Ao ocupar as salas do Museu Central, um coletivo de artistas indígenas recriou uma exposição que desafia as…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar aspectos históricos, sociais e políticos da produção artística, problematizando as narrativas eurocêntricas e as diversas categorizações da arte (arte, artesanato, folclore, design etc.).
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Ao ocupar as salas do Museu Central, um coletivo de artistas indígenas recriou uma exposição que desafia as convenções ocidentais. Em vez de rotular cada peça como “arte primitiva”, os criadores adotaram categorias próprias — como objetos de cura, de celebração e de memória — e incluíram depoimentos dos anciãos que ligam cada obra a rituais e histórias locais. A curadoria ressaltou a dimensão política dessa escolha, evidenciando a resistência à classificação imposta pelos primeiros museus europeus e reivindicando a autonomia das narrativas indígenas no campo artístico. Analise o texto-base e identifique de que forma a exposição problematiza narrativas eurocêntricas e promove uma visão política da produção artística indígena.
- A) Valorizando a classificação das obras segundo referenciais indígenas
- B) Enfatizando processos de fabricação baseados em técnicas europeias
- C) Destacando semelhanças das obras com estilos europeus consagrados
- D) Apresentando as peças apenas como exemplos de arte primitiva
- E) Organizando a exposição em ordens cronológicas dos museus ocidentais
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O texto-base descreve uma exposição que rejeita o rótulo “arte primitiva” e cria categorias próprias (objetos de cura, de celebração e de memória), ligadas a rituais e histórias locais por meio de depoimentos dos anciãos.
- A curadoria afirma que essa escolha é política, pois resiste à classificação imposta pelos primeiros museus europeus e reivindica autonomia das narrativas indígenas. Logo, a problematização do eurocentrismo acontece ao substituir os critérios ocidentais por referenciais indígenas.
- Analisando as alternativas, a letra A traz exatamente esse movimento: valoriza a classificação das obras segundo referenciais indígenas, o que corresponde às categorias próprias e à autonomia narrativa descritas no texto.
- A alternativa B está errada, pois o texto não fala de técnicas europeias; ele trata de classificação e narrativa, não de fabricação.
- A alternativa C está errada, pois o texto não aponta semelhança com estilos europeus; ao contrário, a exposição rejeita as comparações ocidentais.
- A alternativa D está errada, pois justamente rejeita o rótulo “arte primitiva” que a alternativa propõe.
- A alternativa E está errada, pois a exposição não segue a ordem cronológica dos museus ocidentais, e sim categorias próprias.
- Conclusão: concordo com o gabarito oficial, A.
💡 Dica: Analise como a exposição desafia categorias tradicionais e valoriza perspectivas indígenas.
Alternativa por alternativa
Correta: o texto destaca adoção de categorias próprias dos artistas indígenas, contrariando a classificação eurocêntrica.
O aluno associa a crítica ao eurocentrismo a uma discussão sobre técnicas de produção, imaginando que o texto fala de modos de fazer arte.
Por que engana: Confundir valorização da cultura indígena com adoção de técnicas europeias ou classificações tradicionais.
O aluno supõe que valorizar a arte indígena exige mostrar que ela se parece com estilos europeus consagrados, reproduzindo a lógica de validação pelo modelo europeu que o texto critica.
O aluno não percebe que o texto critica explicitamente o rótulo “arte primitiva” e lê a alternativa como uma descrição neutra, confundindo nomenclatura com problematização.
O aluno entende que organizar por ordem cronológica seria uma forma de crítica, quando o texto diz que a exposição adota categorias próprias e não a lógica cronológica dos museus ocidentais.
Raio-X da questão
narrativas eurocêntricas e arte indígena
diagnostico
conceito de eurocentrismo · perspectivas culturais diversas
Estude sobre eurocentrismo e valorização da cultura indígena na arte.
Confundir valorização da cultura indígena com adoção de técnicas europeias ou classificações tradicionais.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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