Dados fictícios de 1855 indicam que, na província do Rio de Janeiro, 65% dos trabalhadores urbanos livres…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Dados fictícios de 1855 indicam que, na província do Rio de Janeiro, 65% dos trabalhadores urbanos livres recebiam salários diários médios equivalentes a 1,5 mil réis. Ao mesmo tempo, cerca de 30% desses trabalhadores viviam em ocupações informais, sem contratos escritos, recebendo apenas 0,8 mil réis. Em contraste, a população escravizada, responsável por 40% da força de trabalho, não auferia renda e dependia integralmente da subsistência fornecida pelos senhores. Relatórios da época ressaltavam que a diferença de acesso ao salário formal e à autonomia econômica aprofundava a estratificação social, limitando o poder de negociação e a mobilidade dos trabalhadores livres em relação aos livres e aos escravizados. Analise o texto-base e identifique a conclusão mais adequada sobre as desigualdades socioeconômicas no contexto descrito.
- A) A população escravizada não recebia renda, evidenciando extrema desigualdade em relação aos livres.
- B) A maioria dos trabalhadores livres vivia em ocupações informais, indicando alta mobilidade social.
- C) A força de trabalho escravizada era minoritária, refletindo equilíbrio na distribuição de empregos.
- D) A dependência econômica dos livres em relação aos senhores limitava a informalidade do trabalho.
- E) O salário médio de 1,5 mil réis permitia aos trabalhadores livres acumular capital e ascender socialmente.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base com atenção. Ele traz três grupos: trabalhadores urbanos livres (65% recebiam 1,5 mil réis por dia e 30% estavam em ocupações informais, ganhando 0,8 mil réis), a população escravizada (40% da força de trabalho, sem renda e dependente da subsistência dos senhores) e a conclusão de que essa diferença aprofundava a estratificação social. Passo 2: Pergunta-se qual conclusão o texto sustenta. A alternativa A afirma que a população escravizada não recebia renda, o que evidencia extrema desigualdade em relação aos livres. Isso está diretamente no texto e é a leitura mais fiel dos dados. Passo 3: Verifique as demais alternativas. B está errada porque 30% informais significa que a maioria dos livres (70%) não estava na informalidade, e o texto fala em limitação da mobilidade, não em alta mobilidade. C está errada porque 40% é minoria, mas o texto não fala em equilíbrio na distribuição de empregos; ao contrário, descreve desigualdade. D está errada porque o texto não associa os livres a dependência dos senhores, que é a situação descrita para a população escravizada. E está errada porque o texto diz que a diferença de acesso ao salário limitava a mobilidade e o poder de negociação, contrariando a ideia de acúmulo de capital e ascensão social. Passo 4: Conclusão: o gabarito oficial A está correto. Observação: o texto diz limitar a mobilidade 'em relação aos livres e aos escravizados', o que parece um erro de redação, pois a comparação deveria ser entre livres e escravizados; isso não altera a resposta.
💡 Dica: Leia atentamente os dados e compare as condições dos grupos sociais descritos.
Alternativa por alternativa
Conecta diretamente a ausência de renda dos escravizados e a desigualdade ressaltada no texto-base.
O aluno confundiu a proporção de 30% em ocupações informais com maioria, e associou informalidade a mobilidade social, quando o texto diz que a desigualdade limitava a mobilidade.
Por que engana: Confundir a proporção dos trabalhadores informais com a maioria ou interpretar incorretamente a situação da população escravizada.
O aluno leu que a força de trabalho escravizada era minoritária (40%) e concluiu que isso indicaria equilíbrio na distribuição dos empregos, ignorando que o texto descreve forte desigualdade.
O aluno inverteu a relação de dependência descrita no texto, atribuindo aos trabalhadores livres a dependência dos senhores, que o texto atribui à população escravizada.
O aluno supôs que um salário diário de 1,5 mil réis, por ser maior que 0,8 mil réis, permitiria acumular capital, desconsiderando que o texto afirma que a falta de acesso ao salário formal limitava a ascensão.
Raio-X da questão
desigualdades socioeconômicas históricas
diagnostico
estrutura social do Brasil imperial · economia e trabalho no século XIX
estude as condições sociais e econômicas do trabalho no Brasil imperial
Confundir a proporção dos trabalhadores informais com a maioria ou interpretar incorretamente a situação da população escravizada.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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