O texto diz que as grandes companhias mercantes europeias controlavam o tráfico, recebiam licenças dos monarcas, organizavam as embarcações e mantinham entrepostos na costa africana.
- Verifique o papel de cada envolvido. As companhias europeias comandavam a captura, o transporte e a venda; os negociantes portuários brasileiros apenas distribuíam a mão de obra depois; os senhores de engenho eram compradores finais; as autoridades locais davam apoio e segurança.
- Conclua que a alternativa correta é a D, pois é o agente que organizava e executava todas as etapas centrais do sistema.
- Analise as demais alternativas. A) Comerciantes indígenas da região não aparecem no texto como agentes do tráfico. B) Missionários católicos portugueses não têm papel descrito no processo de comércio. C) Proprietários rurais africanos não são mencionados como controladores do tráfico, e o texto cita a África apenas como origem das pessoas e local dos entrepostos. E) Senhores de engenho brasileiros eram os destinatários da mão de obra, não os organizadores do tráfico.
- Resultado: o gabarito oficial D está correto.
💡 Dica: Identifique o agente central mencionado no texto que organizava o tráfico de escravizados.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter associado a captura de pessoas na África a comerciantes locais, esquecendo que o texto fala de companhias europeias e que indígenas não são citados como agentes do tráfico.
O aluno pode ter imaginado que a Igreja, por ser ligada a Portugal, tinha papel central no comércio, sem que o texto mencione qualquer ação missionária no tráfico.
O aluno pode ter entendido que, por a captura ocorrer na África, os próprios africanos controlavam o tráfico, confundindo local de origem com agente organizador.
O texto indica que grandes companhias mercantes europeias obtinham licenças reais e organizavam as viagens, sendo os principais agentes do tráfico.
O aluno pode ter confundido o papel de quem comprava e usava a mão de obra com o de quem organizava o tráfico, já que os senhores de engenho aparecem no final do texto.
Por que engana: Confundir os agentes envolvidos no tráfico, atribuindo o papel central a grupos que não organizavam diretamente o comércio, como missionários ou senhores de engenho.
Raio-X da questão
tráfico escravizado século XVIII
diagnostico
tráfico atlântico de escravizados · colonialismo europeu
Estude o papel das companhias mercantes europeias no tráfico atlântico de escravizados.
Confundir os agentes envolvidos no tráfico, atribuindo o papel central a grupos que não organizavam diretamente o comércio, como missionários ou senhores de engenho.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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