Dados ilustrativos: Registros coloniais indicam que, em meados do século XVIII, trabalhadores livres em…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Dados ilustrativos: Registros coloniais indicam que, em meados do século XVIII, trabalhadores livres em oficinas urbanas recebiam salários médios equivalentes a oito e a dez modius de trigo por mês, enquanto trabalhadores livres em fazendas de cana-de-açúcar auferiam apenas três a quatro modius. Esse contraste de remuneração ocorria mesmo com custos de vida similares. Fontes apontam que as corporações de ofício nas cidades restringiam o ingresso de novos aprendizes, ao passo que nas áreas rurais a expansão da monocultura e o uso de mão de obra escrava limitavam oportunidades de emprego assalariado. Analise o texto-base e identifique o fator que explica a discrepância de renda entre trabalhadores urbanos e rurais no período colonial brasileiro.
- A) Legislação metropolitana que favorecia a exportação de açúcar em detrimento do mercado interno
- B) Proximidade aos grandes portos que facilitava o transporte de mercadorias para as cidades litorâneas
- C) Funcionamento restrito das corporações de ofício urbanos que limitava a entrada de concorrentes
- D) Predomínio da monocultura canavieira que tornava os solos rurais menos produtivos
- E) Uso generalizado de corveia indígena nas fazendas canavieiras que reduz o custo da mão de obra
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto-base compara dois mercados de trabalho. Nas cidades, os trabalhadores livres recebiam mais (oito a dez modius de trigo por mês contra três a quatro no campo), com custo de vida semelhante. Passo 2: O próprio texto indica a causa da diferença: as corporações de ofício urbanas restringiam a entrada de novos aprendizes, o que limitava a concorrência pelos postos de trabalho e mantinha os salários mais altos. Passo 3: Por isso a alternativa correta é a C, que descreve exatamente esse funcionamento restrito das corporações e a limitação da entrada de concorrentes. Passo 4: A alternativa A está errada porque a política metropolitana voltada à exportação não é apontada no texto como explicação dos salários. Passo 5: A alternativa B está errada porque a proximidade dos portos não é mencionada como fator de remuneração. Passo 6: A alternativa D está errada porque a monocultura é citada como causa da escassez de emprego assalariado, não da baixa produtividade do solo. Passo 7: A alternativa E está errada porque o texto fala em mão de obra escrava, e não em corveia indígena, que é uma obrigação de trabalho típica de outro contexto histórico. Passo 8: Conclusão: o gabarito oficial C está correto e coincide com a análise feita a partir do texto.
💡 Dica: Analise o texto-base para identificar o fator que explica a discrepância salarial.
Alternativa por alternativa
Supõe que a legislação metropolitana voltada à exportação de açúcar pressionava os salários rurais para baixo. O texto não associa salários à política comercial, mas à organização do trabalho nas cidades e no campo.
Por que engana: Confundir fatores econômicos com aspectos geográficos ou legislações não mencionadas no texto.
Imagina que a proximidade dos portos encarecia a vida ou elevava a renda urbana. O texto não fala de transporte nem de portos e ainda afirma que o custo de vida era semelhante nas duas áreas.
As corporações controlavam o acesso aos ofícios, elevando salários urbanos e acentuando a desigualdade em relação às zonas rurais.
Acredita que a monocultura gerava solos pouco produtivos e por isso salários menores. O texto relaciona a monocultura à limitação do emprego assalariado, e não à fertilidade do solo.
Associa o trabalho rural ao uso de corveia indígena, que reduziria o custo da mão de obra. O texto menciona mão de obra escrava, e a corveia é uma obrigação de trabalho de outro contexto histórico, não a base descrita no enunciado.
Raio-X da questão
discrepância salarial colonial
avaliacao
economia colonial brasileira · estrutura social colonial
Estude a economia colonial e o funcionamento das corporações de ofício.
Confundir fatores econômicos com aspectos geográficos ou legislações não mencionadas no texto.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
Questões parecidas com resolução
- Dados fictícios de 1855 indicam que, na província do Rio de Janeiro, 65% dos trabalhadores urbanos livres recebiam…
- Dados ilustrativos: Em 1880, cerca de 70% da população economicamente ativa do país exercia trabalho rural, com…
- Dados ilustrativos: Recenseamento fictício de 1890 revela contrastes regionais no Brasil Império. Na Zona da Mata…
- Cerca de 70% da força de trabalho brasileira em 1890 atuava em atividades rurais, especialmente na Zona da Mata de Minas…
- Dados fictícios: um estudo de 1925 sobre fazendas de café em São Paulo indica que, entre 10.000 trabalhadores, 60% eram…
- Pesquisadores resgataram registros de pagamento mensal de uma fazenda cafeeira em Minas Gerais, em 1880, e compararam…
Todas as questões de Estratificação e desigualdade socioeconômica
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
