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BNCC 986 questões

Questões BNCC EM13CHS402

Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.

Ilustração da habilidade BNCC EM13CHS402
Unidade temática
Ciências Humanas e Sociais
Objeto de conhecimento
Indicadores Socioeconômicos e Desigualdade
Questões vinculadas
986

Texto oficial da habilidade, conferido palavra por palavra contra a Base Nacional Comum Curricular — BNCC_EI_EF.pdf, página 578. Extração confirmada por dois processos independentes.

Descrição da habilidade EM13CHS402
Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.

Séries

1ª série2ª série3ª sérieENEMFUVESTUELUNESP

Matérias

GeografiaHistóriaSociologia

Assuntos

Estratificação e desigualdade socioeconômica

Unidades temáticas relacionadas

BNCC - HabilidadesConexões e escalasMundo do trabalhoTrabalho e Desigualdade

Questões relacionadas a EM13CHS402

Questão 1 · Objetiva
Para organizar uma mostra cultural, uma escola pesquisou as condições de trabalho de profissionais que atuaram no evento e em edições anteriores. As rendas foram corrigidas para valores de 2024.

Grupo ocupacional | Trabalho formal em 2019 | Renda mensal mediana em 2019 | Trabalho formal em 2024 | Renda mensal mediana em 2024
Equipe técnica de som e iluminação | 72% | R$ 3.200 | 80% | R$ 3.600
Trabalhadores da limpeza | 55% | R$ 1.800 | 48% | R$ 1.700
Vendedores ambulantes | 12% | R$ 1.400 | 18% | R$ 1.500

Qual interpretação dos indicadores melhor explica sua relação com a estratificação socioeconômica?
Questão 2 · Objetiva
Uma rede de oficinas de máquinas comparou as condições de trabalho de suas unidades em dois bairros.

Unidade do bairro central:
2020: 78% dos trabalhadores com emprego formal; renda média de 2,6 salários mínimos.
2024: 88% dos trabalhadores com emprego formal; renda média de 3,2 salários mínimos.

Unidade do bairro periférico:
2020: 56% dos trabalhadores com emprego formal; renda média de 1,8 salário mínimo.
2024: 47% dos trabalhadores com emprego formal; renda média de 1,6 salário mínimo.

No período, a participação de trabalhadores terceirizados na unidade periférica aumentou de 35% para 51%.

Qual interpretação dos indicadores melhor relaciona as mudanças observadas à estratificação socioeconômica?
Questão 3 · Objetiva
Durante o intervalo de uma partida de futebol, uma exposição no estádio apresentou dados fictícios sobre trabalhadores ligados à realização dos jogos.

1955
Empregados permanentes do estádio: 76% com vínculo formal; renda média de 3,0 salários mínimos.
Vendedores nos arredores: 12% com vínculo formal; renda média de 1,3 salário mínimo.

2022
Empregados permanentes do estádio: 89% com vínculo formal; renda média de 2,7 salários mínimos.
Vendedores e prestadores eventuais: 21% com vínculo formal; renda média de 1,2 salário mínimo.

A exposição lembrava que a legislação trabalhista consolidada durante o governo Vargas vinculou diversos direitos ao emprego formal, mas não alcançou os trabalhadores de maneira uniforme.

A comparação dos indicadores permite associar a formação histórica do trabalhismo brasileiro a qual característica da desigualdade socioeconômica?
Questão 4 · Objetiva
Por que duas cidades com crescimento semelhante do setor de serviços apresentam trajetórias distintas para mulheres responsáveis por crianças pequenas? Em um cenário hipotético, um observatório acompanhou, de 2019 a 2023, trabalhadoras de 25 a 44 anos. Em Serra Azul, onde creches passaram a funcionar em horário ampliado e linhas de ônibus foram integradas, a taxa de ocupação desse grupo foi de 54% para 67%. Em Porto Dourado, sem mudanças nesses serviços, passou de 55% para 58%. Nos dois municípios, porém, os rendimentos médios femininos permaneceram próximos de 74% dos masculinos, e a presença dessas mulheres em cargos de supervisão ficou abaixo de 22%. Para Weber, as oportunidades de acesso a recursos e posições sociais influenciam as chances de vida dos grupos.

Analise os indicadores apresentados e interprete a conclusão mais consistente sobre a estratificação do trabalho nesses municípios.
Questão 5 · Objetiva
Cerca de 48% das pessoas ocupadas no bairro central de uma cidade média trabalhavam com carteira assinada em 2024, enquanto, nos bairros periféricos, essa proporção era de 27%. Em um cenário fictício elaborado pelo observatório municipal do trabalho, o rendimento médio mensal no centro era de R$ 3 200 e, na periferia, de R$ 1 850. No mesmo período, 11% dos trabalhadores do centro atuavam por conta própria sem contribuição previdenciária, percentual que alcançava 29% na periferia. Embora os dois espaços tivessem apresentado redução do desemprego em relação a 2022, a diferença entre os rendimentos médios se manteve praticamente igual.

Analise os indicadores apresentados e identifique a interpretação que relaciona corretamente a distribuição espacial do trabalho à desigualdade social na cidade.
Questão 6 · Objetiva
Para compor uma exposição didática fictícia, foram reunidos registros de uma cidade industrial paulista e de fazendas de café próximas. Em 1944, 76% dos operários fabris possuíam contrato registrado, enquanto essa condição alcançava 5% dos trabalhadores rurais. Em 1965, os percentuais eram 92% e 34%, respectivamente. No mesmo período, a parcela que recebia menos que o custo mensal de uma cesta básica passou de 22% para 11% entre os operários e de 69% para 48% entre os rurais. Entre as duas datas, entrou em vigor o Estatuto do Trabalhador Rural, que ampliou a previsão legal de direitos para esse grupo.

Analise os indicadores e a mudança legal mencionada para interpretar o processo histórico expresso pelos dados.
Questão 7 · Objetiva
“Pedalo mais longe para conseguir as entregas e, no fim do dia, sobra menos”, relatou uma trabalhadora que atende bairros periféricos de uma capital. Em um levantamento simulado com 200 entregadores de uma mesma plataforma, 100 atuavam principalmente na área central e 100 na periferia. Os dois grupos trabalhavam, em média, nove horas diárias e recebiam tarifa semelhante por entrega. No centro, 72% possuíam motocicleta própria e o rendimento líquido diário mediano era de R$ 118. Na periferia, 29% tinham veículo próprio, 61% alugavam motocicleta ou bicicleta elétrica e o rendimento líquido mediano era de R$ 76. Também eram maiores, nesse grupo, as distâncias percorridas para iniciar e concluir as entregas.

Interprete os dados do levantamento e identifique a condição que melhor explica a diferença de rendimento entre os trabalhadores dos dois espaços.
Questão 8 · Objetiva
Ao preparar uma mostra sobre relações de trabalho em 1974, um arquivo municipal organizou dados simulados de 30 operárias de uma confecção e 30 trabalhadoras domésticas. Entre as operárias, 25 possuíam carteira assinada, 24 tinham contribuição previdenciária registrada e a remuneração média era de 2,2 salários mínimos. Entre as domésticas, esses números eram, respectivamente, 6, 5 e 1,1 salário mínimo. Nos dois grupos, predominava a escolaridade elementar incompleta; no segundo, a maioria se autodeclarava preta ou parda. Naquele período, a legislação assegurava às domésticas férias e acesso à previdência, mas não lhes garantia vários direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho, como limite de jornada e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Interprete a comparação apresentada e identifique o processo histórico que explica a persistência das diferenças entre os dois grupos de trabalhadoras.

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