“De que modo se comparam as condições de trabalho de artesãos no início do século XX e entregadores de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
“De que modo se comparam as condições de trabalho de artesãos no início do século XX e entregadores de aplicativo hoje?” questiona estudo recente. Dados ilustrativos mostram que, em 1910, artesãos urbanos produziam em média 200 peças mensais com renda equivalente a 3 salários mínimos da época, mas sem benefícios sociais. Atualmente, entregadores de plataforma realizam cerca de 300 entregas mensais e recebem valor médio bruto de 1,5 salário mínimo, sem garantia de jornada mínima ou cobertura previdenciária. Enquanto o artesão suportava prazos rígidos de encomendas e dependia de feiras locais, o trabalhador de app convive com algoritmos que definem horários, metas e variabilidade de ganhos. Esses indicadores refletem processos de estratificação e desigualdade em diferentes épocas e escalas. Analise o texto-base e identifique qual indicador evidencia a continuidade de desigualdade estrutural entre os dois grupos de trabalhadores?
- A) Diferença entre o número de tarefas mensais realizadas pelos trabalhadores
- B) Variação na localização geográfica das atividades laborais
- C) Imposição de prazos rígidos no processo produtivo
- D) Ausência de garantias sociais formais para ambos os grupos de trabalhadores
- E) Relação entre o salário mínimo e o número de peças ou entregas realizadas
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O enunciado pede um indicador que mostre continuidade de desigualdade estrutural entre artesãos de 1910 e entregadores de aplicativo hoje. Desigualdade estrutural é uma condição que se repete ao longo do tempo, e não apenas uma diferença pontual entre os grupos. Passo 2: Procure no texto dados presentes nos dois grupos. Artesãos recebiam renda equivalente a 3 salários mínimos da época, sem benefícios sociais. Entregadores recebem valor médio bruto de 1,5 salário mínimo, sem garantia de jornada mínima ou cobertura previdenciária. Passo 3: A ausência de garantias sociais formais aparece nos dois casos, o que indica a permanência da desigualdade de proteção social por mais de um século. Passo 4: Compare com as demais opções. A) A diferença no número de tarefas (200 peças contra 300 entregas) mostra volume de produção, não continuidade de condições de trabalho. B) A localização geográfica não é apresentada no texto como indicador de desigualdade. C) Os prazos rígidos aparecem para o artesão, mas para o entregador o texto fala de algoritmos e metas; o controle do tempo muda de forma e não é o indicador central de desigualdade formal. E) A relação entre salário mínimo e produção é um cálculo de remuneração por volume, que não evidencia continuidade da condição de trabalho. Passo 5: Conclusão: a alternativa D é a correta e coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Compare os indicadores de condições de trabalho para identificar a continuidade da desigualdade.
Alternativa por alternativa
Acredita que a quantidade de tarefas realizadas é o principal indicador de desigualdade, confundindo volume de produção com condições de trabalho.
Por que engana: Confundir indicadores quantitativos com indicadores de desigualdade estrutural, focando em números de tarefas ou localização.
Supõe que a mudança de local de trabalho, de feiras para ruas e aplicativos, demonstra desigualdade estrutural, mas o texto não usa a localização como critério de comparação.
Considera que a imposição de prazos é a continuidade central, sem perceber que o texto contrasta prazos de encomendas com algoritmos e metas, formas diferentes de controle do tempo.
A falta de benefícios e cobertura previdenciária em ambas as épocas evidencia continuidade de desigualdade estrutural.
Acha que calcular a relação entre salário e número de peças ou entregas revela desigualdade estrutural, confundindo um procedimento de cálculo com o conceito de condição de trabalho.
Raio-X da questão
desigualdade estrutural no trabalho
avaliacao
condições de trabalho historicas · direitos trabalhistas
Estude as características das condições de trabalho e direitos sociais em diferentes épocas.
Confundir indicadores quantitativos com indicadores de desigualdade estrutural, focando em números de tarefas ou localização.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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